Mísseis do mesmo tipo:
Agni-1
Míssil balístico de curto / médio alcance
Agni-2
Míssil balistico médio / longo alcance
Agni-3
Míssil balistico médio / longo alcance
Agni-5
Míssil balistico médio / longo alcance

Agni-1
Míssil balístico de curto / médio alcance


Fabricante: DRDO
Função principal: Arma estratégica
Alcance: 700km Velocidade: 18000km/h
Tipo de ogiva : Nuclear
Potência não disponível
Peso da ogiva : 1000Kg.
Peso total: 12000KgComprimento: 14.8 M.
Diâmetro: 1300mmSistema orientação: Inercial

 


O Agni-1, é a primeira versão de produção do mais pequeno dos mísseis da família Agni de mísseis nucleares de médio alcance prodeuzidos pela Índia.

O primeiro míssil deste tipo foi lançado experimentalmente em 2002. Trata-se de um veículo de um só estágio e a sua função é a de servir como disuasor nuclear face ao vizinho Paquistão.

Há vários numeros contraditórios sobre dimensões e características deste míssil. É de crer que o desenvolvimento conjunto de vários mísseis da familia AGNI tenha levado a que algumas vezes se confundissem as caracteristicas de uns com as dos outros.

Um dos exemplos é o do alcance do AGNI-1, que em algumas publicações chegou a ser apontado como superior a 850km e com uma ogiva de 500kg.
Aparentemente, o desenvolvimento do AGNI-II levou a que o AGNI-1 se estabelecesse como míssil de curto/médio alcance, destinado a dissuadir o Paquistão, a partir de pontos de lançamento relativamente próximos da fronteira, enquanto que o AGNI-II terá a mesma função a maior distância. A redução do alcance do AGNI-1 para 700km, segundo dados recentes de fontes indianas, explica também o aumento no peso da carga útil.

Informação genérica:
Os precurssores ds mísseis da família «Agni», (Agni significa fogo) começaram a ser desenvolvidos na Índia durante os anos 80. O desenvolvimento inicial foi feito a partir do míssil norte-americano SCOUT, que foi desenvolvido desde finais dos anos 50 até aos anos 60. Desse projeto resultou o primeiro modelo de míssil conhecido como SLV-3 , que foi utilizado pela Índia para o lançamento de satélites.

O desenvolvimento de sistemas de mísseis de médio alcance por parte da China, parece ter sido o principal factor que levou ao desenvolvimento dos mísseis estratégicos Agni.
A Índia dispõe de capacidade nuclear desde os anos 70, quando a 18 de Maio de 1974 foi efectuado o primeiro teste nuclear por aquele país.

No entanto, a capacidade de utilizar armas nucleares dependia da utilização de aeronaves de bombardeamento.
Os potênciais adversários da Índia, especialmente o Paquistão e a China modernizaram as suas forças aéreas com sistemas mais modernos e aeronaves de quarta geração, que transformaram os bombardeiros num meio ineficiente como veículo para os armamentos nucleares.

Além disso, o Paquistão desenvolveu também as suas capacidades nucleares e paralelamente a esse desenvolvimento iniciou os estudos para a criação dos meios necessários para transportar o armamento até ao alvo, com a colaboração da Coreia do Norte. Logo, a solução foi o desenvolvimento de mísseis balísticos que permitissem atingir os alvos, sem ter que recorrer a aeronaves para transportar as armas nucleares.

O desenvolvimento dos sistemas Agni (fogo) é assim o resultado natural da militarização de um programa que começou com objectivos civis (lançamento de satélites).

A família de mísseis tem três derivações:

O «Agni», foi desenvolvido a partir de uma anterior sistema conhecido como Prithvi e funcionava com recurso a um foguete de combustível líquido. Este sistema foi apenas um demonstrador de tecnologia e não chegou ao estágio de produção.

O Agni-1, é uma modernização e melhoramento do Agni original, com a introdução de um novo motor de combustível sólido. É um sistema de curto/médio alcance.

O Agni-2 é um modelo melhorado, com dois estagios e com um alcance superior ao Agni-1

O Agni-3 é maior e têm um alcance superior. Trata-se de um sistema de muito maiores dimensões que se espera possa ter um alcance de até 3500km

Em 2012 foi testado o sistema conhecido como Agni-5. (não existirá um Agni-4) que tem segundo fontes indianas, capacidade para atingir alvos a distâncias superiores a 3500km, transformando-se no primeiro míssil intercontinental da Índia.
O alcance máximo do sistema será de 5,000km embora estes dados não possam ser confirmados.

   
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