Mísseis do mesmo tipo:
Agni-1
Míssil balístico de curto / médio alcance
Agni-2
Míssil balistico médio / longo alcance
Agni-3
Míssil balistico médio / longo alcance
Agni-5
Míssil balistico médio / longo alcance

Agni-3
Míssil balistico médio / longo alcance


Fabricante: DRDO
Função principal: Arma estratégica
Alcance: 3500km Velocidade: 18000km/h
Tipo de ogiva : Nuclear
Potência não disponível
Peso da ogiva : 1000Kg.
Peso total: 48000KgComprimento: 16 M.
Diâmetro: 2000mmSistema orientação: Inercial

 


A mais recente versão dos mísseis do tipo Agni, o Agni-3, é um míssil balístico de médio alcance com um alcance de até 3.500km.

O AGNI-3 não é um míssil intercontinental, pois essa designação aplica-se apenas a sistemas com capacidade para atingir alvos a distâncias iguais ou superiores a 5.500km de distância.

O AGNI-III e os estudos que levaram à sua concepção são no entanto a base para o prosseguimento do progrma indiano, que deverá resultar no primeiro míssil com capacidade intercontinental.

Várias fontes, nomeadamente na Russia, afirmam que o AGNI-III já terá capacidade para atingir distâncias bastante superiores aos 3500km que são oficialmente divulgados, mas não há confimrações sobre esta possibilidade.

A Índia nop entanto não esconde que está a trabalhar numa versão intercontinental deste sistema.

Ao contrário do mais pequenos AGNI-1 e em parte também do AGNI-2, o AGNI-3 não se destina a servir de dissuasor nuclear perante o Paquistão.

O principal objectivo do AGNI-III é funcionar como dissuasor perante a China, país que também tem reforçado a construção e instalação de mísseis de médio alcance, com capacidade para atingir grande parte das cidades da Índia.

Informação genérica:
Os precurssores ds mísseis da família «Agni», (Agni significa fogo) começaram a ser desenvolvidos na Índia durante os anos 80. O desenvolvimento inicial foi feito a partir do míssil norte-americano SCOUT, que foi desenvolvido desde finais dos anos 50 até aos anos 60. Desse projeto resultou o primeiro modelo de míssil conhecido como SLV-3 , que foi utilizado pela Índia para o lançamento de satélites.

O desenvolvimento de sistemas de mísseis de médio alcance por parte da China, parece ter sido o principal factor que levou ao desenvolvimento dos mísseis estratégicos Agni.
A Índia dispõe de capacidade nuclear desde os anos 70, quando a 18 de Maio de 1974 foi efectuado o primeiro teste nuclear por aquele país.

No entanto, a capacidade de utilizar armas nucleares dependia da utilização de aeronaves de bombardeamento.
Os potênciais adversários da Índia, especialmente o Paquistão e a China modernizaram as suas forças aéreas com sistemas mais modernos e aeronaves de quarta geração, que transformaram os bombardeiros num meio ineficiente como veículo para os armamentos nucleares.

Além disso, o Paquistão desenvolveu também as suas capacidades nucleares e paralelamente a esse desenvolvimento iniciou os estudos para a criação dos meios necessários para transportar o armamento até ao alvo, com a colaboração da Coreia do Norte. Logo, a solução foi o desenvolvimento de mísseis balísticos que permitissem atingir os alvos, sem ter que recorrer a aeronaves para transportar as armas nucleares.

O desenvolvimento dos sistemas Agni (fogo) é assim o resultado natural da militarização de um programa que começou com objectivos civis (lançamento de satélites).

A família de mísseis tem três derivações:

O «Agni», foi desenvolvido a partir de uma anterior sistema conhecido como Prithvi e funcionava com recurso a um foguete de combustível líquido. Este sistema foi apenas um demonstrador de tecnologia e não chegou ao estágio de produção.

O Agni-1, é uma modernização e melhoramento do Agni original, com a introdução de um novo motor de combustível sólido. É um sistema de curto/médio alcance.

O Agni-2 é um modelo melhorado, com dois estagios e com um alcance superior ao Agni-1

O Agni-3 é maior e têm um alcance superior. Trata-se de um sistema de muito maiores dimensões que se espera possa ter um alcance de até 3500km

Em 2012 foi testado o sistema conhecido como Agni-5. (não existirá um Agni-4) que tem segundo fontes indianas, capacidade para atingir alvos a distâncias superiores a 3500km, transformando-se no primeiro míssil intercontinental da Índia.
O alcance máximo do sistema será de 5,000km embora estes dados não possam ser confirmados.

   
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