Mísseis do mesmo tipo:
No Dong B / Musudan
Míssil balistico médio / longo alcance
SS-N- 6 «Serb» / R27
Míssil balistico intercontinental
SS-N- 8 «Sawfly» / R-29U Mod.2
Míssil balistico intercontinental
SS-N-18 «Stingray» / RM50 «Volna» Mod.3
Míssil balistico intercontinental
SS-N-20 «Sturgeon» / 3M20
Míssil balistico intercontinental
SS-N-23 «Skiff» / RSM-54 / «Sineva»
Míssil balistico intercontinental

No Dong B / Musudan
Míssil balistico médio / longo alcance


Fabricante: North Korean State Industries
Função principal: Arma estratégica
Alcance: 3000km
Precisão: 1300m
Velocidade: Variável / discutido
Tipo de ogiva : Alto Explosivo / pre fragmentadaPeso da ogiva : 950Kg.
Peso total: 20654KgComprimento: 12 M.
Diâmetro: 1500mmSistema orientação: Inercial

 


O míssil «No-Dong B» é diferente de grande parte dos mísseis de médio e longo alcance da Coreia do Norte, na medida em que o seu desenvolvimento resulta directamente de uma adaptação do míssil soviético R-27. Trata-se de um míssil de médio alcance de combustível líquido.

Embora o SS-N-6/R-27 seja um míssil desenvolvido para disparo a partir de submarinos, a Coreia do Norte terá contactado o gabinete de desenvolvimento Makeyev, para que considerasse a possibilidade de desenvolver uma adaptação do sistema baseado no míssil SS-N-6 «Serb». Há que referir que mesmo a designação é contestada, pois o governo da Coreia do Sul tem designado estes mísseis (e sistema de lançamento) como No-Dong-B, mas ele também parece ser designado como Ro-Dong-B ou BM-25 «Musudan».

O projecto norte coreano previa que em vez de lançar o míssil a partir de submarinos, seriam utilizadas plataformas móveis, como já acontecia com outros sistemas de mísseis, recorrendo a sistenas 12x12 fabricados pela MAZ na Bielorússia.
As novas tecnologias disponíveis a partir de meados dos anos 90, permitiram aumentar a capacidade do No-Dong B, quando em comparação com o sistema de que deriva.

Por ser baseado num sistema com capacidade para transportar ogivas nucleares, o desenvolvimento deste míssil tem sido acompanhado com especial atenção. O problema para os norte-coreanos no entanto, parece estar relacionado com o problema da redução das dimensões dos engenhos nucleares que possuem [1].

Sistema de lançamento
Ainda que se tenham publicado comentários sobre a possibiliadade de a Coreia do Norte poder ter operado estes sistemas a partir de submarinos, tal possibilidade é extremamente remota, já que o país não possui submarinos com capacidade para o transportar.

No entanto, especula-se sobre a possibilidade de os norte-coreanos terem desenvolvido uma ideia soviética dos anos 70, que consistia na colocação de baterias de mísseis transportados em contentores dissimulados em navios de carga.

Também não existe qualquer certeza quanto à quantidade de sistemas deste tipo que poderão estar disponíveis. Os numeros vão desde seis até duzentos.




Há especulações sobre a possibilidade de a Coreia do Norte ter conseguido obter mísseis R-27 soviéticos, equipados com as suas respectivas ogivas. Entre 1992 e 1994 o controlo sobre a frota de submarinos soviética no extremo oriente era deficiente e as máfias russas poderiam ter vendido alguns sistemas.
No entanto essa possibilidade tem sido considerada improvável. Grande parte dos mísseis R-27 russos foram destruidos com o recurso a financiamento por parte dos Estados Unidos, durante a década de 90.

[1] - A Coreia do Norte, procedeu até ao momento a testes nucleares com engenhos com uma capacidade relativamente limitada.
A estimativa mais detalhada sobre a dimensão dos dois testes norte-coreanos realizados (2006 e 2009) e que recorreram aos dados de 23 estações sísmicas, estima que a explosão de 2006 tinha uma potência de 0,8kt enquanto que o de 2009 tinha uma potência estimada em 2,4kt.
No entanto, vários institutos e organismos fizeram as suas estimativas com base em diferentes métodos, atingindo valores de até 8kt para a explosão de 2009. A bomba de Hiroxima teve uma potência de até 18kt.

As dúvidas aumentam ainda mais quando uma análise radiometrica demonstrou indicios de que a segunda explosão teria sido menos potente que a primeira. Isto poderia indicar uma tentativa de mascarar a verdadeira potência da explosão, fazendo detonar explosivos convencionais ao mesmo tempo que foi detonado o engenho nuclear.
Os No-Dong B, foram vistos na parada militar de Outubro de 2010 em Pyongiang.

Em Abril de 2013, foi noticiado que sistemas deste tipo teriam sido transferidos para a costa leste da Coreia do Norte, durante o periodo de tensão que se viveu entre as duas Coreias.

Informação genérica:
Desde que começaram a ser introduzidos os mísseis balísticos nos arsenais dos Estados Unidos e da União Soviética, que a instalação desses sistemas a bordo de submarinos se tornou uma necessidade.

Do lado soviético, foi desenvolvida uma família de sistemas de mísseis balísticos lançados a partir de submarinos, que evoluiu à medida que evoluiam os sistemas lançadores. Os mísseis deste tipo produzidos pela União Soviética dividem-se da seguinte forma:

Mísseis de dois estágios e combustível sólido

SS-N-8 - Primeira linha de mísseis soviéticos
SS-N-18 - Uma modificação ou modernização do SS-N-8
SS-N-20 - Aumento da capacidade dos SS-N-18 para 10 ogivas

Mísseis de três estágios e combustível líquido

SS-N-23 - Nova família de mísseis que reduziu o numero de ogivas para quatro e passou a utilizar combustível líquido.

SS-NX-28 - Projecto de míssil balístico destinado a substituir o SS-N-20, abandonado após falha catastrófica.

SS-NX-30 «Bulava» - Versão do míssil Topol em desenvolvimento, que dispões de seis ogivas (algumas fontes afirmam serem até 10)



No-Dong B
A Coreia do Norte desenvolveu a partir de 1995 o que parece ser uma versão derivada e melhorada do míssil balístico R-27 (SS-N-6) soviético, conhecido como No-Dong B.
O sistema norte-coreano está instalado em viaturas sobre rodas.

   
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