Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

Sukhoi Su-27 / 27UB
Avião de caça
Sukhoi Su-33 / Su-27K
Caça de superioridade aérea
Sukhoi Su-35S / 35UB Flanker-E
Caça de superioridade aérea
Sukhoi Su-30 M/MK
Caça de superioridade aérea
Sukhoi Su-30MKi
Caça de superioridade aérea
J-11B «Flanker B+»
Caça de superioridade aérea
Sukhoi Su-34 «Fullback»
Bombardeiro
Sukhoi T-50 / PAK-FA
Caça de superioridade aérea

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Sukhoi Su-35S / 35UB Flanker-E
Caça de superioridade aérea (UAC-KnAAPO)
Sukhoi Su-35S / 35UB Flanker-E

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 22.18 M
Envergadura: 14.7 M
Altura: 6.43
2 x motores NPO Saturn/Lyulka AL-31 FP / TVC
Potência total: 29000 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 18400 Kg
Peso máximo/descolagem: 34000 Kg
Numero de suportes p/ armas: 14
Capacidade de carga/armamento: 8000 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 2500 Km/h
Máxima(nível do mar): 1400 Km/h
De cruzeiro: 1100 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1450 Km
Autonomia máxima / leve 3200 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Canhões / Metralhadoras
- 1 x 30mm GSh-30-1 (Calibre: 30 )
Radares
- Phazotron / NIIR Zhuk-27 - Tipo «Phased array» (Alcance médio: 184Km)

Forum de discussão

O Su-35, é visto desde o inicio dos anos 90 como uma espécie de demonstrador de tecnologias e novas soluções adaptadas aos Su-27 e não como um novo avião.

No entanto, embora o primeiro voo do modelo tenha ocorrido em 1988 e a aeronave tivesse sido designada Su-27M, por razões de marketing, os russos optaram por apresentar a sua última versão do Su-27 como um novo avião, a que deram o nome de Su-35.

Basicamente trata-se de uma aeronave que é em tudo idêntica ao Su-27 e externamente é apenas identificável pela inclusão de «Canards» que em principio estarão incluidos em todas as aeronaves que possam vir a ser fabricadas [1] além de um sistema IRST integrado na frente do avião próximo ao cockpit.

A aeronave de demonstração disporá do mais recente radar do tipo «Phased Array», com maior capacidade, sistema de controlos fly-by-wire completamente digitais e motores com vectorização de impulso.

Tratando-se de um protótipo de demonstração, o Su-35 nunca foi comercializado nem é operado por nenhuma força aérea do mundo, mas como na prática ele não é assim tão diferente dos restantes aviões da família Su-27, esse quesito não terá em principio grande importância.

Além da versão monolugar, existe uma versão bi-lugar chamada Su-35UB.

O Su-35 tem sido apresentado a vários países que eventualmente possam estar interessados nas suas capacidades. Em 2008 uma proposta foi apresentada ao Brasil para o fornecimento de 36 aeronaves mas a falta de capacidade por parte do fabricante em apresentar dados coerentes sobre as verdadeiras capacidades do avião, levaram a que fosse eliminado da primeira fase de escolha.

Também as forças aéreas da Rússia não mostraram qualquer interesse no desenvolvimento da aeronave até que em 2009 colocaram uma encomenda para 48 exemplares em meados de 2009.

O problema da não certificação da aeronave, e da impossibilidade de efectuar comparações dentro dos padrões ocidentais impede o Su-35 de ser testado em igualdade de circunstâncias.
Existem por isso alegações de que os dados sobre o alcance, capacidade de carregar armas ou custos operacionais adiantados pelo fabricante sejam no mínimo pouco realistas[2].

As autoridades exportadoras russas têm continuado a tentar vender o Su-35, efectuando propostas de fornecimento a países do médio oriente e da américa do sul, sem sucesso até ao final de 2010.



[1] - Este tipo de configuração «Canard» pode ser adaptado a aeronaves mais antigas. Os modelos Su-35 de demonstração apresentados até hoje, são feitos a partir de células de Su-27 modificadas.

[2] - Também segundo dados não confirmados, e estimados a partir do consumo do motor AL-31, na sua função de aeronave de ataque o raio de acção máximo do Su-35, quando totalmente carregado é de cerca de 600km.

Informação genérica:
O SU-27, também conhecido como Flanker, segundo o codigo NATO, começou a ser projectado por Pavel Osipovich Sukhoi em 1969. O objectivo claro era combater o F-15 norte-americano. O conceito e projecto inicial, que recebeu o nome de projecto T-10, ficou terminado em 1976. Depois da morte de Pavel Sukhoi, o projecto continuou sob o comando de Mikhail Simonov.

Em 1977, ocorria o primeiro voo mas só em 1987 o SU-27 começou a fazer parte de unidades completamente operacionais e é por esta data que aparecem no ocidente as primeiras fotografias do novo avião soviético. Em 1988 a URSS declarou oficialmente que o novo avião estava operacional.

O SU-27 tem características que o transformam em teoria em um dos melhores caças do mundo, mas não tendo registado nenhum sucesso contra aviões ocidentais, as suas caracteristicas são a unica argumentação em favor desta tese.

O SU-27 entrou em combate na Etiopia, contra aviões de fabrico soviético do tipo MiG-29.

