Mísseis do mesmo tipo:
HY-1 «CSSC-2 Silkworm / Safflower»
Míssil anti-navio
HY-2 / C-201 «CSS-C-3 Seersucker»
Míssil anti-navio
SS-N-2 «Styx» / P-15 «Grau»
Míssil anti-navio
SS-N-2D «Styx» / P-22 «Rubezh»
Míssil anti-navio
SY-1 «Scrubbrush»
Míssil anti-navio

HY-2 / C-201 «CSS-C-3 Seersucker»
Míssil anti-navio


Fabricante: Chinese State Factories
Função principal: Anti-navio
Alcance: 100km Velocidade: 960km/h
Tipo de ogiva : HEAT (carga oca)Peso da ogiva : 513Kg.
Peso total: 2998KgComprimento: 7.48 M.
Diâmetro: 760mmSistema orientação: Inercial/designador activo na fase final

 


O míssil HY-2, conhecido internacionalmente como C-201 foi desenvolvido tendo em consideração a necessidade de defesa costeira, para países que não tivessem capacidade para garantir o controlo absoluto das suas águas territoriais.

O C-201, é também um derivado do míssil soviético Styyx, mas foi exclusivamente concebido para ser lançado a partir de plataformas terrestres, não existindo uma versão para instalação a bordo de navios.

A principal característica distintiva do C-201 é o seu tamanho, pois o sistema é mais longo e tem um peso quase 50% maior que o das versões lançadas a partir de navio.

Esta versão foi vendida ao Iraque e foi utilizada operacionalmente contra o Irão. A última vez que foi utilizado foi em 2003 durante a invasão do Iraque por forças dos Estados Unidos, altura em que um míssil deste tipo foi lançado pelos iraquianos contra a cidade do Koweit tendo atingido uma área comercial.

Informação genérica:
Os mísseis Styx, tiveram a sua origen na União Soviética nos anos 50, quando os soviéticos consideraram que a superioridade que os países ocidentais tinham no mar, só poderia ser equilibrada com a utilização de aeronaves baseadas em terra, munidas de sistemas que permitissem atacar navios no mar.

O sistema, embora revolucionário para a altura é relativamente simples. Ele dispões de um radar instalado no nariz do míssil e o navio de lançamento deve navegar a menos de 15 nós e precisa apontar a proa diractamente para o alvo.

O pequeno radar de pesquisa MS-2 funciona na banda I (8 / 12GHz) O míssil voa a uma altitude pré-determinada entre 300 e 500m de altitude.

A precisão do sistema é tida como reduzida, pelo que como em outros tipos de armamento soviético, é sempre recomendado o ataque com pelo menos quatro mísseis para garantir a destruição de um navio do tipo de uma fragata, ou oito mísseis para destruir um contra-torpedeiro.

A família de mísseis Styx tem diversas variantes, de entre as quais se destaca o míssil P-15/SS-N-2 por ter sido o primeiro míssil do mundo a conseguir afundar um navio de guerra [a], quando em 1967 uma lancha egipcia lançou vários destes mísseis contra um navio da marinha de Israel.

A eficiência do míssil Styx foi no entanto completamente anulada durante a guerra do Yom Kippur, em que tanto Israel quanto a Siria utilizaram várias dezenas de mísseis Styx, sem que um único tivesse atingido o alvo.

Além do modelo original, foram desenvolvidas várias variantes mais modernas e com maior alcance:

SS-N-2D - Versão com um alcance de 100km.

Embora a União Soviética tenha desenvolvido outros sistemas mais compactos e mais eficientes, o míssil Styx continuou a ser desenvolvido, nomeadamente na China, onde a versão local é conhecida como Silkworm.

A primeira cópia chinesa do Styx foi declarada operacional em 1968.
Existem várias derivações chinesas, e por terem sido submetidas a um periodo longo de desenvolvimento tornaram-se mais sofisticadas que as versões originais soviéticas, embora a própria China tenha abandonado o desenvolvimento destes mísseis em favor de novas familias de mísseis como o C-801, baseados no Exocet francês.

Mísseis lançados a partir de navios:
HY-1 «Safflower»

Mísseis lançados de terra:
HY-1 «Silkworm»
C-201 / HY-2
C-301 / HY-3
C-401 / HY-4

Alegadamente, a tecnologia terá sido cedida ao Irão que passou a produzir a sua própria versão deste míssil. A cedência de tecnologia está ligada à venda de mísseis da série C-801 aos iranianos.

Várias informações dispersas permitem concluir que também o Egipto produziu uma versão deste míssil, o que não deixa de ser significativo, dado se tratar do único país que o utilizou em situação de conflito aberto.


O míssil também foi adaptado para utilização a partir de sistemas móveis baseados em terra:




[a] - Pode-se mesmo considerar que foi o único míssil do mundo a afundar um navio de guerra numa situação de combate real, pois os mísseis anti-navio utilizados por exemplo na guerra das Malvinas, danificaram gravemente os navios britânicos, mas o seu afundamento foi consequência directa do incendio e não da acção do míssil pripriamente dita.

   
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