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Não aplicável
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75mm m.1897-A4 (US)
Artilharia de médio/longo alcance

Fabricante: US Springfield Armory
Função principal: Artilharia de médio/longo alcance --- Calibre: 75mm
Cadência de tiro: 6 disparos p/min.Alcance máximo: 12.75Km
Comprimento: 2.72M / Largura: 0 - Altura: 0
Peso da munição: 0KgPeso do sistema: 1667Kg
Velocidade do projectil: 596 metros/s Tripulação da peça: 0

 

Utilizado pelos seguintes veículos:
Caça-tanques - M3 A1 «GMC Halftrack»


Durante a I guerra mundial, e resultado da cooperação entre norte-americanos e franceses, a peça de artilharia da Puteaux, modelo 1897, começou a ser fabricada sob licença nos Estados Unidos da América no inicio de 1918, tendo ainda sido produzidas cerca de 1,000 unidades antes do fim da guerra em Novembro de 1918.
Estava previsto desenvolver um projecto totalmente americano de canhão de campanha, mas ele acabou provando ser inferior ao modelo francês e por isso, o exército continuou a utilizar a peça de 75mm.
Foram feitas modificações consideráveis ao modelo, de forma a que a última versão da arma, tem um aspecto bastante diferente da versão original que era uma cópia exacta do modelo francês.

Na sua última derivação o modelo 1897A4 (a montagem é a M2A3), a velocidade do projectil tinha sido aumentada para 596m/s e a arma podia disparar munição perfurante adequada contra blindados.

Por essa razão, além de ter sido utilizada como artilharia convencional de campanha, as características do armamento, o seu calibre e o facto de ser uma arma capaz de tiro rápido, levou a que o modelo tivesse sido adaptado para utilização em viaturas norte-americanas, nomeadamente como arma do caça-tanques baseado no « M3 Half-track».

Descrição genérica sobre este tipo de armamento:
O canhão de campanha de 75mm desenvolvido na França no final do século XIX, tornou-se na base para um grande numero de derivações e produtos construidos sob licença.

A arma normalmente conhecida como modelo 1897, foi originalmente concebida pelo arsenal estatal frances «Puteaux» e o seu sistema de recuperação foi concebido pelo coronel de Art. Albert Deport.
Na verdade existe alguma confusão generalizada nas publicações especializadas, sobre a autoria do equipamento, dado ele ser muitas vezes referido como Schneider-Canet modelo 1897. O cor. Albert Deport, foi transferido do arsenal Puteaux para a Schneider, o que explica alguma da confusão.

Um sistema seguindo os mesmos padrões tinha já sido desenvolvido noutros países, como por exemplo na Alemanha, no entanto, os franceses aparentemente lograram produzir um sistema com base no mesmo principio básico, sem infringir a patente alemã e introduzindo modificações revolucionárias no sistema de recuperação e absorção da energa do disparo.

Estas modificações permitiam uma cadência de tiro absolutamente insuperável, atingindo 15 disparos por minuto, o que era mais que o dobro do que era conhecido pelo seu equivalente britânico, lançado aproximadamente na mesma altura.

A arma foi considerada revolucionária e segundo muitos especialistas trata-se da primeira peça de artilharia moderna, especialmente por ter sido utilizado pela primeira vez um sistema de recuperação hidropneumatico, que além de fiável, permitia aumentar enormemente a cadência de fogo.

O canhão de 75mm M,1897, é por isso uma arma ofensiva de grande capacidade.
Uma guarnição bem treinada poderia atingir uma cadência de um tiro a cada 10 segundos.

Schneider Canet

Uma outra arma com características idênticas, é a Schneider-Canet modelo 1904/1906.
Esta arma é muitas vezes referida como Schneider-Canet modelo 1897, mas aparentemente esta designação é incorrecta.
A arma é idêntica, mas utiliza uma culatra diferente desenhada pelo engenheiro francês M.Canet. A arma, e o seu distintivo sistema de recuperação hidropneumatico são idênticos, excepção feita à culatra.

Segredo de estado

No final do século XIX os franceses pretenderam esconder que dispunham deste tipo de arma. Ela era considerada tão sofisticada, que foi durante vários anos considerada como um segredo de estado guardado pelos franceses por todos os meios.
No entanto, a transferência de técnicos dos arsenais estatais para a empresa Schneider, parece estar directamente relacionada com o aparecimento de equipamentos concorrentes mesmo em França.

Sabe-se que os jornalistas eram proibidos de tirar fotografias à arma e nem podiam estar na sua proximidade. Mesmo os adidos militares estrangeiros que assistiam aos exercícios militares, eram obrigados a manter uma distância mínima das armas.




Estados Unidos
Os americanos tinham planos para construir o seu próprio canhão de campanha, mas o projecto não só ficou atrasado como acabou sendo considerado insuficiente.

Como solução intermédia foi decidido fabricar nos Estados Unidos uma cópia do modelo francês, que começou a ser entregue em 1918.
O modelo acabou ficando ao serviço até ao periodo da II guerra mundial.

Inicialmente, e sem autorização, os norte-americanos desmontaram uma destas peças, o que chegou ao conhecimento do adido militar francês em Washington, o qual protestou violentamente.

Os protestos franceses levaram a que circulasse uma anedota sobre a peça de 75mm, em que se afirmava que os franceses preferiam perder a guerra que perder a patente do canhão.

Não só continuou ao serviço como arma de campanha, como foi adaptado para equipar viaturas de combate norte-americanas.

Os modelos de 75mm foram substituidos pelos de 76mm a partir de 1944.


 
   
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