Mísseis do mesmo tipo:
Polaris «UGM-27C»
Míssil balistico intercontinental
Poseidon «UGM-73A»
Míssil balistico intercontinental
Trident-I C4 «UGM-96»
Míssil balistico intercontinental
Trident-II D5 «UGM-133A»
Míssil balistico intercontinental

Polaris «UGM-27C»
Míssil balistico intercontinental


Fabricante: Lockeed Martin
Função principal: Arma estratégica
Alcance: 4631km Velocidade: 12900km/h
Tipo de ogiva : Nuclear com multiplas ogivas
Potência = 600kt
Peso da ogiva : 0Kg.
Peso total: 16200KgComprimento: 9.86 M.
Diâmetro: 1370mmSistema orientação: Inercial

 

Unidades navais que utilizam este sistema


O míssil Polaris, foi o primeiro sistema de mísseis nucleares lançado de submarinos a ficar operacional. O programa de desenvolvimento teve inicio em 1956 e o primeiro lançamento a partir de um submarino (o USS George Washington) ocorreu em 20 de Julho de 1960. A versão A-1, resultado de modificações e melhoramentos introduzidos, entrou ao serviço em 1961 em navios norte-americanos. Tinha um alcance de 1853km e uma ogiva de 600kt.

A sua introdução, coincidiu com a crise dos mísseis de Cuba, em que a União Soviética instalou vários tipos de mísseis na ilha das Caraíbas, ameaçando diretamente os Estados Unidos e impedindo qualquer possibilidade de resposta em tempo.
Os mísseis Polaris na sua versão A1 e A2, foram na prática os substitutos dos enormes mísseis PGM-19 Jupiter que estavam baseados na Turquia, na Itália e na Grã Bretanha.

A versão A1 - UGM-27A - tinha um alcance máximo de 1900km e quando ficou pronta, já se estava a trabalhar na versão seguinte, que a substituiu ainda na primeira metade da década de 1960. O primeiro lançamento do Polaris A1 ocorreu a 20 de Julho de 1960. Apenas cinco submarinos da classe George Washington utilizaram o míssil Polaris-A1. A versão A1 foi retirada de serviço em 14 de Outubro de 1965.
A versão A2 - UGM-27B - tinha um alcance máximo de 2779km e o seu desenvolvimento começou em 1958. O primeiro lançamento de um Polaris A2 a partir de um submarino submerso ocorreu a 23 de Outubro de 1961. Em Junho de 1962 o Polaris A2 foi declarado operacional a bordo do submarino USS Ethan Allen. O último míssil da versão Polaris A2, foi retirado de serviço em 1 de Novembro de 1974. Ao entrarem ao serviço, os cinco submarinos da classe Ethan Allen, permitiram aos Estados Unidos retirar os mísseis Jupiter na Turquia, conforme acordado com a URSS após a crise dos mísseis de Cuba.

A versão A3 - UGM-27C - era idêntica à versão A2, mas atingia alvos a distâncias de 4631km e introduziu o conceito das ogivas múltiplas.
A versão do Polaris que foi vendida aos britânicos, era baseada na versão A-3 que tinha um alcance superior.
Na década de 1950, a Italia concebeu os seus cruzadores da classe Giusepe Garibaldi, com quatro lançadores para mísseis Polaris, que não chegaram a ser instalados por razões politicas, nomeadamente por causa da questão dos mísseis de Cuba. Até à década de 1950 a Itália, como muitos outros países não tinha ratificado os acordos de não proliferação de armas nucleares.

Informação genérica:
O desenvolvimento do programa Polaris foi extremamente rápido. Entre a decisão de produzir o míssil e o primeiro teste decorreram apenas quatro anos. No entanto, mesmo durante o desenvolvimento do míssil tornou-se claro que as primeiras versões não correspondiam ao que se esperava.

O Polaris foi concebido em várias versões:

Polaris A1 - Comprimento de 8,7m e peso de 13 toneladas

Polaris A2 - Comprimento de 9,45m e peso de 14,6 toneladas

Polaris A3

Polaris UK - Versão do míssil Polaris especificamente desenhada para operação a partir dos submarinos balisticos britânicos da classe Vanguard.

Polaris B-3 - Uma das versões do Polaris, posteriormente rebaptizada como Poseidon C3, que é basicamente mais uma versão do Polaris, que foi lançada no inicio dos anos 70.

Trident
O desenvolvimento posterior da família de mísseis lconduziu ao míssil balístico intercontinental «Trident», que foi instalado a bordo de submarinos norte-americanos e britânicos.

Uma primeira versão conhecida como Trident-I / C4 foi lançada em 1979.

Uma segunda versão conhecida como Trident-II / D5 entrou ao serviço pela primeira vez em 1990. Esta última versão, corresponde na realidade a um míssil com características e dimensões diferentes, ainda que continue a ser utilizada a designação «Trident»

Um programa de modernização destes mísseis prevê a extensão do seu periodo de vida útil até meados do século XXI.



Ogivas:

W-62 : 170kt
W-68 : 50kt
W-76 : 100kt
W-78 : 350kt
W-88 : 475kt

   
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