Peso vazio: 19000 Kg Peso máximo/descolagem: 34500 Kg Numero de suportes p/ armas: 12 Capacidade de carga/armamento: 8000 Kg Tripulação / passageiros: 2
Velocidade Maxima: 2100 Km/h Máxima(nível do mar): 1348 Km/h De cruzeiro: 1100 Km/h Autonomia standard /carregado : 1100 Km Autonomia máxima / leve 3000 Km. Altitude máxima: Não disponível
Designação Local:Su-30MKi
País: India
Qtd: Max/inicial:100 - Em serviço:98
Situação: Em serviço
O Su-30 indiano, é na realidade um avião distinto de toda a familia de Su-30. O Su-30MKi não só é fabricado numa fábrica diferente como ao contrário das outras aeronaves da família, dispões de aviónicos e sistemas ocidentais, fabricados na França e em Israel. Ele é considerado o mais sofisticado dos Sukhoi em produção.
A Índia adquiriu inicialmente (1996-1998) 50 unidades à fábrica russa de Irkutsk, com mais 40 encomendados em 2007. A Índia também obteve licença de fabricação de mais 140 unidades utilizando componentes russos.
No inicio de 2007, os planos para a produção de parte das aeronaves na India, parecem ter sofrido atrasos por falta no fornecimento de componentes.
Importante: O Su-30MKi, utiliza o radar Tikomirov BARS-N011M com antena do tipo «Phased Array», com muito maior capacidade que os restantes Su-30
Em 2010 foi anunciada a negociação para a encomenda de 42 unidades adicionais da aeronave.
- RAFAEL - A.D.A. LITENING-II (Sistema nocturno de navegação e pontaria)
Ao contrario dos restantes Su-30, esta versão é fabricada na fábrica de Irkutsk, e distingue-se dos restantes Su-30 por variadíssimas alterações de sistemas embarcados.
O Su-30 tem um radar mais sofisticado, motores mais recentes e vários aviónicos de origem ocidental, nomeadamente de Israel e da França.
Com reabastecimento em voo, a autonomia do avião pode atingir 5200Km.
Embora fornecido apenas à Força Aérea da União Indiana, existe alguma especulação de que este avião terá igualmente servido de base para o fornecimento à Malásia, embora os aviões malaios sejam classificados como Su-30MK.
O Su-30MKi tem sofrido vários problemas com a sua integração. Duas aeronaves despenharam-se em 2009, uma em Abril e outra em Novembro.
Informação genérica:
O SU-27, também conhecido como Flanker, segundo o codigo NATO, começou a ser projectado por Pavel Osipovich Sukhoi em 1969. O objectivo claro era combater o F-15 norte-americano. O conceito e projecto inicial, que recebeu o nome de projecto T-10, ficou terminado em 1976. Depois da morte de Pavel Sukhoi, o projecto continuou sob o comando de Mikhail Simonov.
Em 1977, ocorria o primeiro voo mas só em 1987 o SU-27 começou a fazer parte de unidades completamente operacionais e é por esta data que aparecem no ocidente as primeiras fotografias do novo avião soviético. Em 1988 a URSS declarou oficialmente que o novo avião estava operacional.
O SU-27 tem características que o transformam em teoria em um dos melhores caças do mundo, mas não tendo registado nenhum sucesso contra aviões ocidentais, as suas caracteristicas são a unica argumentação em favor desta tese.
O SU-27 entrou em combate na Etiopia, contra aviões de fabrico soviético do tipo MiG-29.
Dentro da tradição russa de explorar ao máximo os seus modelos,o «Flanker» evoluiu para os caças SU-30, e SU-35, (oferecido á Força Aérea Brasileira no ambito do programa FX). Existe ainda uma versão derivada, o SU-32/ SU-34 que resultou numa transformação do avião num bombardeiro bi-lugar de médio alcance e o Su-33, uma versão naval, para operar a partir de porta-aviões.
