Mísseis do mesmo tipo:
SA- 7 «Grail» / 9K32M Strela-2
Míssil antiaéreo
SA-18 «Grouse» / 9M39 Igla
Míssil antiaéreo
SA-24 «Grinch» / 9K338 - Igla-S
Míssil antiaéreo

Dados sobre países utilizadores:

SA-18 «Grouse» / 9M39 Igla
Míssil antiaéreo


Fabricante: KB Machinostroyenia
Função principal: Defesa antiaérea próxima
Alcance: 5km Velocidade: 2000km/h
Tipo de ogiva : Alto Explosivo / pre fragmentadaPeso da ogiva : 2Kg.
Peso total: 11KgComprimento: 1.47 M.
Diâmetro: 70mmSistema orientação: Infravermelhos

 


O míssil 9K38 IGLA, que se chama SA-18 segundo a denominação NATO, foi introduzido ao serviço da União Soviética em 1983

Ele é uma versão muito mais avançada do SA-7 STRELA, que pode ser lançado em qualquer direcção (pode ser disparado contra uma aeronave que se aproxima, e não precisa esperar que passe), e que se dirige ao alvo detectando o calor na estrutura do avião e não somente no calor dos motores.

O peso do conjunto míssil + lançador é de 17,9 Kg

Informação genérica:
Os sistemas de mísseis portáteis antiaéreos de origem russa, começaram a ser estudados em 1959, mas apenas em 1968 eles foram introduzidos para utilização operacional.
Sabe-se hoje, que embora não tenha sido uma cópia directa, o «Strela» foi fortemente inspirado pelo sistema norte-americano Redeye, embora problemas em reproduzir o sistema de orientação e identificação de alvos, levasse a um atraso de 5 anos no desenvolvimentos.

O primeiro desses sistemas foi o 9K32M Strela-2, que recebeu a designação NATO SA-7 «Grail».[1]
O míssil tinha alguma capacidade para evitar contra-medidas como «flares» e outros sistemas de emissão de calor destinados a desvia-lo do alvo. O SA-7 continuou ao serviço durante os anos 70.
Em 1974 foi lançado o sistema 9K34, Strela-3 (o míssil foi designado 9M36).
A China produziu uma versão equivalente conhecida como HN-5

Posteriormente foi desenvolvida uma variante mais sofisticada que utilizou o míssil 9K34 que ficou conhecido como Strela-3 e que recebeu a designação NATO SA-14 «Gremlin». O míssil tinha um motor mais potente e era mais eficiente na detecção de alvos, podendo detectar o calor emitido mesmo pelos motores de aeronaves de asa fixa de pequenas dimensões ou helicópteros.




A partir de meados dos anos 70, foi iniciado o desenvolvimento de uma nova variante de mísseis anti-aéreos portáteis que seria conhecida como «Igla» ou agulha em russo.

Este míssil pretendia ser o equivalente soviético ao sistema Stinger norte-americano.

A família Igla foi inicialmente constituida pelo míssil 9K310 Igla-1, que recebeu a designação NATO de SA-16 «Gimlet».

Essa versão foi seguida pelo míssil 9M39, genericamente conhecido como Igla o qual recebeu a designação NATO SA-18 «Grouse» (O Igla, é posterior ao Igla-1)
Existe uma versão naval do Igla, conhecida como SA-N-10 ou Igla-M

Em 2008 foi lançada uma nova versão, com base no míssil 9M338, conhecido como Igla-S e que recebeu a designação NATO SA-24 «Grinch»





[1] - O Strela-1 recebeu a designação SA-9 e é um sistema de maiores dimensões.

   
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