Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

DC-10 30
Aeronave comercial Longo Alcance
KC-10 «Extender»
Aeronave de transporte pesado
MD-11
Aeronave comercial Longo Alcance

MD-11
Aeronave comercial Longo Alcance (McDonnel-Douglas/Boeing)
MD-11

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 61.62 M
Envergadura: 51.66 M
Altura: 17.6
3 x motores P & W PW4460
Potência total: 81000 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 109328 Kg
Peso máximo/descolagem: 286000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 161478 Kg
Tripulação : 2
Passageiros: 293 a 410
Velocidade Maxima: 996 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 876 Km/h
Autonomia standard /carregado : 13000 Km
Autonomia máxima / leve 12000 Km.
Altitude máxima: 13000 Metros


- - -

Forum de discussão

Com acidentes fatais a ocorrer em 1974, 1979 e 1989 e com outros acidentes não tão graves a pairar sobre o futuro do DC-10, a McDonnel Douglas decidiu começar a desenvolver uma versão melhorada da aeronave, abandonando a designação DC-10, substituindo-a por MD-11.

Na realidade o MD-11 deveria ser a versão alongada conhecida como «DC-10 Global» que a McDonnel Douglas tinha começado a estudar logo em 1976. Porém, os problemas causados à imagem do modelo por causa dos acidentes, que o transformaram num avião inseguro para a opinião pública, levaram a que por questões de Marketing a designação DC-10 ou mesmo DC-11 fosse abandonada.

Durante alguns anos, as encomendas de novos DC-10 reduziram-se a zero e a linha de montangem manteve-se operacional apenas para fornecer a força aérea dos Estados Unidos com aeronaves de transporte.

O fabricante no entanto, continuou a considerar que uma nova versão do DC-10 continuava a ter futuro e um mercado que poderia tornar o projeto rentável.

Essencialmente o MD-11 é uma versão alongada do DC-10, com motores mais potentes e uma alcance igualmente superior, que ultrapassa os 12.000km.

Em termos tecnológicos o MD-11 está também muito à frente do DC-10, com um cockpit completamente redesenhado, que tornou redundante o engenheiro de voo, já que os sistemas podem ser monitorizados pelo piloto ou co-piloto.

O lançamento do modelo ocorreu em 30 de Dezembro de 1986. Dez companhias aéreas colocaram encomendas para 52 exemplares do avião. A montagem começou em Março de 1988 e o primeiro voo ocorreu em Setembro de 1989.

Mas a comercialização do MD-11 começou «enguiçada». O primeiro cliente firme ao qual deveriam ser entregues três aviões, era a Yugoslav Airlines, mas a Jugoslávia estava numa situação politica tal, que a entrega teve que ser cancelada. A primeira encomenda acabo sendo feita à FINNAIR em Dezembro de 1990.

Problemas
Embora fosse um avião mais seguro que o DC-10, o MD-11 apresentou logo problemas no que respeitava ao consumo e portanto ao seu verdadeiro alcance efetivo.
Sem conseguir corresponder às espectativas dos clientes, várias operadoras cancelaram as suas encomendas.

O alcance da aeronave cifrou-se em 1000km a menos que o previsto. Para atingir os 13000km previstos a aeronave precisava voar com uma carga 22% inferior.

O fabricante iniciou um programa de modificações para garantir que o MD-11 pudesse cumprir com as especificações anunciadas, mas só em 1995 um conjunto de soluções foi encontrado, para garantir finalmente os 13.000km de alcance com carga máxima de 28 toneladas.

Mas era aparentemente tarde para o substituto do DC-10. Dois anos mais tarde a McDonnel Douglas foi absorvida pela Boeing. A empresa de Seattle ainda manteve o MD-11 no seu catálogo e continuou a promover o avião, mas tornara-se evidente que o MD-11 era um concorrente direto do Boeing 777 e tambem do Boeing 767-400.

Ainda foram mantidas as linhas de montagem ativas para responder a pedidos do mercado de cargueiros. Cerca de 200 MD-11 foram produzidos.

Embora tenha sido praticamente retirado de operações comerciais com passageiros, muitos aviões do tipo continuaram a operar no mercado de carga. Na imagem o «Hub» da Federal Express, demonstra o interesse que as companhias de carga tiveram no modelo


Depois da sua vida como transporte comercial de passageiros, muitos MD-11 como DC-10, foram convertidos para operar como aviões dedicados ao transporte de mercadorias.
Em 2014, o maior operador do modelo é a Federal Express, com mais de 60 unidades ao serviço.

Operadores

No inicio da década de 1990 a companhia VARIG comprou vários MD-11 que substituiram os DC-10 comprados em 1974 e também alguns dos 747 que eram considerados demasiado gastadores para algumas rotas.
O MD-11 transformou-se na imagen internacional da companhia brasileira durante a década de 1990 e continuaram na empresa até ao fim em 2006. A VARIG transformou-se durante esse periodo, no maior operador do MD-11, tendo sido adquiridas 26 aeronaves.

No inicio da década de 1990 a operador brasileira VASP comprou nove MD-11, para dar corpo a uma agressiva campanha que pretendia internacionalizar a companhia. Os planos acabaram falhando, tendo alguns dos aviões chegado a servir de peças para manter a restante frota. A VASP encerrou operações em 2005.

Informação genérica:
Como aconteceu com o seu concorrente da Lockeed, o DC-10 da McDonnel Douglas resultou de um pedido da American Airlines para o que a companhia chamou de «Jumbo Twin» em Março de 1966, um avião que deveria ter uma configuração widebody, com dois corredores, mas uma capacidade inferior à do Boeing 747.

Embora fosse um avião de grandes dimensões, ele deveria ter capacidade para operar a partir de pistas normais, permitindo a sua utilização na maior parte dos aeroportos norte-americanos.

Logo a seguir a Março de 1966 a empresa produziu uma série de conceitos, que incluiram desde um avião com quatro motores, dois e finalmente três motores.
Em meados de 1967, o fabricante tinha concluido que a melhor solução era uma aeronave com dimensões maiores que as pedidas pela American Airlines, numa configuração trijato com o motor central, elevado e montado juntamente com o leme vertical.

A conhecida concorrência da Lockeed, levou a McDonnel Douglas a apressar o desenvolvimento, que foi bastante rápido.
A American Airlines encomendou de imediato 25 exemplares, com uma opção adicional de mais 25.

O primeiro voo ocorreu em 29 de Agosto de 1970.


A produção do DC-10 divide-se em dois grupos

O primeiro grupo, de aeronaves de médio alcance:
DC-10 de médio alcance, utilizado essencialmente nas rotas internas nos Estados Unidos
DC-10-15 – Uma versão destinada a operar de aeroportos a grande altitude
O segundo grupo de aeronaves de maior alcance
DC-10-20 / DC-10-40, um pedido especifico da Northwest Orient
DC-10-30 – Versão de longo alcance essencialmente comprada por operadores europeus e asiáticos


Depois do DC-10, é lançado o MD-11, que já tinha começado a ser estudado durante a década de 1970. Ele será vendido a várias empresas do mundo, com destaque para a brasileira VARIG que será o maior operador do tipo.

Uma versão militar, baseada no DC-10, o KC-10, foi produzida para operação pela força aérea dos Estados Unidos.

-

   
---