Armas relacionadas:

280mm L/35 m.1889 Hontoria
Canhão naval

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280mm L/35 m.1889 Hontoria
Anti-navio

Fabricante: Spanish Industries
Função principal: Anti-navioCalibre: 280mm
Cadência de tiro: 0 disparos p/min.Alcance à superficie: 1.616Km
Alcance Anti aéreo: 0KmElevação máxima: 15º
Peso da munição: 475KgPeso do sistema: 32000Kg
Nr. de canhões: 1Tripulação: 0

 

Sistema utilizado pelos seguintes navios:
Cruzador blindado Classe Emperador Carlos V (Espanha)
Cruzador blindado Classe Infanta Maria Teresa (Espanha)
Couraçado «Pré Dreadnought» Classe Pelayo (1888) (Espanha)


Desenvolvidos a partir de 1883 segundo um projeto do oficial espanhol Gonzalez Hontoria, estes canhões de retrocarga começaram a ser instalados a partir de 1886 em navios de guerra espanhóis.

Os primeiros dois foram instalados no couraçado Pelayo em 1886, outros seis entre 1890 e 1891 nos quatro cruzadores blindados da classe Infanta Maria Teresa, tendo mais dois sido instalados como armamento principal do couraçado Carlos V.

Este calibre transformou-se numa espécie de «standard» para os cruzadores blindados espanhóis, mas por volta de 1895, a marinha espanhola já estava a investigar as soluções para a sua substituição, resultado dos grandes e rápidos avanços na área dos equipamentos militares (Estas armas seriam substituidas por peças de 240mm).

As peças de 280mm foram utilizadas como armamento principal a bordo dos cruzadores blindados espanhóis da década de 1890 e também do couraçado Pelayo, que também estava armado com duas peças de 320mm.


O peso total da munição perfurante (projectil + carga) era de apenas 426kg, já que o projetil perfurante pesava 266kg enquanto que o projectil explosivo pesava 315kg.

Descrição genérica sobre este tipo de armamento:
O primeiro projeto de arma apresentado por Gonzales Hontoria, data do ano de 1870, no entanto a situação política no seu país não lhe permitiu obter os recursos necessários para o desenvolvimento das suas ideias.
As ideias de canhões de retrocarga de Hontoria só serão aceites em 1879.

Os espanhóis começaram então a produzir peças de artilharia de modelos próprios, mas como a industria espanhola produzia ferro mas não conseguia produzir aço, para obter prestações idênticas os Hontoria tinham que ter mais ferro que aço (normalmente a alma interior era em aço e o resto do canhão era em ferro). Assim, as peças espanholas, ainda que tivessem prestações (alcance e velocidade de disparo) idênticas às britânicas, apresentavam-se mais dificeis de mover e eram demasiado pesadas para instalar a bordo de navios.

Hontoria continuou à procura de novas soluções durante a década de 1880. Como a industria espanhola tinha dificuldades em responder às necessidades dos seus projetos ele colaborou com a francesa «Forges er Chantiers de la Mediterranee», onde em meados da década de 1880 foi construido um model de calibre 160mm que era a mais poderosa peça daquele calibre alguma vez construida.

As peças Hontoria, ou canhões «Hontoria» como algumas vezes são designados, acabaram por isso por ser projetos espanhóis, resultado de um desenvolvimento paralelo com o de outros países europeus, só que sem a base industrial e metalurgica de países como a Grã Bretanha, a Prussia/Alemanha ou a França, a Espanha acabou ficando limitada pela deficiência da sua industria.


Guerra com os Estados Unidos.

Em 1898, quando a Espanha e os Estados Unidos entraram em guerra, a marinha da Espanha tinha ao serviço 326 peças de artilharia de projetos Hontoria, de entre os quais se destacam as duas peas de 320mm a bordo do couraçado Pelayo e 10 peças de 280mm, a bordo dos três cruzadores blindados da classe Infanta Maria Teresa e a bordo dos couraçados Pelayo e Carlos V.


 
   
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