Mísseis do mesmo tipo:
Agni-1
Míssil balístico de curto / médio alcance
Agni-2
Míssil balistico médio / longo alcance
Agni-3
Míssil balistico médio / longo alcance
Agni-5
Míssil balistico médio / longo alcance

Agni-5
Míssil balistico médio / longo alcance


Fabricante: DRDO
Função principal: Arma estratégica
Alcance: 5000km
Precisão: 50m
Velocidade: 18000km/h
Tipo de ogiva : Nuclear com multiplas ogivas
Potência = 1500kt
Peso da ogiva : 1500Kg.
Peso total: 0KgComprimento: 17.5 M.
Diâmetro: 2000mmSistema orientação: Inercial

 


Tendo em consideração o seu principal provavel opositor, a China, a India sempre pretendeu desenvolver uyma capacidade nuclear própria que permitisse a sua utilização como arma dissuasora.

O Agni-5, lançado em 2012 constitui a mais forte afirmação dessa capacidade dissuasora da India relativamente à China.

Com um alcance máximo estimado em 5,000km o Agni-5 pode atingir qualquer cidade chinesa mesmo sendo lançado de alguma remota região central do sub continente indiano.

O primeiro lançamento com sucesso foi efectuado no dia 19 de Abril de 2012 e segundo fontes militares o míssil atingiu uma altitude de 600km.
O míssil deve ficar operacional entre a segunda metade de 2014 e a primeira metade de 2015. Para que o sistema seja declarado operacional, é necessário que decorram mais quatro testes.

Míssil Balístico de Longo Alcance
Ainda que todo o território chinês esteja dentro do alcance do Agni-5, o míssil ainda não ultrapassa o alcance de 5,500km, vulgarmente considerado o patamar a partir do qual um míssil de longo alcance passa a ser considerado um míssil balístico intercontinental.

O Angni-5 é lançado a partir de um veículo próprio, construido para a função. No entanto os testes são feitos em plataformas fixas.
3 de cada cinco componentes do Agni-5 são iguais às utilizadas no sistema Agni-3.

Ogivas múltiplas

Embora o Agni-5 neste momento apenas disponha de capacidade para transportar uma simples ogiva nuclear de grandes dimensões, está em estudo um sistema d eogivas múltiplas que permitirá colocar de três até dez ogivas no míssil.

Informação genérica:
Os precurssores ds mísseis da família «Agni», (Agni significa fogo) começaram a ser desenvolvidos na Índia durante os anos 80. O desenvolvimento inicial foi feito a partir do míssil norte-americano SCOUT, que foi desenvolvido desde finais dos anos 50 até aos anos 60. Desse projeto resultou o primeiro modelo de míssil conhecido como SLV-3 , que foi utilizado pela Índia para o lançamento de satélites.

O desenvolvimento de sistemas de mísseis de médio alcance por parte da China, parece ter sido o principal factor que levou ao desenvolvimento dos mísseis estratégicos Agni.
A Índia dispõe de capacidade nuclear desde os anos 70, quando a 18 de Maio de 1974 foi efectuado o primeiro teste nuclear por aquele país.

No entanto, a capacidade de utilizar armas nucleares dependia da utilização de aeronaves de bombardeamento.
Os potênciais adversários da Índia, especialmente o Paquistão e a China modernizaram as suas forças aéreas com sistemas mais modernos e aeronaves de quarta geração, que transformaram os bombardeiros num meio ineficiente como veículo para os armamentos nucleares.

Além disso, o Paquistão desenvolveu também as suas capacidades nucleares e paralelamente a esse desenvolvimento iniciou os estudos para a criação dos meios necessários para transportar o armamento até ao alvo, com a colaboração da Coreia do Norte. Logo, a solução foi o desenvolvimento de mísseis balísticos que permitissem atingir os alvos, sem ter que recorrer a aeronaves para transportar as armas nucleares.

O desenvolvimento dos sistemas Agni (fogo) é assim o resultado natural da militarização de um programa que começou com objectivos civis (lançamento de satélites).

A família de mísseis tem três derivações:

O «Agni», foi desenvolvido a partir de uma anterior sistema conhecido como Prithvi e funcionava com recurso a um foguete de combustível líquido. Este sistema foi apenas um demonstrador de tecnologia e não chegou ao estágio de produção.

O Agni-1, é uma modernização e melhoramento do Agni original, com a introdução de um novo motor de combustível sólido. É um sistema de curto/médio alcance.

O Agni-2 é um modelo melhorado, com dois estagios e com um alcance superior ao Agni-1

O Agni-3 é maior e têm um alcance superior. Trata-se de um sistema de muito maiores dimensões que se espera possa ter um alcance de até 3500km

Em 2012 foi testado o sistema conhecido como Agni-5. (não existirá um Agni-4) que tem segundo fontes indianas, capacidade para atingir alvos a distâncias superiores a 3500km, transformando-se no primeiro míssil intercontinental da Índia.
O alcance máximo do sistema será de 5,000km embora estes dados não possam ser confirmados.

   
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