Mísseis do mesmo tipo:
Prithvi-I / SS-150
Míssil balistico médio / longo alcance
Prithvi-II / SS-250
Míssil balistico médio / longo alcance

Prithvi-II / SS-250
Míssil balistico médio / longo alcance


Fabricante: DRDO
Função principal: Ataque ao solo
Alcance: 250km
Precisão: 25m
Velocidade: Variável / discutido
Tipo de ogiva : Nuclear
Potência = 15kt
Peso da ogiva : 500Kg.
Peso total: 4000KgComprimento: 8.6 M.
Diâmetro: 1100mmSistema orientação: Inercial

 


O míssil Prithvi-II foi concebido para utilização pela força aérea da União Indiana. A principal diferença relativamente ao sistema anterior parece ser o alcance, que no Prithvi-I é de apenas 150km.

O Prithvi-II deveria ser operado pela força aérea, mas o lançamento pela força aérea não implica que o míssil seja lançado de aeronaves. Na verdade ele é utilizado basicamente da mesma forma e a força aérea indiana parece ter utilizado o míssil apenas para se familiarizar com ele.

Aparentemente o míssil Prithvi-II subsittuiu completamente o Prithvi-I na linha de produção na cidade de Hyderabad [1], tendo alegadamente sido também entregue às unidades do exército.

Por esta razão nem sequer é conhecido exactamente o numero de mísseis que foram construidos nas versãos I e II, embora se estime que entre 40 a 50% dos Prithvi em operação sejam da versão II.

Em 2001 foram efectuados vários testes com este tipo de míssil .


míssil nuclear táctico
O Prithvi-II tem maior alcance que o sistema anterior, mas a sua capacidade de carga é de apenas 500kg.
Esta capacidade é suficiente para o transformar numa arma nuclear táctica, pois ele pode ser equipado com uma ogiva nuclear de 15kt.

Mais recentemente a imprensa indiana anunciou que foram efectuados tstes com um Prithvi-II com um alcance de 350km. Estas informações não foram confirmadas por qualquer autoridade militar.

[1] - O míssil foi concebido pelo conglomerado estatal DRDO, mas é fabricado pela empresa BDL (Bharat Dynamics Ltd.)

Informação genérica:
Os mísseis Prithvi, foram os primeiros mísseis balísticos construidos na India.

O primeiro dos mísseis deste tipo, o Prithvi-I foi apenas um míssil balístico de curto/médio alcance, mas sem qualquer ogiva nuclear.

Existem várias versões do míssil, consoante o ramo das forças armadas indianas que o utiliza.
A versão mais comum é a utilizada pelo exército, e que tem um alcance de cerca de 150km podendo transportar uma ogiva de 1,000kg de explosivo.

Outra derivação do míssil é o Prithvi-II com um alcance estimado em 250km, que ao contrário do anterior, foi especialmente desenhado para ser operado pela força aérea indiana.

Os Prithvi, que são na sua esmagadora maioria operados pelo exército indiano, são transportados em viaturas 4x4 Tatra, fabricadas na India.

Os primeiros 20 mísseis foram entregues ao exército indiano em 1995. O exército indiano dispunha no ano 2000 de um grupos (batalhão) de lançamento de mísseis e os planos apontam para a formação de um total de três grupos e cada grupo disporá de 12 veículos de lançamento, cada um deles com um míssil Prithvi-I ou Prithvi-II.


Além dos mísseis Prithvi-I e Prithvi-II, foi concebida uma versão destinada a utilização pela marinha, e que pode ser lançado a partir de navios, que foi baptizada «Dhanush».
O míssil Dhanush, é uma versão do míssil balístico Prithvi-II adaptada para lançamento a partir de plataformas navais.
Os testes desta versão tiveram inicio em Abril do ano 2000 a partir de um navio de patrulha oceânica da marinha da India.

Capacidade nuclear
O míssil Pritvhi-II tendo menos capacidade de transporte de carga útil (tem maior quantidade de combustível e por isso maior alcance) pode mesmo assim transportar uma carga nuclear.
Calcula-se que a India desenvolveu uma ogiva nuclear com uma capacidade de aproximadamente 15 kilotoneladas que equipa este míssil.
Este tipo de potência é normal para um míssil táctico, já que ele se destina a atingir alvos a distâncias relativamente curtas.

Problemas
Entre os problemas que são apontados ao sistema está o facto de ele utilizar combustível liquido. A utilização de combustível líquido apresenta-se como um problema, pois o míssil não pode ser lançado sem que antes se transfira o combustível, o que implica que tenha que decorrer cerca de uma hora entre a ordem de disparo e o disparo propriamente dito.

   
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