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Russia



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Sukhoi Su-34 «Fullback»
Bombardeiro (UAC-NAPO)
Sukhoi Su-34 «Fullback»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 23.34 M
Envergadura: 14.7 M
Altura: 6.36
2 x motores AL-31F-M1
Potência total: 26400 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 21000 Kg
Peso máximo/descolagem: 45100 Kg
Numero de suportes p/ armas: 12
Capacidade de carga/armamento: 8000 Kg
Tripulação : 2
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 1900 Km/h
Máxima(nível do mar): 1300 Km/h
De cruzeiro: 1100 Km/h
Autonomia standard /carregado : 2200 Km
Autonomia máxima / leve 4000 Km.
Altitude máxima: Não disponível


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Canhões / Metralhadoras
- 1 x 30mm GSh-30-1 (Calibre: 30 )

Forum de discussão

O Su-34, embora seja um avião da familia «Flanker» distingue-se de todos os seus congéneres. Ele é na prática um Su-27 muito modificado, tendo visto alterado o seu perfil, prestações e mesmo a sua função principal como aeronave de combate.

Embora tenha sido desenhado com o objectivo de substituir mais de 500 caça-bombardeiros Su-24, o Su-34 foi também adaptado com o intuito de permitir a realizaçãode missões de bombardeamento sobre o mar contra forças navais.

A estrutura base do Su-27 foi suficientmente flexivel para permitir ele foi também modificado de forma a que servisse como forma de equilibrar os pratos da balança no mar, perante o claro dominio aeronaval dos aliados da NATO.

O Su-34 opera com base em terra, com consideravel autonomia e capacidade para transportar mísseis anti-navio, ele pode ser utilizado para atacar os grupos de porta-aviões americanos que se encontrem a uma distância de até 1,100km de terra. Esta distância era a considerada necessária para impedir a utilização das versões de mísseis Tomahawk que estavam disponíveis nos anos 80 e inicio dos anos 90.

Os dois tripulantes estão sentados lado a lado e o avião dispõe de comodidades como instalação sanitaria, e equipamento de «cozinha» onde se podem aquecer refeições pré confeccionadas. Os bancos especiais, permitem massajar as costas dos tripulantes permitindo assim melhorar as condições em viagens muito longas.

Além das comodidades, a tripulação de dois, está protegida por uma armadura extra resistente em titânio, que acrescentou mais 1500Kg ao avião, o que forçou os engenheiros russos a aumentar o numero de componentes em materiais compostos e plásticos especiais.

O Su-34 deverá substituir também outras aeronaves como so Su-24 «Fencer» e foi desenvolvida também a capacidade do Su-34 para operar como bombardeiro com capacidade para atacar alvos terrestres.

Com capacidade para reabastecimento em voo, o Su-34 pode efectuar ataques num raio de até 6,000 Km.

Inicialmente, este avião foi considerado um bombardeiro «naval» baseado em terra, conhecido como Su-32FN. Posteriormente a aeronave foi adaptada para poder desempenhar vários tipos de missão. O Su-34 pode transportar mísseis anti-navio, da mesma formaque pode transportar bombas de precisão.

Informação genérica:
O SU-27, também conhecido como Flanker, segundo o codigo NATO, começou a ser projectado por Pavel Osipovich Sukhoi em 1969. O objectivo claro era combater o F-15 norte-americano. O conceito e projecto inicial, que recebeu o nome de projecto T-10, ficou terminado em 1976. Depois da morte de Pavel Sukhoi, o projecto continuou sob o comando de Mikhail Simonov.

Em 1977, ocorria o primeiro voo mas só em 1987 o SU-27 começou a fazer parte de unidades completamente operacionais e é por esta data que aparecem no ocidente as primeiras fotografias do novo avião soviético. Em 1988 a URSS declarou oficialmente que o novo avião estava operacional.

O SU-27 tem características que o transformam em teoria em um dos melhores caças do mundo, mas não tendo registado nenhum sucesso contra aviões ocidentais, as suas caracteristicas são a unica argumentação em favor desta tese.

O SU-27 entrou em combate na Etiopia, contra aviões de fabrico soviético do tipo MiG-29.

Dentro da tradição russa de explorar ao máximo os seus modelos,o «Flanker» evoluiu para os caças SU-30, e SU-35, (oferecido á Força Aérea Brasileira no ambito do programa FX). Existe ainda uma versão derivada, o SU-32/ SU-34 que resultou numa transformação do avião num bombardeiro bi-lugar de médio alcance e o Su-33, uma versão naval, para operar a partir de porta-aviões.

