Dados sobre utilizadores deste modelo
França
Estados Unidos da América



Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

SBC-4 Helldiver
Caça bombardeiro
A-25A «Shrike»
Bombardeiro leve / táctico
SB2C-4 / 5 Helldiver
Bombardeiro leve / táctico

SBC-4 Helldiver
Caça bombardeiro (Curtiss-Wright)
SBC-4 Helldiver

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 8.58 M
Envergadura: 10.36 M
Altura: 3.17
1 x motores Wright XR-1820-22
Potência total: 950 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 2065 Kg
Peso máximo/descolagem: 3211 Kg
Numero de suportes p/ armas: 1
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 2
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 377 Km/h
Máxima(nível do mar): 350 Km/h
De cruzeiro: 300 Km/h
Autonomia standard /carregado : 400 Km
Autonomia máxima / leve 652 Km.
Altitude máxima: 7320 Metros


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Forum de discussão

O SBC Helldiver, ficará para a história como o último biplano de combate das forças armadas norte-americanas.

A sua origem encontra-se num pedido de 1932 da marinha dos Estados Unidos para o desenvolvimento de uma aeronave monoplano de asa alta, com capacidade para operar a partir de porta-aviões como avião de caça.

Os rápidos desenvolvimentos da aviação e a apresentação e avaliação de vários protótipos apresentados entre 1932 a 1933, rapidamente levaram à conclusão de que o SBC Helldiver não era adequado para a função de avião de caça. Desde logo o projeto passou a orientar-se na direção de um avião de patrulha marítima.

Porém, a marinha norte-americana considerava pouco eficaz manter uma aeronave embarcada apenas para servir como patrulha e por isso foi decidido reclassificar o avião alguns meses mais tarde, incluindo a capacidade de ataque a outros navios.

O desenho do protótipo no entanto, não era adequado para a função de avião de voo picado, dado que o avião com uma asa alta relativamente pouco resistente não podia desempenhar essa função de forma adequada. Uma aeronave sofreu um acidente fatal em 14 de Junho de 1934, com total destruição do avião embora o piloto tenha apenas sido vítima de ferimentos ligeiros.

Após o acidente, a Curtiss pediu fundos para a realização de um novo protótipo, mas apresentou um projeto modificado, mais resistente e com uma configuração biplano, vista como mais adequada para a função de ataque ao solo em voo picado.

SBC-3

Esse novo avião voou em 9 de Dezembro de 1935 e mais tarde receberia um outro motor mais antigo.
Será esse terceiro protótipo muito modificado, configurado como biplano e com um motor mais antigo, já que o anterior tinha demonstrado ser pouco confiável, que receberá uma encomenda para um total de 83 exemplares. Nasce assim o SBC-3 Helldiver.

SBC-4

O Curtiss SBC-4 foi um derivado do SBC-3, cuja modificação começou a ser estudada em Fevereiro de 1938. A principal alteração foi a substituição do motor XR-1510-12 pelo R-1820-22 radial, refrigerado a água com uma potência de 950cv.

A introdução do novo motor implicou algumas modificações na secção frontal no nariz do avião, por causa do seu maior diâmetro.

Com um motor mais potente, o Helldiver tinha capacidade para transportar uma bomba de 480km (1000 libras) no suporte ventral.

À frente, a metralhadora 7.62mm foi substituida por uma metralhadora de calibre 12.7mm.

As modificações foram aceites pela marinha norte-americana, ainda antes de um protótipo estar pronto, com 58 exemplares encomendados em 5 de Janeiro de 1938 sob a designação SBC-4.

Em 27 de Julho desse mesmo ano, uma segunda encomenda para mais 31 exemplares foi emitida, e uma terceira para um total de 35 adicionais foi entregue ao fabricante em 13 de Agosto, elevando o total para 124.

Testes fatais

A marinha começou a testar os aviões em Março de 1939, mas rapidamente surgiram problemas, que mostraram que a configuração das asas não era adequada para suportar o esforço a que o material era submetido durante a recuperação após o voo picado.

