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767-400ER
Aeronave comercial Medio Alcance (Boeing)
767-400ER

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 61.4 M
Envergadura: 51.9 M
Altura: 16.79
2 x motores Pratt & Whitney PW4062
Potência total: 56700 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 103870 Kg
Peso máximo/descolagem: 204120 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 2
Passageiros: 245 a 375
Velocidade Maxima: 0 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 960 Km/h
Autonomia standard /carregado : 10343 Km
Autonomia máxima / leve 10418 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Forum de discussão

Resultado de um pedido despecífico por parte de empresas norte-americanas para uma versão com ainda mais capacidade que o Boeing 767-300 o modelo 400 acabou não tendo o sucesso que seria de esperar.

Ele foi também resultado da pressão crescente da Airbus que no final da década de 1990 tinha lançado o A330-200, complementanto o A330-300 de maiores dimensões.

O 767-400ER é uma versão alongada em 6.4m do 767-300ER. O avião é mais alto, por ser mais longo, para evitar embater na pista ao descolar (rotação). A Boeing pretendia com este modelo, substituir os primeiros A300 e A310 da Airbus, que estavam a ser retirados e que ao mesmo tempo pudesse também ser apresentado como substituto dos DC-10 e L-1011 Tristar que tinham entrado ao serviço na década de 1970.

Os estudos para o desenvolvimento começaram no final de 1996 e a autorização para avançar com a versão ultra-longa do 767 foi tomada rapidamente, logo em 6 de Janeiro de 1997, com a sua configuração base concebida para longo alcance e alta capacidade.
A Boeing estava na altura com excesso de pessoal técnico, pelo que conseguiu suprir os gabinetes de engenharia com suficiente pessoal especializado para garantir um desenvolvimento rápido.
O primeiro voo ocorreu em 9 de Outubro de 1999.

A primeira encomenda foi feita pela Delta Airlines, para 21 exemplares do que foi logo designado 767-400 Extender Range.

O 767-400 recebeu muitos dos refinamentos e cockpit que já tinham sido concebidos para o Boeing 777. Vários componentes do 777 foram utilizados no 767-400, como por exemplo as rodas. Os motores são no entanto idênticos aos do 767-300.

Na realidade, o Boeing 777 acabou sendo a principal razão da falta de sucesso do 767-400. Algumas companhias que tinham encomendado este avião acabaram substituindo os seus pedidos, por aeronaves 777 com motores mais economicos, que possuem um alcance superior e podem transportar mais passageiros.

O 767-400 continua a ser viável, mas para grandes companhias aéreas que possuem uma rede muito extensa e possuem linhas onde podem utilizar o modelo com vantagens económicas, como é o caso da United Airlines e da Delta Airlines, que utilizam seus 767-400 em ligações para o Rio de Janeiro e São Paulo.

Informação genérica:
O primeiro widebody de dois motores da Boeing, começou a ser desenvolvido na década de 1970 e foi uma resposta tanto aos aviões da McDonell Douglas como da Lockeed, mas também ao Airbus A300/A310 que o novo consórcio europeu tinha lançado no inicio da década.

O anuncio de que a Boeing se lançaria no mercado dos widebodies de dois motores foi feito pela empresa em 14 de Julho de 1978, mas o desenvolvimento efetivo do conceito tinha começado alguns anos antes.

O objetivo da Boeing, tinha sido desde o inicio o desenvolvimento de uma aeronave que pudesse ser utilizada nos Estados Unidos para voos costa a costa e que ao mesmo tempo pudessem efetuar voos internacionais com até uma escala.

Pretendia-se um Widebody mais pequeno que o B747 mas também de menores dimensões que os DC-10 e L-1011 respetivamente da McDonnel Douglas e da Lockeed.

Além do desenvolvimento do «Widebody» a Boeing decidiu-se pelo desenvolvimento quase paralelo de uma versão com apenas um corredor «Narrowbody», que deveria ser o substituto dos muitos Boeing 727-100 e 727-200 que estavam ao serviço no final de década de 1970 e cujos motores barulhentos ameaçavam ser origem de muitos problemas para as companhias aéreas.

Além de ter tentado reduzir os custos de desenvolvimento vom o B757, a Boeing também desenvolveu o 767 de forma cooperativa com empresas internacionais, no que constituiu uma novidade no campo da aeronautica na década de 1970. A Aeritalia e o consórcio japonês CTDC participaram com a Boeing no projeto.

Por volta de 1976 ficou decidido que a configuração geral seria na linha do Airbus A300, que tinha começado a ser comercializado na Europa e que também estava a ser analizado por empresas norte-americanas.

Uma versão do 767 com três motores e capacidade para 200 passageiros e capacidade intercontinental chegou a ser considerada, tendo sido abandonada antes do final da década.

O desenvolvimento do 767, ocorreu de forma paralela com o 757, que era um substituto direto do trijato 727.

O maior jato 767 foi o 767-400.


A produção do 767 terminou quando foi lançado o Boeing 787 Dreamliner.

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