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87.6mm L/27 QF (25pdr) Mod 1933
Artilharia de médio/longo alcance

Fabricante: Royal Ordnance Factories
Função principal: Artilharia de médio/longo alcance --- Calibre: 87.6mm
Cadência de tiro: 4 disparos p/min.Alcance máximo: 12.25Km
Comprimento: 2.4M / Largura: 0 - Altura: 0
Peso da munição: 11.34KgPeso do sistema: 1800Kg
Velocidade do projectil: 532 metros/s Tripulação da peça: 5

 

Países que utilizam este sistema: Portugal - Reino Unido -

Utilizado pelos seguintes veículos:
Artilharia Auto propulsada - Bishop
Artilharia Auto propulsada - Sexton


A História do desenvolvimento desta arma começa após o fim da I guerra mundial, quando foi definida a necessidade de uma arma que pudesse ser utilizada na dupla função de obus e de canhão, ou seja, que pudesse efectuar tiro em arco a grande distância e tiro directo a distâncias menores.

A arma foi desenvolvida durante os anos 20 e no inicio dos anos 30, as dificuldades económicas levaram a que fosse utilizado como base parte das armas de 114mm (18 libras) para produzir o novo canhão. Ele resultou portanto da colocação de um novo tubo de 87.6mm (3.45 polegadas) no sistema de locomoção dos velhos canhões de 18 libras que foram retirados de serviço nos anos 30.

A arma entrou em combate pela primeira vez em Abril de 1940 e ficou conhecida como (25 pounder) mas já se trabalhava numa versão Mk-2 com o seu próprio sistema de locomoção, rodas com pneus de borracha e um dispositivo de suporte, que permitia rodar a peça com grande facilidade.

Quando começou a ser utilizado no norte de África as suas qualidades foram desde logo notadas e a produção entrou em velocidade de cruzeiro.

A plataforma que permitia rodar a peça, foi então verdadeiramente apreciada pelos artilheiros britânicos, embora não houvesse no teatro de operações munição perfurante e além disso a sua utilização exigisse a instalação de um freio de boca.

É durante o desembarque na Normandia que a qualidade desta arma foi especialmente realçada, mesmo quando comparada com a artilharia de 105mm. A menor dimensão da munição e a facilidade de automatização do tiro tornava a cadência de tiro superior à das peças de 105mm.

Ação na Normandia

Cada regimento britânico ou aliado, dispunha de 24 peças deste tipo e a sua coordenação era feita por rádio, podendo todos os três regimentos de cada divisão, disparar rapidamente sobre um mesmo alvo, podendo o tiro ser coordenado com regimentos de outras divisões.

A qualidade da coordenação de tiro (que permitiu aos aliados ter 300 bocas de fogo coordenadas para disparar sobre um só alvo) explica porque os alemães ficaram com a impressão de que os britânicos dispunham de uma peça de artilharia de carregamento automático e tiro rápido, como se veio a confirmar dos interrogatórios de prisioneiros.
Aliás, neste ponto específico, há que dizer que os prisioneiros alemães se recusavam a acreditar que tinham sido alvo de uma peça de artilharia de carga separada (projetil e carga) e mesmo depois de capturados continuavam a achar que existia uma peça de artilharia automática.

Grande parte dos contra-ataques das forças alemãs contra as posições das divisões da Grã Bretanha e do Canadá, foram rechaçados pela ação combinada desta arma, que desarticulou todos os contra-ataques, mercê da capacidade de concentrar o fogo de todas as peças num ponto específico.

A precisão de tiro de um batalhão era devastadora e esta arma foi uma das responsáveis pela vitória aliada nos dias que se seguiram ao desembarque do dia D.

Depois da guerra a arma continuou ao serviço de vários exércitos entre os quais o português.



Aparentemente a precisão da peça, levava a que a arma fosse considerada adequada para tiro costeiro contra navios. Os portugueses também a tentaram utilizar nessa função na defesa de Diu, utilizaram-na com esse objectivo nas movimentações militares de 25 de Abril de 1974. Também os alemães, durante a II guerra, utilizaram as armas capturadas na função de defesa costeira.


 
   
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