Mísseis do mesmo tipo:
V-1
Míssil de cruzeiro
V-2
Míssil balistico médio / longo alcance

Dados sobre países utilizadores:

V-1
Míssil de cruzeiro


Fabricante: Fiesler
Função principal: Ataque ao solo
Alcance: 240km
Precisão: 500m
Velocidade: 640km/h
Tipo de ogiva : Alto Explosivo / pre fragmentadaPeso da ogiva : 830Kg.
Peso total: 2180KgComprimento: 8.32 M.
Diâmetro: 838mmSistema orientação: Inercial

 


O V-1, conhecido normalmente como «bomba voadora» foi o primeiro míssil de cruzeiro operacional da História.

A bomba voadora V-1 foi um projecto apadrinhado pela Luftwaffe, a força aérea alemã. Ao contrário do modelo A-4 (mais tarde conhecido como V-2) do exército, tratava-se de um projecto menos ambicioso, que na prática era um pequeno avião ao qual fora adaptado um motor a jacto de pequenas dimensões. O projecto foi incialmente conhecido como FZG-76 (Flakzielgerat 76).

O sistema foi desenhado para custar pouco, e para ser fácil de fabricar, permitindo que fosse montado por qualquer fábrica de aeronaves ou de automóveis.

Por ser relativamente simples, a V-1 precisava de um sistema auxiliar de lançamento, pelo que tinha que ser lançada a partir de catapultas (um sistema idêntico às catapultas instaladas em porta-aviões).


A primeira bomba V-1 atingiu Londres em 13 de Junho de 1944, e a maioria delas foi lançada a partir de plataformas fixas.
No entanto, logo que os aliados capturaram os pontos onde se concentravam os lançadores, os alemães recorreram aos aviões da Luftwaffe, tendo adaptado a V-1 para poder ser lançada a partir de bomabardeiros Heinkel He-111/H-22. Os bomabardeiros lançaram um total de 1,176 bombas voadoras V-1 desta forma.


Foram lançadas mais de 8,000 bombas voadoras V-1 sobre alvos na Grã Bretanha e na Europa continental depois do desembarque na Normandia.


Asas corta-cabos
Entre as características inovadoras das V-1, estava a utilização de asas reforçadas e construidas de forma a cortar os cabos dos balões da defesa anti-aérea britânica.
Na verdade esse recurso terá sido útil muito poucas vezes, já que a velocidade da bomba voadora permitia a sua intercepção.

Custos

O programa de construção das bombas V-1 tinha como objectivo conseguir construir uma arma barata e eficaz e nesse aspecto a Luftwaffe com a V-1, conseguiu ser mais eficaz que a Wermacht com a V-2.

O custo de cada V-1 está estimado em aproximadamente 3,500 Reichmark. Ou seja, uma bomba V-2 tinha o mesmo custo de 21 bombas V-1.
A destruição de edificios, nomeadamente na região de Londres causada pelos bombardeamentos com bombas V-1 foi quase tão significativa quanto a destruição causada pelos raids alemães em 1940.



Informação genérica:
Os cientistas alemães tinham começado a desenvolver o seu interesse pelos foguetes ainda em meados dos anos 20 e o inicio desse desenvolvimento nada teve que ver com a asceção do nazismo vários anos mais tarde.

O primeiro lançamento de um foguete com combustível sólido equipado com um sistema de navegação ocorreu em 1931.
Curiosamente, quando os nazis chegaram ao poder na Alemanha, o desenvolvimento destes sistemas foi afectado, porque Hitler não gostava do relacionamento que os cientistas alemães tinham com a comunidade cientista internacional.

A Wermacht
No entanto, com os recursos que passou a ter disponíveis o exército alemão decidiu patrocinar o desenvolvimento de armas de artilharia a foguete, com o objectivo de ganhar capacidade para efectuar ataques a longa distância.
Os mísseis alemães de médio alcance eram portanto uma arma do exército e dentro do exército eram controlados pela arma de artilharia.
Por esta razão, a Wermacht financiou o desenvolvimento das armas, mesmo quando os primeiros testes de demonstração resultaram em fracassos.

A Luftwaffe. A força aérea alemã, também também desenvolveu um sistema adequado para atacar a Grã Bretanha. Inicialmente conhecido como FZG-76 e mais tarde como bomba voadora V-1

A V-1 foi aliás o primeiro sistema a ter sido declarado operacional. Tratava-se de um míssil de cruzeiro com sistema de orientação inercial, destinado a atacar a Grã Bretanha a partir de bases na Europa ocupada.

Outro sistema foi produzido, a bomba voadora V-2, que na prática foi o primeiro míssil balístico da História. Ele também foi resultado das especificações do exército alemão para bombardeamento a longa distância.


Quer a V-1 quer a V-2 foram consideradas pelos alemaes como «armas de retaliação», no entanto, a quantidade de armas produzidas foi demasiado pequena e o seu real impacto na guerra foi praticamnete nulo.


Vergeltungswaffen
O avanço dos cientistas alemães no campo dos foguetes, levou a que os sistemas desenhados por eles, caíssem no âmbito das armas de retaliação, uma expressão da propaganda Nazi, utilizada para designar o desenvolvimento de armamentos tão modernos que pudessem desequilibrar os pratos da balança, que depois de 1942, começavam a pender para o lado dos aliados e dos soviéticos.
As «Vergeltungswaffen» constituiram-se em mais um enorme sorvedouro de recursos para o II reich alemão, e em vez de ajudarem numa eventual vitória acabaram facilitando a derrota da Alemanha.


Além do míssil balístico V2, ou A4, na sua designação de fábrica, outros projetos foram sendo desenvolvidos. O estudo de mísseis com mais um estágio já estava avançado e foram feitos estudos para aumentar o alcance do A4 (V2) acrescentando-lhe asas. Este projeto foi nomeado A4b e mais tarde A9.

Foi igualmente desenvolvido o super-foguete de impulso A10 que seria utilizado para transportar um A4b. Este projeto destinava-se a desenvolver um sistema capaz de atingir a América. O projeto começou ainda em 1940, tendo sido adiado e retomado apenas no final de 1944. O projeto não passou do papel.

   
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