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57mm QF L/43 Mk 2 / Mk 3
Canhão Anti-tanque

Fabricante: Vickers Defence
Função principal: Canhão Anti-tanque --- Calibre: 57mm
Cadência de tiro: 20 disparos p/min.Alcance máximo: 1.5Km
Comprimento: 0M / Largura: 0 - Altura: 0
Peso da munição: 2.7KgPeso do sistema: 1140Kg
Velocidade do projectil: 900 metros/s Tripulação da peça: 6

 

Países que utilizam este sistema: África do Sul - Reino Unido - Estados Unidos da América - União Soviética - Brasil -

Utilizado pelos seguintes veículos:
Carro de combate médio - A-15 «Crusader-III»
Carro de combate médio - A-27L «Centaur-I»
Carro de combate pesado - Churchill A-22 Mark-III / IV
Carro de combate médio - Valentine Mk.VIII
Carro de combate médio - RAM Mk.II


O desenvolvimento do canhão anti-tanque britânico de 57mm (também conhecido como 6 pounder ou 6 libras) começou em 1938, com o objectivo de substituir o canhão anti-carro padrão britânico de 2 libras ou calibre 40mm que estava ao serviço.

O inicio da guerra em 1939 levou os britânicos a apressar o desenvolvimento da arma

A pouca utilizade das peças de 40mm (o maior calibre de que os britânicos dispunham para fogo anti-carro) foi confirmada durante o periodo em que a Força Expedicionária Britânica lutou no norte de França em Maio de 1940.
As prestações dos blindados britânicos armados com o canhão de 40mm não foram consideradas as melhores, ainda que a peça de 40mm tivesse capacidade para perfurar a blindagem dos carros alemães.
Antevendo que a industria alemã estaria já a trabalhar em blindagens superiores, que tornariam o canhão de 40mm virtualmente inutil, os britânicos consideraram a entrada em produção da peça anti-carro de 57mm.

Embora os britânicos tivessem apressado o desenvolvimento da arma, a versão definitiva só ficou pronta em 1940, já a guerra tinha começado. A produção em série deveria começar em 1941, mas a urgente necessidade de armas anti-tanque para a infantaria, após o desastre da queda da França, de onde o exército britânico saiu, mas onde deixou ficar todo o material, levaram a que a produção do canhão de 57mm tivesse sido mais uma vez atrasada, para evitar ter que parar a produção para introduzir a nova arma.

A deficiência das peças de 40mm tornou-se absolutamente evidente no norte de África, onde no inicio de 1941 os alemães tiveram que defrontar as novas versões dos tanques alemães Panzer-III e Panzer-IV equipados com blindagem adicional.
Os britânicos tiveram que recorrer a uma solução de emergência, que consistiu em utilizar as peças de artilharia de 87,6mm na função anti-carro, o que aconteceu com algum sucesso.

A peça de 57mm só entrou em produção em série em 1942, tendo sido igualmente desenvolvida como arma principal para os carros de combate britânicos.

No entanto, os rápidos desenvolvimentos da blindagem, levaram a que o canhão de 57mm, embora bastante mais poderoso que o de 40mm rápidamente se tornasse obsoleto como o seu antecessor, nomeadamente como arma principal de carros de combate.
Embora a arma de 57mm tenha sido substituida como principal arma anti-tanque britânica a partir de Fevereiro de 1943, continuou no entanto a ser utilizado até aos anos 60.

A versão Mk 2 corresponde à arma para utilização por forças de infantaria.
A Versão Mk 3 é a versão adaptada para utilização como arma principal de carros de combate

A versão Mk 4 tem canhão longo (50 calibres - corresponde à imagem no topo)
A versão Mk 5 é a versão para utilização em carros de combate do Mk 4

Descrição genérica sobre este tipo de armamento:
Armas deste calibre foram as primeiras armas de calibres maiores a serem instalads em carros de combate britânicos durante a I guerra mundial.

No periodo posterior ao grande conflito de 1914-1918 os britânicos desenvolveram carros de combate com este armamento e no final da década de 1930, também desenvolveram uma versão melhorada utilizando o mesmo calibre.

O rápido desenvolvimento da artilharia e dos blindados no entanto, acabou por tornar o calibre 57mm obsoleto, embora armas deste calibre tivessem equipado viaturas blindadas britânicas durante a II guerra.

O Japão, que também adquiriu carros de combate aos britânicos no final da década de 1920 também possuia peças de artilharia equivalentes, normalmente utilizadas para aplicação contra infantaria.
Tal como os britânicos, os japoneses também desenvolveram uma versão modernizada no final da década de 1930 (que equipou o caro Type-97), mas como os britânicos também os japoneses concluiram que se tratava de um tipo de arma desadequado para combates entre tanques.


 
   
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