Mísseis do mesmo tipo:
Jericho I «MD-620»
Míssil balistico médio / longo alcance
Jericho II
Míssil balistico médio / longo alcance
Jericho III
Míssil balistico intercontinental

Jericho II
Míssil balistico médio / longo alcance


Fabricante: IAI / ELTA Systems
Função principal: Arma estratégica
Alcance: 1500km
Precisão: 500m
Velocidade: Não disponível
Tipo de ogiva : Nuclear
Potência = 1000kt
Peso da ogiva : 1000Kg.
Peso total: 6500KgComprimento: 14 M.
Diâmetro: 1200mmSistema orientação: Inercial

 


O Jericho-II é um míssil balístico de médio alcance, com capacidade para atingir alvos a distâncias de até 2800km. Conhecem-se testes em que o míssil atingiu alvos no mar Mediterrâneo a distâncias de 1300km a 1500km.

O desenvolvimento do sistema teve inicio nos anos 80 como substituto do míssil Jericho-I. O primeiro lançamento ocorreu em 1988 e o Jericho-II veio dar a Israel pela primeira vez uma capacidade para atacar qualquer ponto do território dos seus vizinhos árabes, colocando dentro do seu alcance qualquer alvo jo Egito, Jordânia, Síria, Líbano, Koweit ou Iraque, podendo atingir ainda capitais como Riade na Arábia Saudita, e cidades como Tobruk na Líbia.

Quando ocorreu a invasão do Iraque por forças internacionais no inicio dos anos 90, Saddam Hussein mandou atacar Israel, tentando levar aquele país a retaliar utilizando estes sistemas, para quebrar a aliança de países árabes que se tinham unido contra os iraquianos.

Informação genérica:
Os mísseis do tipo Jericho, são mísseis balisticos cujo desenvolvimento começou em Israel nos anos 60.
Eles podem ser utilizados como veículos para transportar as armas nucleares que normalmente se aceita que Israel possua, ainda que não reconheça oficialmente a sua existência.

Numa situação em que a própria existência da arma é negada, é impossível ter dados precisos, por isso consideramos apenas possibilidades académicas, para estimar as capacidades dos sistemas Jericho.
Tais possibilidades baseiam-se na capacidade tecnologica reconhecida às industrias de Israel, à ligação entre as industrias francesas e as daquele país do médio oriente.

Tal possibilidade permite deduzir que o desenvolvimento dos sistemas nucleares de Israel, quer a construção de ogivas nucleares quer a sua miniaturização, poderão ter ocorrido de forma paralela à dos sistemas franceses, com alguns anos de separação.

As dimensões conhecidas dos sistemas Jericho, apontam sempre para um míssil com um corpo relativamente pequeno, ainda que bastante longo. Isto reduz naturalmente as capacidades no que respeita à utilização de múltiplas ogivas.

Entretanto foi desenvolvido pela IAE (Israel Aerospace) um sistema lançador de satélites, conhecido como «Shavit» que é alegadamente derivado do Jericho-II, utilizando no entanto três estágios em vez de dois.

Especula-se que o Jericho-III é por sua vez um derivado do «Shavit». Este último sistema parece ter capacidade para o transporte de ogivas múltiplas e que terá ficado operacional a partir de 2008.

O desenvolvimento dos sistemas israelitas, está envolvido em variadas teorias da conspiração, que são resultado do extremo secretismo do projecto.
É normalmente aceite que Israel conseguiu o apoio da França para o desenvoilvimento das suas instalações nucleares e da sua capacidade para produzir Urânio para utilização militar.

Também é aceite que o desenvolvimento dos primeiros mísseis de Israel também contou com a cooperação francesa.
Mas várias teorias apontam para uma diferença entre o sistema Jericho-III e os anteriores sistemas Jericho-I e Jericho-II.
A explicação é normalmente apontada como sendo resultado da obtenção de informações tecnologicas secretas nos Estados Unidos.

Essa tecnologia teria sido experimentada numa versão modificada do Jericho-II e definitivamente aplicada no sistema Jericho-III. Os principais desenvolvimentos de Israel estariam concentrados no desenvolvimento da capacidade de construir mísseis com múltiplas ogivas.

   
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