De notar que a profusão de siglas utilizadas pelos soviéticos e posteriormente pelos russos complica até à exaustão a identificação dos vários modelos. Em alguns anos, segundo investigações realizadas por revistas especializadas, o numero de versões anunciadas na Rússia num ano, foi superior ao numero de aviões efectivamente fabricados, pelo que o mesmo avião foi baptizado com nomes diferentes.
Desta forma, alguns Su-27 mais antigos mas modernizados, são praticamente idênticos aos Su-30 mais modernos.
Manobrabilidade: Grande vantagem mas condicionada
A excelente manobrabilidade dos caças da família Su-27, especialmente daqueles que estão providos de «Canards» é vista como referência em todo o mundo. O Su-27 é provavelmente o melhor caça neste quesito, o que ainda é mais impressionante quando se olha para o seu massivo tamanho.
Porém, as análises de várias forças aéreas tendem a desvalorizar esta característica, porque as famosas manobras que podem de facto salvar a aeronave de mísseis anti-aéreos só são possíveis se as tripulações treinarem intensivamente.
O nível de treino necessário para efectuar as manobras complicadas quie o Su-27 pode fazer, implicam custos na manutenção e desgaste dos aviões, que não está aoi alcance da grande maioria dos países que adquiriu o Flanker.
Por esta razão, a famosa manobra conhecida como «cobra de pugachev» é vista pelos analistas militares mais como um argumento de marketing, que como uma vantagem que de facto possa ser utilizada em condições reais.
Fabricantes:
As várias versões do Su-27 também têm fabricantes diferentes, dividindo-se normalmente da seguinte forma:
Na KnAAPO de Komsomolsk-am-Amur na Sibéria fabricam-se:
Su-27, Su-33 e estuda-se o Su-35 monolugar.
Na fábrica de Irkutsk fabricam-se:
Su-27UB ( bi-lugar ) e Su-30MK (bi-lugar) e o Su-30MKi (para a India)
Em Novossibirsk são fabricados:
Su-34.
Esta divisão não é porém totalmente estanque, uma vez que os Su-30MKV da venezuela são fabricados na fábrica de Komsomolsk-am-Amur.
Dificuldades das industrias russas
Todo o projecto de renovação do Su-27 tem sido flagelado por vários problemas. As dificuldades de financiamento e o desinteresse das autoridades russas são os principais.
O não investimento na industria russa, também está a afectar a produção de compoentes. Na prática as aeronaves Su-27/30/33/34/35 são montadas em pequenas escala e praticamente pode-se dizer que são montadas à mão.
Os componentes são produzidos por uma miriade de pequenas oficinas que fabricam pequenas peças e pequenos componentes. Mas essas pequenas industrias não podem ser verificadas e a sua qualidade de produção é muito variável.
Como não existem métodos standar de produção e teste, os russos tendem a produzir componentes para teste e depois não fazem testes aos produtos seguintes. Isto leva a que o mesmo equipamento possa ter comportamentos diferentes de uma aeronave para a outra, mesmo que elas sejam em teoria iguais. A qualidade dos componentes pode variar imenso e por isso a qualidade geral do avião pode ser posta em causa.
Esta prática é a mesma do tempo da antiga URSS, em que eram produzidos protótipos com grande qualidade para apresentação e testes, mas que depois da linha de produção apresentavam níveis de qualidade que íam do muito bom ao péssimo.
Isto explica em parte a desastrosa performance das forças aéreas equipadas com aeronaves russas, desde o tempo do MiG-15.
PAK-FA
No dia 29 de Janeiro de 2010, voou pela primeira vez na capital russa o caça PAK-FA, um projecto russo destinado a dotar a força aérea do país de uma aeronave de quinta geração.
Todos os dados disponíveis em comparação com as dimensões e proporções do novo caça russo, permitem concluir que se trata de uma versão derivada do Su-27, com grandes modificações destinadas a reduzir a assinatura-radar do «Flanker»