Mísseis do mesmo tipo:
Jericho I «MD-620»
Míssil balistico médio / longo alcance
Jericho II
Míssil balistico médio / longo alcance
Jericho III
Míssil balistico intercontinental

Jericho I «MD-620»
Míssil balistico médio / longo alcance


Fabricante: IAI / ELTA Systems
Função principal: Arma estratégica
Alcance: 500km
Precisão: 1000m
Velocidade: Variável / discutido
Tipo de ogiva : Nuclear
Potência = 75kt
Peso da ogiva : 400Kg.
Peso total: 6500KgComprimento: 13.4 M.
Diâmetro: 800mmSistema orientação: Inercial

 


A existência do míssil Jericho, como arma estratégica começou a ser cogitada no inicio dos anos 70.
Israel começou a desenvolver estudos na área dos misseis balisticos com o apoio da França durante os anos 60, até 1968 quando essa colaboração terminou.

A política do estado de Israel relativamente à utilização de armas nucleares é ambigua. Israel não reconhece que possui esse tipo de armamentos, mas é normalmente aceite que de facto os possui.

Não há dados minimamente precisos sobre as capacidades do míssil Jericho-I, para lá de se saber que pode transportar uma ogiva com 400kg.

Considerando que Israel recebeu apoio da França para o desenvolvimento das suas capacidades nucleares, pode-se especular que o míssil Jerico-I, no caso de ser equipado com uma ogiva, teria uma capacidade destrutiva próxima das 75kt, tendo como base as capacidades dos sistemas franceses.

Estes sistemas já não estão operacionais e foram substituidos pelos Jericho-II

Informação genérica:
Os mísseis do tipo Jericho, são mísseis balisticos cujo desenvolvimento começou em Israel nos anos 60.
Eles podem ser utilizados como veículos para transportar as armas nucleares que normalmente se aceita que Israel possua, ainda que não reconheça oficialmente a sua existência.

Numa situação em que a própria existência da arma é negada, é impossível ter dados precisos, por isso consideramos apenas possibilidades académicas, para estimar as capacidades dos sistemas Jericho.
Tais possibilidades baseiam-se na capacidade tecnologica reconhecida às industrias de Israel, à ligação entre as industrias francesas e as daquele país do médio oriente.

Tal possibilidade permite deduzir que o desenvolvimento dos sistemas nucleares de Israel, quer a construção de ogivas nucleares quer a sua miniaturização, poderão ter ocorrido de forma paralela à dos sistemas franceses, com alguns anos de separação.

As dimensões conhecidas dos sistemas Jericho, apontam sempre para um míssil com um corpo relativamente pequeno, ainda que bastante longo. Isto reduz naturalmente as capacidades no que respeita à utilização de múltiplas ogivas.

Entretanto foi desenvolvido pela IAE (Israel Aerospace) um sistema lançador de satélites, conhecido como «Shavit» que é alegadamente derivado do Jericho-II, utilizando no entanto três estágios em vez de dois.

Especula-se que o Jericho-III é por sua vez um derivado do «Shavit». Este último sistema parece ter capacidade para o transporte de ogivas múltiplas e que terá ficado operacional a partir de 2008.

O desenvolvimento dos sistemas israelitas, está envolvido em variadas teorias da conspiração, que são resultado do extremo secretismo do projecto.
É normalmente aceite que Israel conseguiu o apoio da França para o desenvoilvimento das suas instalações nucleares e da sua capacidade para produzir Urânio para utilização militar.

Também é aceite que o desenvolvimento dos primeiros mísseis de Israel também contou com a cooperação francesa.
Mas várias teorias apontam para uma diferença entre o sistema Jericho-III e os anteriores sistemas Jericho-I e Jericho-II.
A explicação é normalmente apontada como sendo resultado da obtenção de informações tecnologicas secretas nos Estados Unidos.

Essa tecnologia teria sido experimentada numa versão modificada do Jericho-II e definitivamente aplicada no sistema Jericho-III. Os principais desenvolvimentos de Israel estariam concentrados no desenvolvimento da capacidade de construir mísseis com múltiplas ogivas.

   
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