Mísseis do mesmo tipo:
CSS-5 / DF-21
Míssil balistico médio / longo alcance
CSS-N-3 / JL-1
Míssil balistico médio / longo alcance
DF-21D
Míssil balistico médio / longo alcance

DF-21D
Míssil balistico médio / longo alcance


Fabricante: Chinese State Factories
Função principal: Arma estratégica
Alcance: 2500km
Precisão: 50m
Velocidade: 8000km/h
Tipo de ogiva : APFSDS - PerfurantePeso da ogiva : 600Kg.
Peso total: 15200KgComprimento: 12.3 M.
Diâmetro: 1400mmSistema orientação: Inercial/GPS e designador activo na fase final

 


Míssil balístico anti-navio



A existência do míssil DF-21D e as suas características e objectivos estão envolvidos em dúvida e polémica. Alegadamente trata-se de um sistema balístico com capacidade para atingir navios de grandes dimensões.
Esta foi a afirmação feita pela imprensa chinesa durante a parada militar ocorrida na capital da China em 2009. No entanto, não foram dadas explicações adicionais sobre as características e potêncialiddes deste sistema de mísseis.

Ao contrário dos sistemas DF-21 e DF-21A, que são transportados recorrendo a tractores com reboque, o DF-21D utiliza um novo veículo de transporte modelo WS-2500 com dez rodas motrizes derivado (copiado) dos sistemas MZKT fabricados na Bielorússia como o MAZ-543.
Acredita-se que o DF-21D tem características idênticas ao DF-21A (maiores dimensões), que terá sido desenvolvido para permitir a utilização de ogivas convencionais.

As características do sistema permitem, segundo foi anunciado pelos chineses, atingir porta-aviões a distâncias de mais de 1000km de distância da costa, evitando assim que as aeronaves de combate se aproximem. Sabe-se que desde 2001 a revista Jane's anunciou que a China testou um sistema DF-21 com capacidade para iludir sistemas anti-missil.

Como funciona ?

Aparentemente, o míssil DF-21D é disparado a partir de posições em terra, para uma área onde é suposto estar uma força inimiga, onde se encontra um porta-aviões.
O míssil atinge uma velocidade entre Mach 6 e Mach 8.
Chega a uma altitude máxima de 30,000m e descreve uma trajectória eliptica relativamente baixa.

O sistema disporá de capacidade para utilizar o sistema GPS para corrigir a rota na fase final do voo.
Terá também capacidade para receber informações de estações de radar e de aeronaves de fivilânbcia não tripuladas, cujos dados serão conjugados de forma a enviar ao míssil informação precisa sobre a localização final do alvo.

Nessa altura ele utiliza um sistema de designação de alvos que compara as silhuetas dos provaveis alvos na memória, com a imagem dos seus sensores, podendo distinguir identificar um porta-aviões de outros navios.

Cada míssil poderá transportar várias ogivas, cada uma delas com capacidade para corrigir a rota e atingir um alvo com uma precisão de 50m.
No entanto o DF-21D não possui ogivas nucleares. Cada ogiva terá um peso de até 150kg e uma carga perfurante.

Viabilidade

A viabilidade deste sistema tem sido discutida e aparentemente existem várias razões que apontam para a possibilidade de o míssil DF-21D ser basicamente uma afirmação política e não uma arma.

Existem vários factores que permitem por em causa a eficiência de um sistema deste tipo. A primeira das quais está relacionada com o facto de os chineses alegarem que 500km antes de chegar ao alvo, o míssil activa os seus próprios sensores pare perscrutar o campo de batalha.
Sabe-se que os sistemas de radar mais poderosos instalados em navios, têm um alcance inferior e precisam de grandes quantidades de energia, que pura e simplesmente não pode ser armazenada num míssil. Logo, a precisão dos dados recolhidos seria sempre mínima.
A somar a isto, os sensores dentro do próprio míssil encontram-se a 30km de altitude e viajam a uma velocidade que se estima entre 6,000 e 8,000km/h. Os técnicos duvidam que sistemas de sensores necessariamente pouco potentes, que viajam a tão alta velocidade, possam de forma eficiente conseguir obter uma imagem geral e utilizável.

A utilização de aeronaves não tripuladas que pairam sobre o mar durante horas também faz sentido, mas é duvidoso que um grupo de defesa aérea de um porta-aviões norte-americano não possa rapidamente destruir esta possível ameaça.