Dentro da tradição russa de explorar ao máximo os seus modelos,o «Flanker» evoluiu para os caças SU-30, e SU-35, (oferecido á Força Aérea Brasileira no ambito do programa FX). Existe ainda uma versão derivada, o SU-32/ SU-34 que resultou numa transformação do avião num bombardeiro bi-lugar de médio alcance e o Su-33, uma versão naval, para operar a partir de porta-aviões.

De notar que a profusão de siglas utilizadas pelos soviéticos e posteriormente pelos russos complica até à exaustão a identificação dos vários modelos. Em alguns anos, segundo investigações realizadas por revistas especializadas, o numero de versões anunciadas na Rússia num ano, foi superior ao numero de aviões efectivamente fabricados, pelo que o mesmo avião foi baptizado com nomes diferentes.

Desta forma, alguns Su-27 mais antigos mas modernizados, são praticamente idênticos aos Su-30 mais modernos.

Manobrabilidade: Grande vantagem mas condicionada
A excelente manobrabilidade dos caças da família Su-27, especialmente daqueles que estão providos de «Canards» é vista como referência em todo o mundo. O Su-27 é provavelmente o melhor caça neste quesito, o que ainda é mais impressionante quando se olha para o seu massivo tamanho.

Porém, as análises de várias forças aéreas tendem a desvalorizar esta característica, porque as famosas manobras que podem de facto salvar a aeronave de mísseis anti-aéreos só são possíveis se as tripulações treinarem intensivamente.

O nível de treino necessário para efectuar as manobras complicadas quie o Su-27 pode fazer, implicam custos na manutenção e desgaste dos aviões, que não está aoi alcance da grande maioria dos países que adquiriu o Flanker.


Por esta razão, a famosa manobra conhecida como «cobra de pugachev» é vista pelos analistas militares mais como um argumento de marketing, que como uma vantagem que de facto possa ser utilizada em condições reais.


Fabricantes:
As várias versões do Su-27 também têm fabricantes diferentes, dividindo-se normalmente da seguinte forma:

Na KnAAPO de Komsomolsk-am-Amur na Sibéria fabricam-se:
Su-27, Su-33 e estuda-se o Su-35 monolugar.

Na fábrica de Irkutsk fabricam-se:
Su-27UB ( bi-lugar ) e Su-30MK (bi-lugar) e o Su-30MKi (para a India)

Em Novossibirsk são fabricados:
Su-34.

Esta divisão não é porém totalmente estanque, uma vez que os Su-30MKV da venezuela são fabricados na fábrica de Komsomolsk-am-Amur.

Dificuldades das industrias russas
Todo o projecto de renovação do Su-27 tem sido flagelado por vários problemas. As dificuldades de financiamento e o desinteresse das autoridades russas são os principais.

O não investimento na industria russa, também está a afectar a produção de compoentes. Na prática as aeronaves Su-27/30/33/34/35 são montadas em pequenas escala e praticamente pode-se dizer que são montadas à mão.

Os componentes são produzidos por uma miriade de pequenas oficinas que fabricam pequenas peças e pequenos componentes. Mas essas pequenas industrias não podem ser verificadas e a sua qualidade de produção é muito variável.
Como não existem métodos standar de produção e teste, os russos tendem a produzir componentes para teste e depois não fazem testes aos produtos seguintes. Isto leva a que o mesmo equipamento possa ter comportamentos diferentes de uma aeronave para a outra, mesmo que elas sejam em teoria iguais. A qualidade dos componentes pode variar imenso e por isso a qualidade geral do avião pode ser posta em causa.

Esta prática é a mesma do tempo da antiga URSS, em que eram produzidos protótipos com grande qualidade para apresentação e testes, mas que depois da linha de produção apresentavam níveis de qualidade que íam do muito bom ao péssimo.

Isto explica em parte a desastrosa performance das forças aéreas equipadas com aeronaves russas, desde o tempo do MiG-15.

Aeronaves derivadas do Su-27


A dimensão e estrutura do Su-27 demonstraram ter uma grande flexibilidade e essa característica não deixou de ser aproveitada para a partir da estrutura base proceder a modificações que alteraram radicalmente a função e mesmo o aspecto exterior do avião.

Su-32FN / Su-34
A primeira dessas modificações radicais foi o Su-34, que é basicamente um bombardeiro de médio alcance e não um caça. O cockpit do Su-34 é completamente diferente do Su-27 com piloto e co-piloto lado-a-lado. A acomodação interior permite mesmo a colocação de sanitários e equipamento para aquecer comida, atrás dos assentos, dado a aeronave se destinar a operações a grande distância.


PAK-FA

Ainda mais radical é o Sukhoi T-50, que foi a resposta do gabinete Sukhoi à especificação PAK-FA emitida pela força aérea russa para uma aeronave de quinta geração.

Ele voou pela primeira vez no dia 29 de Janeiro de 2010, e é um projecto russo destinado a dotar a força aérea do país de uma aeronave de quinta geração.

Todos os dados disponíveis em comparação com as dimensões e proporções do novo caça russo, permitem concluir que se trata de uma versão derivada do Su-27, com grandes modificações destinadas a reduzir a assinatura-radar do «Flanker»

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