De notar que a profusão de siglas utilizadas pelos soviéticos e posteriormente pelos russos complica até à exaustão a identificação dos vários modelos. Em alguns anos, segundo investigações realizadas por revistas especializadas, o numero de versões anunciadas na Rússia num ano, foi superior ao numero de aviões efectivamente fabricados, pelo que o mesmo avião foi baptizado com nomes diferentes.

Desta forma, alguns Su-27 mais antigos mas modernizados, são praticamente idênticos aos Su-30 mais modernos.

Manobrabilidade: Grande vantagem mas condicionada
A excelente manobrabilidade dos caças da família Su-27, especialmente daqueles que estão providos de «Canards» é vista como referência em todo o mundo. O Su-27 é provavelmente o melhor caça neste quesito, o que ainda é mais impressionante quando se olha para o seu massivo tamanho.

Porém, as análises de várias forças aéreas tendem a desvalorizar esta característica, porque as famosas manobras que podem de facto salvar a aeronave de mísseis anti-aéreos só são possíveis se as tripulações treinarem intensivamente.

O nível de treino necessário para efectuar as manobras complicadas quie o Su-27 pode fazer, implicam custos na manutenção e desgaste dos aviões, que não está aoi alcance da grande maioria dos países que adquiriu o Flanker.


Por esta razão, a famosa manobra conhecida como «cobra de pugachev» é vista pelos analistas militares mais como um argumento de marketing, que como uma vantagem que de facto possa ser utilizada em condições reais.


Fabricantes:
As várias versões do Su-27 também têm fabricantes diferentes, dividindo-se normalmente da seguinte forma:

Na KnAAPO de Komsomolsk-am-Amur na Sibéria fabricam-se:
Su-27, Su-33 e estuda-se o Su-35 monolugar.

Na fábrica de Irkutsk fabricam-se:
Su-27UB ( bi-lugar ) e Su-30MK (bi-lugar) e o Su-30MKi (para a India)

Em Novossibirsk são fabricados:
Su-34.

Esta divisão não é porém totalmente estanque, uma vez que os Su-30MKV da venezuela são fabricados na fábrica de Komsomolsk-am-Amur.

Dificuldades das industrias russas
Todo o projecto de renovação do Su-27 tem sido flagelado por vários problemas. As dificuldades de financiamento e o desinteresse das autoridades russas são os principais.

O não investimento na industria russa, também está a afectar a produção de compoentes. Na prática as aeronaves Su-27/30/33/34/35 são montadas em pequenas escala e praticamente pode-se dizer que são montadas à mão.

Os componentes são produzidos por uma miriade de pequenas oficinas que fabricam pequenas peças e pequenos componentes. Mas essas pequenas industrias não podem ser verificadas e a sua qualidade de produção é muito variável.
Como não existem métodos standar de produção e teste, os russos tendem a produzir componentes para teste e depois não fazem testes aos produtos seguintes. Isto leva a que o mesmo equipamento possa ter comportamentos diferentes de uma aeronave para a outra, mesmo que elas sejam em teoria iguais. A qualidade dos componentes pode variar imenso e por isso a qualidade geral do avião pode ser posta em causa.

Esta prática é a mesma do tempo da antiga URSS, em que eram produzidos protótipos com grande qualidade para apresentação e testes, mas que depois da linha de produção apresentavam níveis de qualidade que íam do muito bom ao péssimo.

Isto explica em parte a desastrosa performance das forças aéreas equipadas com aeronaves russas, desde o tempo do MiG-15.

Aeronaves derivadas do Su-27


A dimensão e estrutura do Su-27 demonstraram ter uma grande flexibilidade e essa característica não deixou de ser aproveitada para a partir da estrutura base proceder a modificações que alteraram radicalmente a função e mesmo o aspecto exterior do avião.

Su-32FN / Su-34
A primeira dessas modificações radicais foi o Su-34, que é basicamente um bombardeiro de médio alcance e não um caça. O cockpit do Su-34 é completamente diferente do Su-27 com piloto e co-piloto lado-a-lado. A acomodação interior permite mesmo a colocação de sanitários e equipamento para aquecer comida, atrás dos assentos, dado a aeronave se destinar a operações a grande distância.


PAK-FA

Ainda mais radical é o Sukhoi T-50, que foi a resposta do gabinete Sukhoi à especificação PAK-FA emitida pela força aérea russa para uma aeronave de quinta geração.

Ele voou pela primeira vez no dia 29 de Janeiro de 2010, e é um projecto russo destinado a dotar a força aérea do país de uma aeronave de quinta geração.

Todos os dados disponíveis em comparação com as dimensões e proporções do novo caça russo, permitem concluir que se trata de uma versão derivada do Su-27, com grandes modificações destinadas a reduzir a assinatura-radar do «Flanker»

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