O primeiro esquadrão ficou operacional a bordo do porta-aviões USS Lexington, tendo começado a treinar pilotos. Poucos meses antes da guerra começar na Europa, os Helldiver já tinham sido testados em ataques nocturnos contra alvos navais.

No entanto, a aeronave nunca foi utilizada em situações de combate em áreas onde se esperasse a presença de caças inimigos, por se reconhecer que as suas prestações não eram já adequadas para o inicio da década de 1940.
Embora o último SBC-Helldiver só tivesse sido retirado de serviço em 1944, eles foram essencialmente utilizados como aviões de treino de pilotos.

As exigências iniciais da marinha dos Estados Unidos, condicionaram e alteraram o projeto original da aeronave, transformando-a num hibrido que nunca foi realmente bom em nenhuma das funções para que podia ser chamado.

No entanto, a aeronave, talvez porque nunca tenha sido utilizada em situações de conflito, granjeou algum respeito dos pilotos.

Informação genérica:
Biplano Helldiver

Desenvolvidos a partir da primeira metade da década de 1930, foram desenvolvidas nesta década duas séries distintas de aviões conhecidos como Helldiver.
A primeira série estava ao serviço quando começou a II guerra mundial e a segunda série, começou a ser desenvolvida ainda a II guerra mundial não tinha começado.

SBC-4
Aeronave biplano, desenvolvida a partir de um monoplano de asa alta, quando a marinha solicitou um bombardeiro de voo picado. Esta aeronave também recebeu a designação de Helldiver, embora tanha pouco a ver com a série que se seguiu.


Segunda séria: monoplano

O segundo tipo de Helldiver, foi desenvolvido para cumprir com uma especificação da marinha dos Estados Unidos. A aeronave tinha capacidade para transportar até 900kg de bombas num compartimento interno e velocidade superior ao SBD Dauntless.

A necessidade de cumprir com as especificações da marinha, levou a que a aeronave apresentasse vários problemas de concepção que demoraram a ser resolvidos e que explicam a má fama que o Helldiver conseguiu inicialmente.

SB2C-1
Primeira aeronave do segundo tipo de Helldiver, e primeira série de produção geralmente vista como de pouco sucesso, resultado de ter entrado em produção ainda antes de os protótipos e unidades de pré série terem sido testados e antes que estivessem disponíveis soluções para os problemas encontrados. Foram produzidos 978 exemplares.

SB2C2
Projeto cancelado de uma variante equipada de flutuadores que poderia ser utilizada independentemente de porta-aviões. Embora fosse feita uma encomenda de 287 que também foi cancelada.

SB2C-3
Nova versão equipada com um motor R-2600-20 de 1900cv que permitiu aumentar a velocidade máxima em cerca de 5%. Nesta altura porém, os Helldiver estavam já obsoletos como bombardeiros de voo picado.
Foram produzidos 1675 exemplares deste modelo, sendo 150 deles fabricados pela Fairchild-Canada

SB2C-4
Com características idênticas ao modelo anterior.


SB2C-5
Basicamente idêntico ao SB2C-4, mas com maior capacidade para transportar combustível, o que lhe dava maior autonomia.

A-25A «Shrike»
A aviação tática dos Estados Unidos, não tinha demonstrado grande interesse pelos aviões de voo picado para apoio da progressão das tropas no terreno.
No entanto, logo a seguir à invasão da Polónia em 1939 e ao que foi considerado um grande triunfo do bombardeiro de precisão Stuka alemão, foi decidido desenvolver uma aeronave de ataque de precisão (voo picado) para a aviação do exército norte-americano.



O Helldiver esteve ao serviço de várias forças militares, nomeadamente da aviação naval de Portugal.

XSBC2-6
Um modelo mais potente, com um motor de 2100cv foi ainda projetado e chegou à fase de protótipo, com dois exemplares produzidos.
No entanto, o fim da guerra e as alterações tácticas dentro da marinha quanto à utilização das aeronaves, levaram ao cancelamento do projeto.

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