Dados sobre utilizadores deste modelo
Estados Unidos da América

Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

B-47 «Stratojet»
Bombardeiro pesado / estratégico
B-52B «Stratofortress»
Bombardeiro pesado / estratégico
B-52G/H «Stratofortress»
Bombardeiro pesado / estratégico
B-1B «Lancer»
Bombardeiro pesado / estratégico
B-2 «Spirit»
Bombardeiro pesado / estratégico

B-1B «Lancer»
Bombardeiro pesado / estratégico (Rockwell International)
B-1B «Lancer»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 43.7 M
Envergadura: 41.5 M
Altura: 10.2
4 x motores General Electric F101-GE-102
Potência total: 55600 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 87091 Kg
Peso máximo/descolagem: 216367 Kg
Numero de suportes p/ armas: 6
Capacidade de carga/armamento: 34020 Kg
Tripulação : 4
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 1275 Km/h
Máxima(nível do mar): 1100 Km/h
De cruzeiro: 950 Km/h
Autonomia standard /carregado : 10000 Km
Autonomia máxima / leve 11997 Km.
Altitude máxima: 18000 Metros


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Forum de discussão

Durante a década de 1960, nos Estados Unidos ainda se considerava o requerimento para a possibilidade de encontrar um substituto para o bombardeiro B-52G que juntasse a capacidade de transporte do B-52, mas ao mesmo tempo pudesse atingir uma velocidade superior a 2100km/h do bombardeiro B-58.

O bombardeiro B-1 começou a tomar forma em meados da Sabia-se que a União Soviética trabalhava arduamente numa versão russa do avião comercial supersónico Concorde e que por isso os soviéticos poderiam desenvolver bombardeiros supersónicos durante a década de 1970 (como veio a acontecer com o Tu-160).

A fase inicial do programa de desenvolvimento de um bombardeiro supersónico resultou no projeto do bombardeiro Valkirye, que no entanto perdeu a preferência dos militares quando os soviéticos desenvolveram mísseis anti-aéreos de grande altitude.

O desenvolvimento do bombardeiro de geometria variável prosseguiu embora o objetivo passasse a ser o bombardeamento a baixa altitude, utilizando a capacidade de acompanhar o relevo e beneficiando da relativamente baixa capacidade dos radares da década de 1960.

O primeiro voo do protótipo B-1A ocorreu ainda em 1974, mas a administração James Carter cancelou o programa do B-1A, em 1977 quando se ficou a saber que os soviéticos tinham desenvolvido caças equipados com radares capazes de identificar alvos no chão (capacidade look down shoot down) o que transformava os bombardeiros americanos em alvos fáceis dos interceptores MiG-31. Embora o cancelamento implicasse que não se prosseguia com a prevista compra de 250 unidades, o desenvolvimento do conceito continuou a receber verbas.

Em 1981 a administração Reagan voltou a reabilitar o conceito e decidiu impulsionar o programa.
O B-1B ja não seria apenas um avião para atacar alvos inimigos com bombas atómicas simples, mas em vez disso podia servir como plataforma para disparar mísseis de cruzeiro aerotransportados.

A especificação deixou de pedir um bombardeiro que voasse a quase o dobro da velocidade do som, passando a requerer um bombardeiro supersónico, mas muito menos rápido mas com autonomia alargada (sem reabastecimento) de 9800km para 12.000km.

Modificações

O B-1B passou a ser um avião bastante diferente do anterior B-1A. A sua assinatura perante radares foi reduzida a um oitavo da do modelo anterior. Como deixou de ser necessário o voo a grande velocidade, as tomadas de ar ficaram mais simples, o que também facilitou a redução do RCS, que no B-1B, é cem vezes mais pequena que no B-52.
Um novo radar AN/APQ-164 foi instalado, para facilitar o voo a baixa altitude.
O B-1B tem capacidade para transportar marginalmente mais bombas que um B-52 e pode levar essa carga a uma distância maior e a uma maior velocidade, a uma altitude maior, ainda que a um custo mais elevado.

