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L1011-1 Tristar
Aeronave comercial Medio Alcance
L1011 Tristar 500
Aeronave comercial Longo Alcance
Tristar KC-1
Aeronave de transporte pesado

Tristar KC-1
Aeronave de transporte pesado (Lockeed Martin)
Tristar KC-1

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 50.05 M
Envergadura: 50.09 M
Altura: 16.87
3 x motores Rolls Royce RB.211-524B
Potência total: 67500 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 105165 Kg
Peso máximo/descolagem: 245000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: Kg
Tripulação : 4
Passageiros: 0 a 187
Velocidade Maxima: 1080 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 894 Km/h
Autonomia standard /carregado : 7785 Km
Autonomia máxima / leve 0 Km.
Altitude máxima: 13000 Metros


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Forum de discussão

O Tristar K1/KC-1, é uma versão militarizada do Lockeed Tristar 500, a versão de longo alcance da aeronave comercial L-1011 da Lockeed.

Todos os K1 foram recebidos da British Airways e da PAN AM, mas o programa de conversão foi em grande medida resultado da guerra das Malvinas e da conclusão por parte dos militares britânicos de que o país tinha uma capacidade de transporte inadequada para as necessidades, principalmente porque a maioria dos bombardeiros Handley Page Victor estavam a atingir o fim do seu periodo de vida útil.

Um avião para as Malvinas

A compra dos Tristar, ocorreu logo em Dezembro de 1983. O primeiro voo sw um L1011 convertido ocorreu em 9 de Julho de 1985 e coincidiu com o fim da construção da pista e da base militar de Mount Pleasant concluida nesse mesmo ano. Em conjugação com a base na ilha de Santa Helena, a RAF podia começar uma ponte aérea para reabastecer as Malvinas em menos de 48 horas. A ponte aérea permitiria colocar em apenas uma semana, cerca de 3.000 homens, equipados com armas ligeiras, mísseis anti-aéreos e anti-tanque, e isto, recorrendo apenas aos Tristar.

O Tristar da RAF tinha capacidade para mais 45.385kg de combustível (maximo de 136.040kg) e com carga máxima, podia atingir aeroportos a distâncias de quase 8.000km.

As aeronaves foram submetidas a várias modernizações durante o seu periodo de vida, nomeadamente com a inclusão de blindagem e proteção adicional, contra fogo anti-aéreo e mísseis anti-aéreos de curto alcance, que pudessem ser lançados por forças irregulares a partir das proximidades de aeroportos.

Tristar K1
Dois exemplares do Tristar 500 adaptados para transporte de combustivel e para transporte de carga variada ou passageiros (até 187). O K1, não possuia porta alargada para transporte de carga volumosa.

Tristar KC-1
Quatro exemplares idênticos aos anteriores mas com acessibilidade facilitada por uma porta de acesso de maiores dimensões.
A característica que distingue os quatro KC-1 dos primeiros dois K-1 é a porta de acesso para carga de maiores dimensões


C1
Todas as aeronaves ex- British Airways, antes de serem convertidas, foram classificadas com esta designação.

Tristar C2/C2A
Três aeronaves L1011 foram compradas à companhia PAN AM e posteriormente adaptados para utilização pela Royal Air Force. Os aviónicos destes modelos eram no entanto diferentes dos restantes Tristar da RAF.

O último dos Lockeed Tristar da Royal Air Force foi retirado de serviço em 2014, sendo substituido pelo A-330MRTT, do qual a RAF adquiriu 14 exemplares.

Informação genérica:
Desenvolvido pela Lockeed com o objetivo de voltar ao mercado da aviação comercial, o «Tristar» resultou da resposta a uma especificação por parte das companhias aéreas, especificamente a American Airlines (que tinha patrocinado o lançamento do Electra), que pedia uma aeronave do tipo «Widebody» mas com menor capacidade que o Boeing 747.

A configuração do Tristar era a mesma que a escolhida para a proposta da McDonnel Douglas que se transformou no DC-10 (mais tarde MD-11)

O Tristar foi o primeiro avião comercial da Lockeed, depois do famoso Lockeed Electra da década de 1950, cuja versão militar é mais conhecida como P-3 Orion.

Os primeiros clientes do modelo foram a Delta Airlines e a Estern Airlines, dado que a American acabou por escolher o DC-10, e além disso o desenvolvimento do avião foi afetado por problemas na Rolls Royce, o fabricante dos motores previstos para o modelo. As primeiras entregas ocorreram em Abril de 1972.

Várias séries desta aeronave foram produzidas:

L-1011 100 - Inicialmente resultado de um pedido da Saudi Arabian e da Cathay Pacific de Hong Kong, com capacidade para 259 pasageiros e autonomia para 6435km.

L-1011 500 - Versão curta e com maior alcance.

L-1011 K1 - Versão militarizada do L-1011 500 adaptada pela Roysl Air Force a partir de aeronaves da British Airways.




Em 25 de Março de 2014 a Royal Air Force retirou de serviço o seu último Tristar.


A empresa americana Orbital, continua a utilizar um Tristar para missões técnicas relacionadas com o lançamento de foguetes. A aeronave é designada «Stargazer».

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