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L1011-1 Tristar
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Aeronave comercial Longo Alcance
Tristar KC-1
Aeronave de transporte pesado

L1011-1 Tristar
Aeronave comercial Medio Alcance (Lockeed Martin)
L1011-1 Tristar

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 54.17 M
Envergadura: 47.35 M
Altura: 16.87
3 x motores Rolls Royce RB.211
Potência total: 57150 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 113000 Kg
Peso máximo/descolagem: 211374 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 3
Passageiros: 256 a 400
Velocidade Maxima: 1080 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 954 Km/h
Autonomia standard /carregado : 4963 Km
Autonomia máxima / leve 7871 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Forum de discussão

O «Tristar» da Lockeed foi a última tentativa da Lockeed para entrar no mercado da aviação comercial a jato, A Lockeed tinha um concorrente para a dupla Boeing 707 / DC-8 nem para a dupla Boeing 737 / DC-9.
Para a Lockeed, a «guerra» dos Widebodies americanos não ficaria apenas entre o Boeing 747 e o DC-10.

Embora a American Airlines não tivesse comprado a primeira versão do avião, a Lockeed conseguiu convencer várias companhias aéreas a comprar a aeronave. O fato de o motor ser Rolls Royce, levou a que empresas do Reino Unido rapidamente optassem pelo Tristar

No entanto, vários problemas se colocaram desde o principio, de entre os quais se destacou exactamente o problema com o motor RB.211 da Rolls Royce, cuja operação silenciosa e muito mais económica era um dos principais argumentos de vendas da Lockeed (e facilitava a venda do avião na Europa, especialmente na Grã Bretanha). A Lockeed não tinha uma politica de motores alternativos e todos os Tristar foram produzidos com motores Rolls Royce.

Os problemas com a Rolls Royce atrasaram dois anos a entrega das aeronaves e esse atraso foi devastador para as vendas, já que muitos clientes não podiam esperar tanto tempo pelas entregas, tendo optado entretanto pelo DC-10 da McDonnel Douglas e chegando mesmo a considerar o novo Airbus A300, que viu assim facilitada a sua entrada no mercado americano.

De resto, para lá dos problemas com a produção, o Lockeed L-1011 / Tristar cumpriu com o que se esperava dele.
Por ter sido o último dos widebodies a ser produzido, ele também era o mais moderno do ponto de vista tecnológico.

Duas sub-séries e modificações foram introduzidas durante a década de 1970, nomeadamente o L-1011-100 com maior peso máximo à descolagem e o L-1011-200 com motores mais potentes. Os modelos originais L-1011-1 foram por sua vez modernizados para esses padrões.

Embora a produção do avião tenha começado em 1968, só em Novembro de 1970 ocorreu o primeiro voo, tendo a primeira operação comercial ocorrido 17 meses depois em Abril de 1972.

No final da década de 1970 e inicio da década de 1980, a Lockeed promoveu o Tristar como uma aeronave extremamente segura, tentando beneficiar dos problemas com o DC-10, que sofreu vários acidentes fatais.

Porém os resultados não foram positivos. As vendas nunca conseguiram atingir os números previstos e a própria Lockeed considerou que não conseguiria atingir o total de 500 exemplares que lhe permitiriam evitar o prejuizo. Por isso, para tentar reduzir as perdas, a Lockeed optou por anunciar em 1981 que a produção da aeronave seria terminada quando todas as encomendas firmes fossem entregues.

O Lockeed continuou ao serviço de várias companhias aéreas durante as décadas de 1980 e 1990. Ao contrário do DC-10 e do seu sucessor MD-11, o Tristar não foi convertido para aeronave de carga, tendo praticamente desaparecido dos ceus, salvo algumas utilizações no mercado dos voos charter.

Informação genérica:
Desenvolvido pela Lockeed com o objetivo de voltar ao mercado da aviação comercial, o «Tristar» resultou da resposta a uma especificação por parte das companhias aéreas, especificamente a American Airlines (que tinha patrocinado o lançamento do Electra), que pedia uma aeronave do tipo «Widebody» mas com menor capacidade que o Boeing 747.

A configuração do Tristar era a mesma que a escolhida para a proposta da McDonnel Douglas que se transformou no DC-10 (mais tarde MD-11)

O Tristar foi o primeiro avião comercial da Lockeed, depois do famoso Lockeed Electra da década de 1950, cuja versão militar é mais conhecida como P-3 Orion.

Os primeiros clientes do modelo foram a Delta Airlines e a Estern Airlines, dado que a American acabou por escolher o DC-10, e além disso o desenvolvimento do avião foi afetado por problemas na Rolls Royce, o fabricante dos motores previstos para o modelo. As primeiras entregas ocorreram em Abril de 1972.

Várias séries desta aeronave foram produzidas:

L-1011 100 - Inicialmente resultado de um pedido da Saudi Arabian e da Cathay Pacific de Hong Kong, com capacidade para 259 pasageiros e autonomia para 6435km.

L-1011 500 - Versão curta e com maior alcance.

L-1011 K1 - Versão militarizada do L-1011 500 adaptada pela Roysl Air Force a partir de aeronaves da British Airways.




Em 25 de Março de 2014 a Royal Air Force retirou de serviço o seu último Tristar.


A empresa americana Orbital, continua a utilizar um Tristar para missões técnicas relacionadas com o lançamento de foguetes. A aeronave é designada «Stargazer».

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