Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

SBC-4 Helldiver
Caça bombardeiro
A-25A «Shrike»
Bombardeiro leve / táctico
SB2C-4 / 5 Helldiver
Bombardeiro leve / táctico

A-25A «Shrike»
Bombardeiro leve / táctico (Curtiss-Wright)
A-25A «Shrike»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 11.17 M
Envergadura: 15.15 M
Altura: 4.91
1 x motores Wright R-2600-8
Potência total: 1700 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 4704 Kg
Peso máximo/descolagem: 7791 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 900 Kg
Tripulação : 1+1
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 437 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 0 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1200 Km
Autonomia máxima / leve 1657 Km.
Altitude máxima: 6462 Metros


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Forum de discussão

O conceito do bombardeio de precisão (com voo picado) tinha sido abraçado pela força aérea da marinha mas tinha sido rejeitado pela força aérea do exército durante as décadas de 1920 e 1930.

Mas a invasão da Polónia em Setembro de 1939, da França em Maio de 1940 e a utilização tática dada pelos alemães aos seus bombardeiros de voo picado Junkers Ju-87 «Stuka», levaram a aviação do exército dos Estados Unidos a desenvolver um projeto para uma aeronave que pudesse cumprir essa função.

Como demoraria demasiado tempo para desenvolver uma aeronave especificamente para responder às necessidades da aviação do exército, foi decidido partir do Helldiver da marinha e adapta-lo para utilização a partir de bases em terra.

Foi colocada uma encomenda para 100 exemplares do avião da Curtiss em 31 de Dezembro de 1940.

Inicialmente, o pedido da aviação do exército não apresentava problemas, mas a continuação das vitórias alemãs na Jugoslávia e na Grécia levaram a que a aviação do exército afirmasse que poderia encomendar muito mais aviões. Gerou-se então um problema entre o exército e a marinha.

Os pedidos do exército, somados aos da marinha, levariam à saturação das linhas de produção, que poderiam não ter como responder aos requisitos.
Para responder ao problema, foi desenvolvida uma fábrica especificamente para montar o Shrike, o nome que o exército deu ao Helldiver.

Os trabalhos decorreram durante o ano de 1941 e uma encomenda para 3.000 (três mil) exemplares do modelo foi colocada na Primavera de 1942, com o primeiro avião adaptado para utilização pela aviação do exército a voar a 29 de Setembro de 1942.

O avião para o exército era virtualmente idêntico à Série SB2C-1 mas rapidamente começara a ser incorporadas características específicas como rodas de maiores dimensões e roda traseira (que acabaram por ser incorporados nos aviões da marinha para facilitar a produção).

Embora os primeiros aviões Shrike tivessem sido fornecidos com asas dobráveis, posteriormente essa característica foi removida dado ser desnecessária.

O Shrike no entanto, demonstrou ter sido uma má aposta, porque enquanto se desenvolvia e produzia a aeronave, a era dos bombardeiros de voo picado para operações em terra tinha passado.
A facilidade em abater os bombardeiros de precisão com caças, implicava a necessidade de uma poderosa escolta de caças para proteger os bombardeiros.

Um total de 900 exemplares do A-25A Shrike foram produzidos, mas o exército decidiu não utilizar o tipo em combate.
A solução passou por entregar 410 aeronaves aos fuzileiros navais, embora estes nunca tenham chegado a ser utilizados em combate.
150 foram propostos mas recusados pela força aérea da Austrália. Parte dos restantes foram reconvertidos para o padrão Helldiver mas ficaram relegados a operações secundárias como treino e reboque de alvos.

Informação genérica:
Biplano Helldiver

Desenvolvidos a partir da primeira metade da década de 1930, foram desenvolvidas nesta década duas séries distintas de aviões conhecidos como Helldiver.
A primeira série estava ao serviço quando começou a II guerra mundial e a segunda série, começou a ser desenvolvida ainda a II guerra mundial não tinha começado.

SBC-4
Aeronave biplano, desenvolvida a partir de um monoplano de asa alta, quando a marinha solicitou um bombardeiro de voo picado. Esta aeronave também recebeu a designação de Helldiver, embora tanha pouco a ver com a série que se seguiu.


Segunda séria: monoplano

O segundo tipo de Helldiver, foi desenvolvido para cumprir com uma especificação da marinha dos Estados Unidos. A aeronave tinha capacidade para transportar até 900kg de bombas num compartimento interno e velocidade superior ao SBD Dauntless.

A necessidade de cumprir com as especificações da marinha, levou a que a aeronave apresentasse vários problemas de concepção que demoraram a ser resolvidos e que explicam a má fama que o Helldiver conseguiu inicialmente.

SB2C-1
Primeira aeronave do segundo tipo de Helldiver, e primeira série de produção geralmente vista como de pouco sucesso, resultado de ter entrado em produção ainda antes de os protótipos e unidades de pré série terem sido testados e antes que estivessem disponíveis soluções para os problemas encontrados. Foram produzidos 978 exemplares.

SB2C2
Projeto cancelado de uma variante equipada de flutuadores que poderia ser utilizada independentemente de porta-aviões. Embora fosse feita uma encomenda de 287 que também foi cancelada.

SB2C-3
Nova versão equipada com um motor R-2600-20 de 1900cv que permitiu aumentar a velocidade máxima em cerca de 5%. Nesta altura porém, os Helldiver estavam já obsoletos como bombardeiros de voo picado.
Foram produzidos 1675 exemplares deste modelo, sendo 150 deles fabricados pela Fairchild-Canada

SB2C-4
Com características idênticas ao modelo anterior.


SB2C-5
Basicamente idêntico ao SB2C-4, mas com maior capacidade para transportar combustível, o que lhe dava maior autonomia.

A-25A «Shrike»
A aviação tática dos Estados Unidos, não tinha demonstrado grande interesse pelos aviões de voo picado para apoio da progressão das tropas no terreno.
No entanto, logo a seguir à invasão da Polónia em 1939 e ao que foi considerado um grande triunfo do bombardeiro de precisão Stuka alemão, foi decidido desenvolver uma aeronave de ataque de precisão (voo picado) para a aviação do exército norte-americano.



O Helldiver esteve ao serviço de várias forças militares, nomeadamente da aviação naval de Portugal.

XSBC2-6
Um modelo mais potente, com um motor de 2100cv foi ainda projetado e chegou à fase de protótipo, com dois exemplares produzidos.
No entanto, o fim da guerra e as alterações tácticas dentro da marinha quanto à utilização das aeronaves, levaram ao cancelamento do projeto.

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