Mísseis do mesmo tipo:
Jericho I «MD-620»
Míssil balistico médio / longo alcance
Jericho II
Míssil balistico médio / longo alcance
Jericho III
Míssil balistico intercontinental

Jericho III
Míssil balistico intercontinental


Fabricante: IAI / ELTA Systems
Função principal: Arma estratégica
Alcance: 11500km
Precisão: 100m
Velocidade: Não disponível
Tipo de ogiva : Nuclear com multiplas ogivas
Potência = 450kt
Peso da ogiva : 1000Kg.
Peso total: 30000KgComprimento: 15.5 M.
Diâmetro: 1560mmSistema orientação: Inercial

 


Os especialistas apontam o ano de 2008 como data provavel para a entrada ao serviço do míssil Jericho-III

Trata-se de um míssil com três estágios, alcance muito superior e pela primeira vez num missil de Israel, capacidade para utilizar múltiplas ogivas, especulando-se que pode transportar até três ogivas de 150kt cada uma[1].

O alcance do míssil também é discutido, mas os valores que obtêm mais concenso, apontam para um alcance máximo de 11500km quando equipado com uma só ogiva de menores dimensões e 4800km na sua carga máxima.

O Jericho-III é considerado um míssil balístico intercontinental e tem por isso capacidade para atingir pontos a grandes distâncias. Ele pode atingir qualquer ponto do continente Europeu, o sudoeste asiático, toda a China, toda a África e até cidades como o Rio de Janeiro.

Shavit
Há várias fontes que entram em conflito sobre a origem do Jericho-III e ele é normalmente associado ao veículo de colocação de satélites em órbita conhecido como Shavit.

Há afirmações de que o Jericho-III é uma espécie de militarização do Shavit, com a colocação de ogivas no lugar de um satélite, mas também há afirmações em sentido contrário, o que implica que o Jericho III seria na realidade mais antigo.

As dúvidas são uma das armas que Israel utiliza para confundir os seus potenciais adversários, pelo que os dados não são na realidade fiáveis.
O alcance do míssil Jericho-III baseia-se em extrapolações e cálculos todos eles falíveis. Aceita-se normalmente que Israel conseguiu desenvolver a capacidade para colocar ogivas múltiplas em seus mísseis e que por isso o Jericho-III tem essa capacidade.

Extrapolando o alcance máximo do sistema Shavit (que tem capacidade para colocar satélites na orbitra terrestre), isto implicará que com apenas uma ogiva mais pequena o míssil terá capacidade intercontinental. Já para trasportar uma ogiva nuclear de maior capacidade, como a que terá sido desenvolvida para os mísseis nucleares mais antigos, o alcance máximo do sistema ficará por 4500km.


[1] - Tendo por base um desenvolvimento de capacidades equivalente ao desenvolvimento das ogivas nucleares francesas.

Informação genérica:
Os mísseis do tipo Jericho, são mísseis balisticos cujo desenvolvimento começou em Israel nos anos 60.
Eles podem ser utilizados como veículos para transportar as armas nucleares que normalmente se aceita que Israel possua, ainda que não reconheça oficialmente a sua existência.

Numa situação em que a própria existência da arma é negada, é impossível ter dados precisos, por isso consideramos apenas possibilidades académicas, para estimar as capacidades dos sistemas Jericho.
Tais possibilidades baseiam-se na capacidade tecnologica reconhecida às industrias de Israel, à ligação entre as industrias francesas e as daquele país do médio oriente.

Tal possibilidade permite deduzir que o desenvolvimento dos sistemas nucleares de Israel, quer a construção de ogivas nucleares quer a sua miniaturização, poderão ter ocorrido de forma paralela à dos sistemas franceses, com alguns anos de separação.

As dimensões conhecidas dos sistemas Jericho, apontam sempre para um míssil com um corpo relativamente pequeno, ainda que bastante longo. Isto reduz naturalmente as capacidades no que respeita à utilização de múltiplas ogivas.

Entretanto foi desenvolvido pela IAE (Israel Aerospace) um sistema lançador de satélites, conhecido como «Shavit» que é alegadamente derivado do Jericho-II, utilizando no entanto três estágios em vez de dois.

Especula-se que o Jericho-III é por sua vez um derivado do «Shavit». Este último sistema parece ter capacidade para o transporte de ogivas múltiplas e que terá ficado operacional a partir de 2008.

O desenvolvimento dos sistemas israelitas, está envolvido em variadas teorias da conspiração, que são resultado do extremo secretismo do projecto.
É normalmente aceite que Israel conseguiu o apoio da França para o desenvoilvimento das suas instalações nucleares e da sua capacidade para produzir Urânio para utilização militar.

Também é aceite que o desenvolvimento dos primeiros mísseis de Israel também contou com a cooperação francesa.
Mas várias teorias apontam para uma diferença entre o sistema Jericho-III e os anteriores sistemas Jericho-I e Jericho-II.
A explicação é normalmente apontada como sendo resultado da obtenção de informações tecnologicas secretas nos Estados Unidos.

Essa tecnologia teria sido experimentada numa versão modificada do Jericho-II e definitivamente aplicada no sistema Jericho-III. Os principais desenvolvimentos de Israel estariam concentrados no desenvolvimento da capacidade de construir mísseis com múltiplas ogivas.

   
---