A alta velocidade também é um problema, pois quanto mais veloz é um sistema, maior será a possibilidade de erro. Muitos mísseis balísticos têm aumentado a sua precisão, essencialmente porque os veículos de reentrada conseguem fazer pequenas alterações à rota, partindo do principio de que o alvo está parado.
Mas com um porta-aviões, embora seja lento, pode movimentar-se a uma velocidade de 16 metros por segundo. Em apenas 3 segundos, ele percorre uma distância igual à precisão anunciada para o sistema DF-21D.

Arma política.

O conceito apresentado, aparenta ser pouco mais que isso. Neste caso a arma destina-se não a destruir porta-aviões (o que aparenta ser difícil senão impossível com as actuais tecnologias), mas sim a enviar uma mensagem aos Estados Unidos, afirmando a intenção chinesa de chegar ao ponto de destruir os navios norte-americanos no estreito de Taiwan.


Origens históricas deste sistema

O sistema DF-21D teve aparentemente as suas origens durante a crise de 1996 no estreito de Taiwan.
Em data próxima à realização de eleições em Taiwan, o governo comunista de Pequim iniciou uma série de testes de mísseis nas proximidades da ilha, com o intuito de intimidar o eleitorado e impedir a vitória eleitoral de candidatos favoráveis à declaração unilateral da independência [1].

A tensão entre a China Popular comunista e a República da China (Taiwan) levou a administração Clinton a efectuar a maior demonstração de poder naval americano desde a guerra do Vietname enviando para o estreito de Taiwan navios da 7ª e chamando o porta-aviões nuclear Nimitz, que se transformou no primeiro porta-aviões americano a atravessar o estreito de Taiwan em 20 anos.

Na altura, os militares chineses concluiram que mesmo que quisessem efectuar qualquer tipo de operação, estariam sempre em desvantagem, pois estavam limitados a caças J-7 (MiG-21) e J-8 (versão chinesa do MiG-21 com dois motores) completamente ultrapassados. Em 1996, os únicos caças relativamente modernos disponíveis na China eram 24 aeronaves Sukhoi Su-27, ou seja, menos de metade que o total de aeronaves F-24 e F/A-18 que os norte-americanos tinham no estreito de Taiwan.

Caso ocorresse um conflito a marinha costeira chinesa estava impossibilitada de sair dos seus portos e podia ser atacada com mísseis de cruzeiro, não tendo nenhum meio para responder à altura contra a frota americana.
Básicamente os chineses concluíram que não possuíam uma força de defesa costeira capaz de enfrentar os Estados Unidos.
Os chineses consideraram que mísseis de cruzeiro não seriam eficientes contra os sistemas anti-míssil entretanto desenvolvidos pelos norte-americanos. A única solução disponível, era a de atacar uma esquadra com mísseis balísticos.


[1] - Taiwan, continua até ao momento (2010) a considerar que existe apenas uma China. Taiwan considera que o governo de Pequim é ilegítimo e que o verdadeiro governo da República da China está em Taipé. Já a China Comunista, considera que o governo de Taipé é um governo rebelde.
Uma declaração de independência por parte do governo de Taipé, implicará que de facto existem dois países e não apenas um. A China ameaçou que caso isso aconteça declarará guerra a Taiwan e invadirá o país.

Informação genérica:
Família de mísseis balísticos de médio alcance de origem chinesa. Trata-se de um sistema com dois estágios e é um desenvolvimento do míssil CSS-3. Porém, ao contrario daquele, o CSS-5 utiliza combustível sólido.

O seu desenvolvimento começou ainda nos anos 60

O CSS-5 ou DF-21 na terminologia chinesa, foi o primeiro míssil balístico chinês, que utiliza plataformas móveis.

Embora ele possa ser considerado uma arma táctica, tem também uma função como arma estratégica, pois a maioria destes mísseis está apontada a alvos na India, país vizinho da China e com o qual existem discordâncias territoriais.

Além da India, estes mísseis têm alcance para atingir bases norte-americanas no Pacífico, nomeadamente no Japão.

Os sistemas de mísseis DF-21 e JL-1 (CSS-5 e CSS-N-3 na designação NATO) foram modernizados, aumentando-se o alcance operacional.


Carrier Killer
A última versão deste sistema é conhecida como DF-21D.
Trata-se alegadamente do primeiro míssil balístico desenhado para atingir navios e foi designado como «carrier killer».
As alegações chinesas têm sido no entanto disputadas, pois é pouco provavel que este tipo de sistema, considerando as capacidades conhecidas dos sistemas chineses possam de forma efectiva evitar os sistemas anti-míssil norte-americanos.

   
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