Depois de ter entrado ao serviço o B-1B «Lancer» bateu vários records de velocidade com 30t de carga batendo records de aeronaves soviéticas.

Novas funções

Embora tenha sido originalmente desenvolvido para transportar armas nucleares, o Lancer foi sendo modificado ao longo dos anos para possibilitar a utilização de uma vasta gama de armamentos. Podem ser transportadas várias armas em seis pontos fixos nas asas, de entre as quais se destacam as novas bombas guiadas que podem ser disparadas a mais de 100km de distância, impossibilitando a utilização da maioria dos mísseis anti-aéros.

A partir de 1990, acordos de limitação de armas nucleares relegaram o B1 para funções de bombardeiro convencional, tendo sido utilizados em operações contra o Iraque e contra o Afeganistão.

Em 2014 todos os 62 exemplares ao serviço iniciaram um programa de modernização que pretende integrar o B-1B num sistema digital de processamento de dados de combate. Monitores de computador vão substituir muitos dos indicadores analógicos instalados na década de 1980. Os B-1B vão estar integrados e receber informação para outras aeronaves e centros de comando, ao mesmo tempo que enviam informação para eles em tempo real.

Espera-se que com a modernização iniciada em 2014 o B-1B continue ao serviço pelo menos até 2040, altura em que poderá estar disponível outro avião bombardeiro.

Informação genérica:
Durante a II guerra mundial, o principal meio de bombardeamento estratégico disponível era o bombardeiro pesado. A Alemanha iniciou com as suas bombas voadoras V2, o primeiro bombardeamento estratégico da História, mas a carga transportada pelas ogivas não era suficiente e o número de mísseis demasiado reduzido para ter efeito.

Depois da II guerra mundial, tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética desenvolveram várias séries de bombardeiros estratégicos, destinados a atacar os inimigos utilizando cargas nucleares.

O fim do bombardeiro pesado estratégico no entanto, chegou com o advento dos mísseis balísticos de longo alcance, capazes de transportar várias ogivas e de ter uma capacidad destrutiva superior à de qualquer bombardeiro.

Os norte-americanos desenvolveram e construiram vários bombardeiros pesados depois de terem produzido o B-17 Flying fortress, o B-24 Liberator e do B-29 Super Flying fortress.

Foram vários os bombardeiros norte-americanos do pós guerra, de entre os quais se destacam:

B-47 Stratojet
O primeiro bombardeiro estratégico a jato


B-52 Stratofortress
Projectados no inicio dos anos 50, os primeiros bombardeiros estratégicos B-52 do SAC (Strategic Air Command) entraram ao serviço em 1956.

A aeronave é essencialmente um bombardeiro de longo alcance e grande altitude projectado para transportar bombas atómicas.

Os B-52, inicialmente concebidos para lançar bombas atómicas e posteriormente mísseis de médio alcance, foram sendo modificados ao longo dos anos e aprimorados com novos sistemas, electrónica, armas e novas capacidades que permitiram que a aeronave continuasse actualizada.

As versões e séries produzidas são as seguintes:
B-52A - Apenas 3 fabricados, utilizados como plataforma de teste experimental.
B-52B - 23 unidades fabricadas, mais 27 com capacidade para reconhecimento a grande altitude (RB-52B).
B-52C - 35 unidades produzidas.
B-52D - 170 unidades produzidas.
B-52E - 100 unidades produzidas
B-52F - 89 unidades produzidas
B-52G - 193 unidades produzidas
B-52H - 102 unidades produzidas
A última versão produzida do B-52, foi a B-52H que começou a ser entregue em Outubro de 1962.
A maioria dos B-52 que chegaram ao século XXI são aeronaves desta versão.


B-58 Hustler

B-1B Lancer

B-2 «Spirit»

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