Mísseis do mesmo tipo:
Hellfire AGM 114B
Missil anti-tanque
Hellfire AGM-114C/F
Missil anti-tanque
Hellfire-II AGM-114K
Missil anti-tanque
Hellfire-II AGM-114L Longbow
Missil anti-tanque
Hellfire-II AGM-114N (MAC)
Míssil de ataque ao solo

Hellfire-II AGM-114N (MAC)
Míssil de ataque ao solo


Fabricante: Hellfire systems
Função principal: Apoio de fogo
Alcance: 7km Velocidade: 1520km/h
Tipo de ogiva : Termobárica (vácuo)Peso da ogiva : 7Kg.
Peso total: 45KgComprimento: 1.63 M.
Diâmetro: 178mmSistema orientação: Infravermelhos

 

Aeronaves que utilizam este sistema


Embora o Hellfire tenha sido criado como míssil anti-tanque, ele pode ser adaptado para outras funções.

Um dos mais recentes desenvolvimentos da familia Hellfire, é o AGM-114N, uma versão do míssil Hellfire equipada com uma ogiva termobárica, especialmente adequada para acções antipessoal. Os estudos para produzir um dispositivo termobárico de pequenas dimensões começou em 2001, embora já tivesse sido testada a possibilidade de produzir esta arma durante os anos 90. A primeira utilização experimental foi feita operacionalmente em 2003.

O principal problema, tem a ver com a necessidade de o míssil atingir o alvo com grande precisão. A precisão é importante porque a ogiva termobárica, que produz um efeito de vacuo, funciona pulverizando combustível no ar como se fosse um spray. Em centésimos de segundo é provocada uma explosão que literalmente incendeia o ar, consumindo-o. Desta forma, cria-se um efeito de vácuo, que num terceiro estágio produz uma onda de choque inversa, que se poderia considerar uma implosão (a onda de choque suga tudo para o nucleo central da área onde se deu a reação química que consumiu o oxigénio) ao contrário das explosões convencionais.

Este efeito pode ser devastador, se for possível dirigir o projectil exactamente para a entrada de uma gruta, um bunker ou qualquer outra área protegida por uma pequena entrada.
Se a explosão inicial não for bem sucedida, o efeito é de pouca utilidade, porque será queimado o ar nas proximidades, criando na mesma uma onda secundária de vácuo, mas sem afectar directamente o alvo.

Informação genérica:
Os mísseis do tipo «Hellfire» foram desenvolvidos durante os anos 70, tendo em vista especialmente a sua utilizaçõa no helicóptero de ataque que estava em desenvolvimento na altura, o «AH-64 Apache». No entanto os primeiros testes deste míssil foram feitos utilizando como plataforma o helicóptero AH-1G «Cobra»

Hellfire
Esquema de três versões do míssil Hellfire. As primeiras duas versões são convencionais com ogiva de carga oca. A de baixo é a versão 114N termobárica.
Os mísseis Hellfire começaram a ser projectados no inicio dos anos 70, como arma anti-tanque guiada a laser, do tipo «fire and forget».

O Hellfire-I entrou ao serviço em 1985, tendo sido profusamente utilizado durante a primeira guerra do golfo contra as concentrações de tanques do Iraque.

O Hellfire-II é uma versão mais recente e resultado da introdução de sensores mais modernos e que permitem maior precisão. O Hellfire-II incorpora também o sistema de dupla ogiva que já tinha sido introduzido no AGM-114F

Ogiva termobárica
O AGM-114N, é um desenvolvimento do Hellfire AGM-114K especialmente adaptado para atacar instalações e pessoal, utilizando um efeito conhecido como efeito de vácuo.

Além de ser utilizado em helicópteros Apache, este sistema de armas foi também adaptado aos helicópteros Kiowa, Black-Hawk, Mangusta, Lynx e Seahawk. Pode também ser adaptado a helicópteros Gazelle, Puma e UH-1

   
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