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A300 B4
Aeronave comercial Medio Alcance
A310-300
Aeronave comercial Longo Alcance

A300 B4
Aeronave comercial Medio Alcance (Airbus)
A300 B4

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 53.62 M
Envergadura: 44.84 M
Altura: 16.62
2 x motores CFC-50C2
Potência total: 48100 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 88500 Kg
Peso máximo/descolagem: 165000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 2
Passageiros: 228 a 361
Velocidade Maxima: 876 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 833 Km/h
Autonomia standard /carregado : 0 Km
Autonomia máxima / leve 6670 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Forum de discussão

O Airbus A300 foi o primeiro jato Widebody da história e o primeiro jato desenvolvido pelo consórcio europeu Airbus. O seu desenvolvimento começou em 1967 e pretendia ser uma aeronave com grande capacidade de transporte, destinada a rotas curtas e médias dentro do mercado europeu, que também poderia servir o mercado americano, onde a American Airlines tinha apresentado um pedido às companhias aéreas, para um avião Widebody (dois corredores) com capacidade para transportar 250 a 300 passageiros

Capaz de sentar mais de 200 passageiros numa configuração Widebody, com dois corredores, o Airbus A300 era uma completa novidade no mercado por ter apenas dois motores, quando a Lockeed e a Douglas tinham apresentado aeronaves widebody com três motores.

Inicialmente houvesse muita dúvida sobre o seu sucesso, nos primeiros anos apenas empresas dos países que tinham obrigações para com a Airbus compraram o aparelho (Air France e Lufthansa).

As entregas evoluiram lentamente. Em 1974 foram entregues 4 aparelhos, no ano seguinte 8. A Airbus chegou a ter até 16 aeronaves construidas, sem ter clientes. Mas em 1982 foram entregues 46 aeronaves, quase um avião por semana. Durante a década de 1980, com a entrada ao serviço do Airbus A310 e com o lançamento do Boeing 767, os números foram menores, variando entre 10 aeronaves em 1986 e 19 em 1990.
A linha de montagem do Airbus A300 foi encerrada em 2007, depois de terem sido entregues 561 aparelhos.

No entanto, o conceito do Widebody para linhas curtas não foi bem aceite, porque implicava que as companhias tinham que reduzir a frequência dos voos, para evitar que os aviões voassem quase vazios. Isso ficou claro, quando a Airbus foi forçada a avançar com a sua aeronave de um só corredor (narrowbody) para concorrer com o B737, e que viria a ser o A320, o avião de maior sucesso na história da companhia.

Em 1983 foi lançado o Airbus A300-600 (oficialmente designado A300-B4-600). A aeronave era idêntica ao A300 anterior, mas recebeu a cauda e a fuselagem traseira do Airbus A310, bem como o cockpit, que é por isso bastante mais moderno. Importante era o aumento na autonomia máxima do A300-600 que passou de 6670 para 7540km.
A versão A300-600 representou mais de metade das vendas dos modelos A300 e passou a ser uma aeronave para voos de médio alcance.

Na imagem um Airbus A300 da American Airlines, ele tinha uma autonomia alargada e já não era visto como um avião de grande capacidade para rotas curtas.

A partir da venda para a Eastern, a que se seguiram vendas para a PAN AM e posteriormente pela American Airlines, a Airbus passou a ser vista como um concorrente dos principais fabricantes americanos e uma alternativa ao que tinha sido até aí o completo dominio da industria aéronautica dos Estados Unidos.


A Airbus, promoveu posteriormente a conversão da aeronaves A300-B4 para o padrão A300-600 No total, com versões novas e conversões, foram produzidos 334 A300-600.

Informação genérica:
A industria aeronáutica europeia tentou após a II guerra mundial, concorrer com os grandes gigantes da industria aeronáutica americana, mas com resultados cada vez menos significativos.
Na Europa, a única aeronave europeia de sucesso era o caravelle da Sud Aviation, enquanto que os britânicos tinham desenvolvido várias aeronaves comerciais a jato, mas sem que nenhuma delas conseguisse fazer frente aos seus equivalentes americanos.

A solução para a industria europeia parecia ser a unificação das várias industrias, criando um conglomerado suficientemente poderoso que poderia sobreviver mesmo que só com encomendas de linhas aéreas europeias.

O primeiro sinal foi dado pelo consórcio franco-britânico que desenvolveu o Concorde. A aeronave foi criticada nos Estados Unidos e vista como um desafio (que na realidade era), mas os custos de operação do Concorde cedo o tornaram incompetitivo.

A verdadeira ameaça ao domínio americano na aeronautica civil, viria na realidade do consórcio criado em 1970 e chamado «Airbus Industrie». A designação Airbus já existia anteriormente, e foi adotada para designar a empresa e o nome confundiu-se inicialmente com o seu primeiro modelo, o Airbus A300.

Depois do A300, foi lançado um modelo mais sofisticado, e com maior alcance, o Airbus A310 que voou pela primeira vez em 1982, começando a ser entregue no ano seguinte.
O Airbus A310-300, que voou pela primeira vez em 1985 foi uma versão com autonomia alargada, destinado a voos intercontinentais.

Estas linhas de aeronaves seriam posteriormente substituidas pela linha A330/A340.

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