Mísseis do mesmo tipo:
RGM/UGM-109A «Tomahawk» / TLAM-N
Míssil de cruzeiro
RGM/UGM-109B «Tomahawk» TASM
Míssil de cruzeiro
RGM/UGM-109C «Tomahawk» / TLAM-C
Míssil de cruzeiro

RGM/UGM-109A «Tomahawk» / TLAM-N
Míssil de cruzeiro


Fabricante: Raytheon Systems
Função principal: Ataque ao solo
Alcance: 2400km
Precisão: 80m
Velocidade: 880km/h
Tipo de ogiva : Nuclear
Potência = 200kt
Peso da ogiva : 0Kg.
Peso total: 1350KgComprimento: 6.25 M.
Diâmetro: 533mmSistema orientação: Inercial / Identificação digital de terreno

 


O mais devastador dos mísseis Tomahawk, é o RGM-109A, dado ser a versão do Tomahawk armada com uma ogiva nuclear com um poder destrutivo equivalente a 200.000 toneladas de explosivo convencional.

Desenvolvido na década de 1970, o Tomahawk foi uma das armas que os Estados Unidos e os países da NATO decidiram instalar na Europa como resposta à instalação dos mísseis de médio alcance SS-20, com um alcance estimado entre 4500 e 5000 km.
Como os mísseis Pershing-II tinham um alcance relativamente limitado, a resposta à entrada ao serviço dos SS-20 teve que ser complementada pelos Tomahawk.

Os mísseis de cruzeiro americanos não tinham nem o mesmo alcance, nem o mesmo poder destrutivo dos mísseis soviéticos SS-20, mas a menor carga era compensada por uma precisão muito superior.
Na altura afirmava-se que era possível determinar qual a janela do Kremlin por onde o míssil entraria.

Tratado INF
Este tipo de míssil foi banido pelos acordos de redução de armas nucleares sovieto-americanos de 1987 assinados por Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev. Nesse tratado, foram removidos os mísseis de cruzeiro de território europeu, removidas as ogivas nucleares, destruídos os mísseis Pershing-II e os mísseis SS-20 soviéticos.
Como nos outros casos de mísseis Tomahawk, existe uma versão lançada de submarinos (UGM) e outra lançada de navios de superfície (RGM)

Informação genérica:
Os estudos iniciais que conduziram à produção dos mísseis Tonahawk têm origem no inicio dos anos 70.

Concebido a partir do final dos anos 70 e inicio dos anos 80 o Tomahawk é um míssil de cruzeiro que pode ser lançado a partir de navios de superfície ou de submarinos. Ao contrário dos mísseis belísticos, ele é lançado e move-se a uma velocidade subsónica a uma altura relativamente baixa o que reduz a possibilidade de detecção, quer por causa do reduzido diamêtro do míssil quer por causa do baixo nível de calor do seu motor.
O primeiro lançamento ocorreu em 1979 e o míssil foi declarado operacional a partir de 1983.

Distinguem-se quatro tipos básicos:

RGM/UGM-109A (TLAM-N - Nuclear)
RGM/UGM-109B (TASM - Anti-navio)
RGM/UGM-109C (TLAM-C - Ogiva convencional)
RGM/UGM-109D (TLAM-D - Ogivas multiplas explosivas)


Cada modelo - que tem uma ogiva e sistemas específicos para a sua utilização, divide-se depois em modernizações, das quais se destacam:

BLOCK III

Block-III é um modernização da versão «convencional» de ataque deste míssil de cruzeiro que entrou ao serviço em 1994.
Os Tomahawk das versões C e D, com estas modernizações têm capacidade para utilizar o sistema de navegação GPS, o que aumenta em muito a sua precisão relativamente às séries anteriores.

Sistema de navegação
O míssil (excepto na versão anti-navio) utiliza navegação inercial e igualmente o sistema TERCOM, que identifica os contornos do terreno para guiar o míssil.

A primeira utilização operacional deste míssil ocorreu durante a primeira guerra do golfo, contra o Iraque em 1991.


BLOCK IV

Desde 2004, o fabricante começou a entregar a última versão do míssil Tomahawk. Trata-se de um míssil com um conjunto de modificações que poderiam mesmo implicar tratar-se de um novo sistema.
Os mísseis Tomahawk - Bock IV, que passaram a ser «padrão» depois do ano 2000 possuem por exemplo, um menor número de componentes e um novo motor turbojato idêntico ao que foi desenvolvido para o míssil Taurus KEPD-350.

Os Tactical Tomahawk Block IV podem ser programados com vários alvos alternativos antes do lançamento e podem aguardar, voando durante duas horas na área onde estão os alvos provaveis num raio de 450km.
Se entretanto por alguma razão os alvos programados já não forem prioritários, o míssil pode ser programado em voo. Além disso ele possui uma camera de TV que pode ser utilizada para enviar dados para a plataforma de controlo.
Entre as modernizações do sistema, está a introdução de uma ogiva de penetração (TTPV ou Tactical Tomahawk Penetrator Variant).
Espera-se que as unidades do míssil em stock precisem ser revistas a intervalos de 15 anos.

O alcance da nova versão Block IV também é aumentado para 2800km quando lançado de navio.

   
---