Dados sobre países utilizadores:

SS-N-19 / 3K45 «Shipwreck / Granit»
Míssil anti-navio


Fabricante: Chelomey
Função principal: Anti-navio
Alcance: 550km Velocidade: 3000km/h
Tipo de ogiva : Alto Explosivo / pre fragmentadaPeso da ogiva : 750Kg.
Peso total: 6980KgComprimento: 10.5 M.
Diâmetro: 880mmSistema orientação: Inercial e Infravermelhos na fase final

 

Unidades navais que utilizam este sistema


Desenvolvido a partir de 1980, o míssil 3K45 do sistema P-700 é uma modernização do míssil P-500 (designação NATO SS-N-12). Como o P-500, trata.se de um míssil de médio alcance que tanto pode ser lançado de navios de superfície como de submarinos.

Os mísseis são lançados na marinha russa, tanto de sistemas convencionais de tubos colocados na horizontal, como de sistemas de lançamento vertical VLS.

Os SS-N-19 utilizados a bordo dos cruzadores da classe Kirov são especifcos deste tipo de navio. Os mísseis SS-N-19 são especialmente destinados a atacar porta-aviões. Cada míssil SS-N-19 é supostos ser uma espécie de Kamikaze para atacar porta-aviões norte-americanos, atacando em vagas simultaneas.

Neste último caso os mísseis são lançados em salvas de 20 mísseis. Destes 20, um deles, assume-se como «míssil chefe» e voará a maior altitude (100m) utilizando o seu radar para detectar os alvos, enquanto que os restantes 19, voarão a rasar as ondas, recebendo informação do missil chefe, sobre a posição dos alvos e ao mesmo tempo reduzindo as possibilidades de serem detectados.

Se o «missil chefe» for destruido ou se avariar, automaticamente outro dos restantes 19 assume a posição de comando.
O alcance máximo deste míssil é discutido. Normalmente considera-se um valor de 450km. Há fontes que afirmam que o seu alcance atinge os 550km, mas aparentemente trata-se das versões equipadas com uma ogiva nuclear

Desvantagens deste sistema
O enorme tamanho dos mísseis, é considerado um ponto negativo. Para conseguir disparar os mísseis no seu alcance máximo, é necessária a utilização de aeronaves do tipo Tu-95 de vigilância marítima baseado em terra, mas que estabelecem ligação encriptada de dados com o navio lançador. Ocorre que o Tu-95 é extremamente vulnerável a todo o tipo de armamentos modernos ocidentais.

Na falta do Tu-95, podem ser utilizados os helicopteros disponíveis a bordo para detectar os alvos. Mas neste caso, a um distância máxima de 300 a 400 km, os navios lançadores têm que se aproximar perigosamente de um grupo de porta-aviões norte-americano, a uma distância de 15 minutos de voo de um caça F-18 e dos seus mísseis.

Os mísseis SS-N-19 podem ser detectados pelos novos sistemas de sensores norte-americanos a uma grande distância. Segundo os dados conhecidos o Shipwreck/Granite não dispõe de capacidade para efectuar manobras evasivas na fase final do voo e atinge o alvo numa trajectória de angulo elevado.
Esta característica torna-o mais fácil de atingir pelos mísseis norte-americanos mais recentes como as últimas versões do SM-2, que têm capacidade anti-míssil.

O SS-N-19 é autónomo e tem um sistema de direcção inercial. Para ser eficiente, pelo menos um deles deve atingir o alvo, pelo que existe a necessidade de a meio do voo a posição dos alvos ser actualizada, relativamente à rota. Isso é feito através de comunicação encriptada utilizando satélites russos.

   
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