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20mm Oerlikon Naval Mod.1922
Defesa Anti-Aérea

Fabricante: Oerlikon
Função principal: Defesa Anti-AéreaCalibre: 20mm
Cadência de tiro: 450 disparos p/min.Alcance à superficie: 2Km
Alcance Anti aéreo: 2KmElevação máxima: 90º
Peso da munição: 0KgPeso do sistema: Kg
Nr. de canhões: 1Tripulação: 1

 

Sistema utilizado pelos seguintes navios:
Patrulha ligeiro Classe Albatroz (Portugal)
Fragata de defesa aérea Classe Almirante Latorre (Chile)
Cruzador ligeiro Classe Barroso (1951) (Brasil)
Navio reabastecedor ligeiro Classe Bérrio (Portugal)
Patrulha costeiro Classe Cacine (Portugal)
Porta aviões Classe Essex (Estados Unidos da América)
LPD - Plataforma aterragem/Doca Classe Galicia (Espanha)
Porta aviões Classe Illustrious (Reino Unido)
Fragata de defesa aérea Classe Jacob Van Heemskerck (Holanda)
LPD - Plataforma aterragem/Doca Classe Johan de Witt (Holanda)
Patrulha ligeiro Classe Oecusse (Timor Leste)
Fragata Classe Pero Escobar (Portugal)
LPD - Plataforma aterragem/Doca Classe Rotterdam (Holanda)
Fragata Classe Vasco da Gama (Portugal)


Esta peça tem as suas origens na primeira guerra mundial, tendo sido instalada pelos alemães a bordo de alguns aviões. Terminada a guerra a patente passou para a empresa suiça Oerlikon, que desenvolveu e produziu este canhão. Em 1935, foi adoptado pelo Reino Unido como canhão anti-aéro da Royal Navy, tendo também sido adoptado pela marinha norte-americana, com a introdução do modelo Mk.2 que tinha uma velocidade de disparo superior (830m/s).

A arma foi muito utilizada como armamento naval anti-aéreo especialmente pelos aliados ocidentais, embora também tenha sido utilizada pelos alemães.

No entanto, após a II guerra mundial à medida que aumentava a ameaça e o tamanho e velocidade dos alvos aéreos começou a ficar evidente que o canhão de 20mm não era suficientemente potente para a função, razão pela qual os navios começaram a ser equipados com armas de 40mm.

Os canhões de 20mm passaram a ser vistos como redundantes ou mesmo inuteis.

Já depois do fim da guerra fria, com a emergência de novos conflitos assimétricos, os canhões de 20mm voltaram a ser utilizados, como medida preventiva, já não contra aeronaves, mas como defesa contra ataques terroristas ou policiamento, em acções contra o trafico de drogas.

Descrição genérica sobre este tipo de armamento:
A origem desta arma, encontra-se num projeto alemão datado do periodo da I guerra mundial, numa altura em que a força aérea começava a deixar de ser um simples sistema de reconhecimento de tiro de artilharia, para se transformar num ramo separado.
Por esta altura tornou-se necessário equipar os aviões com armamento de algum tipo, para lá das pistolas que os pilotos transportavam.

Entre os armamentos desenvolvidos na Alemanha estava um canhão automático desenvolvido pela empresa «Stahlwerke Becker» em Reinickendorf. A arma tinha um calibre de 19mm e era extremamente simples. Tão simples que era pouco mais que uma pistola automática de grandes dimensões que disparava uma munição explosiva que tinha capacidade para perfurar balões ou o tecido que cobria os aviões da altura. A arma ficou conhecida como o «canhão Becker».
Vários destes canhões foram utilizados a bordo dos bombardeiros Gotha, mas a maioria acabou por servir em terra como artilharia anti-aérea.

A Alemanha ficou proíbida de desenvolver novos armamentos depois do fim da guerra, pelo que as patentes foram vendidas para uma empresa na localidade suiça de «Maschinenbau AG Seebach».

O desenvolvimento na Suiça

Após adquirirem a patente, os suiços introduziram várias alterações na arma, de entre as quais se destaca a introdução do calibre 20mm. A arma passou então a ser conhecida como Semag-Becker e foi comercializada a partir de 1922 como arma de apoio de infantaria, montada em cima de um suporte com duas rodas.

No entanto, naquela altura o mercado de armamentos estava em clara recessão e não havia exércitos interessados em comprar novas armas, já que a maioria tinha problemas em saber o que fazer com todas as armas excedentárias. O resultado foi a falência da «Maschinenbau AG Seebach» em 1924.

Nessa altura, uma outra empresa suiça controlada por capitais alemães, localizada no bairro de Oerlikon, a 4km do centro de Zurique, mostrou interesse em adquirir as patentes da arma. Até ao fim de 1924, a empresa Oerlikon já tinha vendido algumas unidades do canhão de 20mm para o México e para a Finlândia.
Os clientes do armamento eram países pequenos, que não tinham participado na guerra e que por isso não estavam inundados de armamentos. As encomendas eram muito pequenas (na ordem das 10 ou 20 unidades), mas permitiram manter uma pequena linha de montagem.

Em 1929, foi recebida a maior encomenda para 120 exemplares, colocada pela República da China. Curiosamente a partir daí, foram feitos esforços para retirar a companhia Oerlikon do controlo alemão e em 1937 a parte da empresa que pertencia aos alemães foi vendida a interesses suiços, que assim passaram a controlar a empresa.

Durante a década de 1930, reconhecendo as potêncialidades da arma, ela foi testada como arma anti-tanque (adequada para a blindagem dos carros de combate do inicio da década de 1930). No entanto foram os alemães que demonstraram que a utilização mais adequada seria para artilharia anti-aérea naval, quando colocaram encomendas para uma derivada da arma suiça produzida por uma subsidiária da Rheinmetal, a Solothurn.

Porém, o produto suiço tinha uma maior cadência de tiro e a situação internacional a partir do inicio da década de 1930 levou a que muitos países colocassem encomendas para a arma. A Lituania, Checoslováquia, Japão e outros países compraram quantidades consideráveis do armamento. Outras empresas tentaram ultrapassar o problema das patentes suiças mas sem sucesso. A somar a isto, os suiços detinham já um «know how» considerável, sendo por isso os fornecedores por excelência deste tipo de armamento.

Uma versão modificada da arma foi desenvolvida para a Royal Navy, que pretendia uma arma com uma velocidade de disparo superior aos 650m/s, tendo-lhe sido apresentada uma versão que disparava projéteis que saiam da câmara a 830m/s.

Fabrico na Grã Bretanha
As armas foram inicialmente fabricadas na Suiça, mas poucas semanas após o inicio das entregas começou a II guerra. Até Maio de 1940 as armas eram entregues aos britânicos através da França, mas com a queda da França isso tornou-se impossível.
Os britânicos, antecipando o problema, conseguiram obter todos os planos da arma, para a fabricarem localmente.

Essa arma passou a receber a designação Mk.2, e incorporava a maior velocidade de disparo. Cerca de 35.000 exemplares foram produzidos pelos britânicos até ao final do conflito.

Também foi estabelecida uma linha de produção nos Estados Unidos. Os alemães, que tinham tornado inviável o envio das armas suiças para os aliados, compraram com todo o gosto toda a produção que a Oerlikon conseguisse entregar e compraram mesmo uma licença de fabrico, tendo produzido a arma em Berlim na fábrica «Ikariawerke».

As armas alemãs eram do modelo Mk.1 com menor velocidade de disparo que as armas fabricadas no Reino Unido e nos Estados Unidos.


 
   
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