Comprimento: 21.94 M Envergadura: 14.7 M Altura: 5.93
2 x motores NPO Saturn/Lyulka AL-31F Potência total: 24800 Kg
Peso / Cap. carga
Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 16300 Kg Peso máximo/descolagem: 28300 Kg Numero de suportes p/ armas: 10 Capacidade de carga/armamento: 4000 Kg Tripulação / passageiros: 1 / 2
Velocidade Maxima: 2200 Km/h Máxima(nível do mar): 1348 Km/h De cruzeiro: 1100 Km/h Autonomia standard /carregado : 1400 Km Autonomia máxima / leve 3900 Km. Altitude máxima: Não disponível
Designação Local:Su-27 UB
País: Angola
Qtd: Max/inicial:8 - Em serviço:2
Situação: Desconhecido
Continua a existir alguma confusão sobre a situação de algumas aeronaves Su-27 que terão sido vendidas a Angola, por uma das antigas repúblicas da antiga União Soviética.
O SU-27 Flanker, terá chegado a Angola, vindo da Bielorussia. Angola terá efectuado uma encomenda de 15 unidades, oito das quais foram entregues em 1999, tendo as restantes ficado pendentes de entrega. Pelo menos um dos Su-27 perdeu-se num acidente e um outro foi posteriormente dado como inoperacional, ficando a frota restrita a 6 unidades. Não são conhecidos os pormenores do contrato de fornecimento, mas depois da morte de Jonas Savimbi, é natural que parte dos investimentos militares de Angola tenham sido revistos, em face da nova situação, não se sabendo como isso afectará a compra e manutenção, não só dos SU-27 como dos equipamentos (radares) que supostamente foram adquiridos para fazerem parte do sistema de defesa aérea de Angola. Já houve, por exemplo, problemas com o fornecimento de aviões por parte da Bielorussia ao Peru, sendo que posteriormente as autoridades da Ucrânia não prestaram a devida manutenção ás aeronaves.
Basicamente, com o fim da resistência armada, o único país com uma força aerea em condições de defrontar Angola, é a Africa do Sul. O SU-27 que embora pudesse ser utilizado para ataque, foi pensado como avião para superioridade aérea, terá como único rival á altura o Grippen da Africa do Sul, do qual, aquele país adquiriu 28 unidades (19 monolugar e 9 bi-lugar) que começarão a ser entregue em 2006.
A aquisição da versão Su-27UB bi-lugar (todas as unidades), será eventualmente uma indicação de que Angola pretende tornar-se independente dos pilotos estrangeiros, que durante muitos anos, tiveram um lugar cativo como pilotos da aviação angolana. O Su-27UB é um avião para usos multiplos e pode igualmente actuar para treino de tripulações.
Porém, segundo os dados conhecidos relativos ao final de 2007, dos oito Su-27 que terão sido fornecidos, apenas dois se encontram operacionais.
Produzido na fábrica de da KnAAPO em Komsomolsk-a-Amur, o Su-27, é a versão inicial do Flanker. Ele foi inicialmente lançado como aeronave destinada ao combate aéreo e não tinha capacidade para lançamento de mísseis de ataque ao solo ou bombas.
Foram produzidas várias versões do Su-27.
A versão bilugar chama-se Su-27UB.
A maioria destas aeronaves encontra-se ao serviço na Rússia. Muitas células de Su-27 mais antigos, têm servido de base para os Su-30 mais recententes, vendidos a vários países do mundo.
A versão base do Su-27 é hoje vista como obsoleta, no entando a flexibilidade da aeronave, permite converter os aviões mais antigos em versões mais modernas.
Informação genérica:
O SU-27, também conhecido como Flanker, segundo o codigo NATO, começou a ser projectado por Pavel Osipovich Sukhoi em 1969. O objectivo claro era combater o F-15 norte-americano. O conceito e projecto inicial, que recebeu o nome de projecto T-10, ficou terminado em 1976. Depois da morte de Pavel Sukhoi, o projecto continuou sob o comando de Mikhail Simonov.
Em 1977, ocorria o primeiro voo mas só em 1987 o SU-27 começou a fazer parte de unidades completamente operacionais e é por esta data que aparecem no ocidente as primeiras fotografias do novo avião soviético. Em 1988 a URSS declarou oficialmente que o novo avião estava operacional.
O SU-27 tem características que o transformam em teoria em um dos melhores caças do mundo, mas não tendo registado nenhum sucesso contra aviões ocidentais, as suas caracteristicas são a unica argumentação em favor desta tese.
