Mísseis do mesmo tipo:
HY-1 «CSSC-2 Silkworm / Safflower»
Míssil anti-navio
HY-2 / C-201 «CSS-C-3 Seersucker»
Míssil anti-navio
SS-N-2 «Styx» / P-15 «Grau»
Míssil anti-navio
SS-N-2D «Styx» / P-22 «Rubezh»
Míssil anti-navio
SY-1 «Scrubbrush»
Míssil anti-navio

SS-N-2 «Styx» / P-15 «Grau»
Míssil anti-navio


Fabricante: Raduga
Função principal: Anti-navio
Alcance: 43km Velocidade: 1080km/h
Tipo de ogiva : HEAT (carga oca)Peso da ogiva : 454Kg.
Peso total: 2340KgComprimento: 5.8 M.
Diâmetro: 760mmSistema orientação: Inercial/designador activo na fase final

 

Unidades navais que utilizam este sistema


O míssil P-15 (designação NATO SS-N-2 Styx) começou a ser desenvolvido no final dos anos 50, como derivação de um míssil mais antigo, o AS-1 «Kennel». Os mísseis anti-navio, foram desde os anos 50 considerados a melhor forma de contrariar o dominio maritimo das potências ocidentais, nomeadamente os Estados Unidos, pelo que o desenvolvimento deste tipo de míssil lançado a partir de aeronaves baseadas em terra teve inicio ainda em meados dos anos 50.

O Styx original era um míssil com asas fixas que em grande medida fazia lembrar as bombas voadoras alemãs V-1.
O objectivo era o de substituir o poder de ataque equivalente ao de uma «bordada» de um couraçado da II Guerra Mundial.

O sistema apresentava no entanto vários problemas, sendo que um dos prinmcipais era a utilização de combustível liquido, volátil e de manuseamento perigoso. Este problema, terá estado na razão de a primeira utilização do sistema em combate só ter ocorrido ao final do dia, porque a utilização do Styx durante o dia acima de 38º C era desaconselhada.

O SS-N-2 é propelido por um motor de combustível líquido, mas tem um propulsor inicial «booster» constituido por um foguete de combustível sólido que se destaca do corpo principal do míssil na fase inicial do voo.

Informação genérica:
Os mísseis Styx, tiveram a sua origen na União Soviética nos anos 50, quando os soviéticos consideraram que a superioridade que os países ocidentais tinham no mar, só poderia ser equilibrada com a utilização de aeronaves baseadas em terra, munidas de sistemas que permitissem atacar navios no mar.

O sistema, embora revolucionário para a altura é relativamente simples. Ele dispões de um radar instalado no nariz do míssil e o navio de lançamento deve navegar a menos de 15 nós e precisa apontar a proa diractamente para o alvo.

O pequeno radar de pesquisa MS-2 funciona na banda I (8 / 12GHz) O míssil voa a uma altitude pré-determinada entre 300 e 500m de altitude.

A precisão do sistema é tida como reduzida, pelo que como em outros tipos de armamento soviético, é sempre recomendado o ataque com pelo menos quatro mísseis para garantir a destruição de um navio do tipo de uma fragata, ou oito mísseis para destruir um contra-torpedeiro.

A família de mísseis Styx tem diversas variantes, de entre as quais se destaca o míssil P-15/SS-N-2 por ter sido o primeiro míssil do mundo a conseguir afundar um navio de guerra [a], quando em 1967 uma lancha egipcia lançou vários destes mísseis contra um navio da marinha de Israel.

A eficiência do míssil Styx foi no entanto completamente anulada durante a guerra do Yom Kippur, em que tanto Israel quanto a Siria utilizaram várias dezenas de mísseis Styx, sem que um único tivesse atingido o alvo.

Além do modelo original, foram desenvolvidas várias variantes mais modernas e com maior alcance:

SS-N-2D - Versão com um alcance de 100km.

Embora a União Soviética tenha desenvolvido outros sistemas mais compactos e mais eficientes, o míssil Styx continuou a ser desenvolvido, nomeadamente na China, onde a versão local é conhecida como Silkworm.

A primeira cópia chinesa do Styx foi declarada operacional em 1968.
Existem várias derivações chinesas, e por terem sido submetidas a um periodo longo de desenvolvimento tornaram-se mais sofisticadas que as versões originais soviéticas, embora a própria China tenha abandonado o desenvolvimento destes mísseis em favor de novas familias de mísseis como o C-801, baseados no Exocet francês.

Mísseis lançados a partir de navios:
HY-1 «Safflower»

Mísseis lançados de terra:
HY-1 «Silkworm»
C-201 / HY-2
C-301 / HY-3
C-401 / HY-4

Alegadamente, a tecnologia terá sido cedida ao Irão que passou a produzir a sua própria versão deste míssil. A cedência de tecnologia está ligada à venda de mísseis da série C-801 aos iranianos.

Várias informações dispersas permitem concluir que também o Egipto produziu uma versão deste míssil, o que não deixa de ser significativo, dado se tratar do único país que o utilizou em situação de conflito aberto.


O míssil também foi adaptado para utilização a partir de sistemas móveis baseados em terra:




[a] - Pode-se mesmo considerar que foi o único míssil do mundo a afundar um navio de guerra numa situação de combate real, pois os mísseis anti-navio utilizados por exemplo na guerra das Malvinas, danificaram gravemente os navios britânicos, mas o seu afundamento foi consequência directa do incendio e não da acção do míssil pripriamente dita.

   
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