Mísseis do mesmo tipo:
FLAADS-M
Missil naval de defesa aérea

FLAADS-M
Missil naval de defesa aérea


Fabricante: MBDA
Função principal: Defesa Anti-Aérea
Alcance: 25km Velocidade: 4500km/h
Tipo de ogiva : Alto Explosivo / pre fragmentadaPeso da ogiva : 12Kg.
Peso total: 100KgComprimento: 3 M.
Diâmetro: 166mmSistema orientação: Inercial e Infravermelhos na fase final

 


Os mísseis FLAADS (Future Local Area Air Defense System) em estudo pela MBDA no Reino Unido, pretendem responder aos requisitos da especificação CAAM, que pretende permitir o desenvolvimento de sistemas anti-aéreos que utilizem o máximo número de componentes comuns.

O FLAADS-M destina-se a substituir os mísseis Sealwolf que a marinha britânica utiliza a bordo das suas fragatas. Este tipo de míssil deverá ser instalado nas fragatas Type-23 a partir de 2018.

O míssil deverá ter um alcance de pelo menos 25km e a sua velocidade será superior à do míssil ASTER-15.

Informação genérica:
Em desenvolvimento pela MBDA , o sistemas CAMM, ou Common Anti Air Modular Missile destina-se a estudar o desenvolvimento de um sistema de mísseis anti-aéreos de curto alcance, que pode ser utilizado por vários ramos das forças armadas.

O FLAADS é o primeiro sistema deste tipo. Os mísseis obedecem a um requisito da Grã Bretanha para o desenvolvimento de um sistema de defesa anti-aérea de curto alcance, que possa ser utilizado pelos três ramos das forças armadas.

Além desta versão, lançada a partir de navios, deverão existir versões lançadas a partir de plataformas terrestres móveis e mesmo a partir de aeronaves.
Pretende-se assim substituir com apenas um míssil, outros sistemas ao serviço. O Rapier no exército, o Seawolf na marinha e eventualmente permitir que a tecnologia sirva para uma futura evolução do missil ar-ar ASRAAM.

Sistema de lançamento a frio
Outra das novidades deste tipo de mísseis, é a possibilidade de eles serem lançados a frio. Presentemente, o lançamento de mísseis a partir de sistemas VLS tem que ser cuidadosamente coordenado por computador, para evitar o sobreaquecimento resultante do disparo de múltiplos mísseis num espaço muito curto de tempo.

Os mísseis CAMM, pretendem ultrapassar este problema, ao serem ejectados pelo próprio cannister (célula). Uma carga de gás comprimido ejecta o míssil até uma altitude de 20 a 30 metros e só então é que se dá a ignição do motor do míssil.

Este «artificio» faz com que os sistemas de lançamento vertical não necessitem dos volumosos canais para dirigir os gases de escape do míssil, que são praticamente tão volumosos quanto a célula. Neste caso o espaço é reduzido em praticamente 50% e isto permite a colocação deste tipo de mísseis mesmo em navios de pequenas dimensões.



O CAMM é no entanto alvo de críticas, porque na prática é um produto da MBDA na Grã Bretanha, quando a própria MBDA na França produz um sistema que é concorrente. Já o fabricante, afirma que se tratam de mísseis com capacidades diferentes, porque o CAMM terá um alcance superior ao MICA.

   
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