O SU-27 entrou em combate na Etiopia, contra aviões de fabrico soviético do tipo MiG-29.
Dentro da tradição russa de explorar ao máximo os seus modelos,o «Flanker» evoluiu para os caças SU-30, e SU-35, (oferecido á Força Aérea Brasileira no ambito do programa FX). Existe ainda uma versão derivada, o SU-32/ SU-34 que resultou numa transformação do avião num bombardeiro bi-lugar de médio alcance e o Su-33, uma versão naval, para operar a partir de porta-aviões.
De notar que a profusão de siglas utilizadas pelos soviéticos e posteriormente pelos russos complica até à exaustão a identificação dos vários modelos. Em alguns anos, segundo investigações realizadas por revistas especializadas, o numero de versões anunciadas na Rússia num ano, foi superior ao numero de aviões efectivamente fabricados, pelo que o mesmo avião foi baptizado com nomes diferentes.
Desta forma, alguns Su-27 mais antigos mas modernizados, são praticamente idênticos aos Su-30 mais modernos.
Manobrabilidade: Grande vantagem mas condicionada
A excelente manobrabilidade dos caças da família Su-27, especialmente daqueles que estão providos de «Canards» é vista como referência em todo o mundo. O Su-27 é provavelmente o melhor caça neste quesito, o que ainda é mais impressionante quando se olha para o seu massivo tamanho.
Porém, as análises de várias forças aéreas tendem a desvalorizar esta característica, porque as famosas manobras que podem de facto salvar a aeronave de mísseis anti-aéreos só são possíveis se as tripulações treinarem intensivamente.
O nível de treino necessário para efectuar as manobras complicadas quie o Su-27 pode fazer, implicam custos na manutenção e desgaste dos aviões, que não está aoi alcance da grande maioria dos países que adquiriu o Flanker.
Por esta razão, a famosa manobra conhecida como «cobra de pugachev» é vista pelos analistas militares mais como um argumento de marketing, que como uma vantagem que de facto possa ser utilizada em condições reais.
Fabricantes:
As várias versões do Su-27 também têm fabricantes diferentes, dividindo-se normalmente da seguinte forma:
Na KnAAPO de Komsomolsk-am-Amur na Sibéria fabricam-se:
Su-27, Su-33 e estuda-se o Su-35 monolugar.
Na fábrica de Irkutsk fabricam-se:
Su-27UB ( bi-lugar ) e Su-30MK (bi-lugar) e o Su-30MKi (para a India)
Em Novossibirsk são fabricados:
Su-34.
Esta divisão não é porém totalmente estanque, uma vez que os Su-30MKV da venezuela são fabricados na fábrica de Komsomolsk-am-Amur.
Dificuldades das industrias russas
Todo o projecto de renovação do Su-27 tem sido flagelado por vários problemas. As dificuldades de financiamento e o desinteresse das autoridades russas são os principais.
O não investimento na industria russa, também está a afectar a produção de compoentes. Na prática as aeronaves Su-27/30/33/34/35 são montadas em pequenas escala e praticamente pode-se dizer que são montadas à mão.
Os componentes são produzidos por uma miriade de pequenas oficinas que fabricam pequenas peças e pequenos componentes. Mas essas pequenas industrias não podem ser verificadas e a sua qualidade de produção é muito variável.
Como não existem métodos standar de produção e teste, os russos tendem a produzir componentes para teste e depois não fazem testes aos produtos seguintes. Isto leva a que o mesmo equipamento possa ter comportamentos diferentes de uma aeronave para a outra, mesmo que elas sejam em teoria iguais. A qualidade dos componentes pode variar imenso e por isso a qualidade geral do avião pode ser posta em causa.
Esta prática é a mesma do tempo da antiga URSS, em que eram produzidos protótipos com grande qualidade para apresentação e testes, mas que depois da linha de produção apresentavam níveis de qualidade que íam do muito bom ao péssimo.
Isto explica em parte a desastrosa performance das forças aéreas equipadas com aeronaves russas, desde o tempo do MiG-15.
PAK-FA
No dia 29 de Janeiro de 2010, voou pela primeira vez na capital russa o caça PAK-FA, um projecto russo destinado a dotar a força aérea do país de uma aeronave de quinta geração.
Todos os dados disponíveis em comparação com as dimensões e proporções do novo caça russo, permitem concluir que se trata de uma versão derivada do Su-27, com grandes modificações destinadas a reduzir a assinatura-radar do «Flanker»