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Portugal
Submarino de ataque (SSK) classe
Tridente
(tipo U-214)

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 1700 Ton
Deslocamento máx. : 2020 Ton.
Tipo de propulsão: Gerador AIP - Celulas de combustível
Comprimento: 67.9 M - Largura: 6.3M
Calado: 6.6 M.
Profundidade: 400 M
Numero de tubos: 8
2 x Gerador AIP - Celulas de combustível Siemens Sinavy (BZM-120) (240KW)
2 x Motor a Diesel MTU 16V396 TB-94 (6.24MW)
1 x Motor eléctrico Siemens Permasyn (2.85MW)
Tripulação / Guarnição: 32 Autonomia: 20000Km a 12 nós - Nr. Eixos: 1 - Velocidade Máxima: 22 nós

Misseis
Sistema de lançamento U209214TT6 x Boeing Harpoon UGM 84 (Anti-navio)

Torpedos
- 12 x ALENIA-Marconi IF-21 Blackshark - sistema de lançamento: lançadores U209214TT

Radares
- Kelvin Hughes KH-1007 (F) (Navegação - Al.med: 37Km)

Outros sistemas electrónicos
- Atlas Elektronik GmbH ISUS 90 (Sistema de gestão de dados combate)


Forum de discussão

A classe «Tridente», é a versão para a marinha portuguesa do submarino alemão modelo U-214. Inicialmente conhecido como modelo U-209PN, este tipo de submarino, partilha todas as suas características com os submarinos do tipo U-214, pouco tendo a ver com a mais antiga série U-209. A razão da referência ao U-209PN é explicada na matéria sobre as diferenças entre U214/212/209.

Os U209PN, classe Tridente vão dispor da ultima geração de células de combustível para o sistema de propulsão independente e serão em teoria, os mais silenciosos submarinos convencionais do mundo, embora algumas dúvidas quanto a esse silêncio estejam ainda por esclarecer, resultado da até agora falhada entrega dos submarinos U-214 gregos.

O sistema de propulsão independente AIP da HDW por células de combustível, é por muitos considerado superior ao sistema AIP dos submarinos franceses SCORPENE que também foram analisados pela marinha portuguesa. Estes últimos utilizavam um sistema de propulsão AIP de turbina a vapor em circuito fechado, que é mais ruidoso, mais pesado (implicando maiores dimensões) e menos flexível. Quando forem entregues, os dois submarinos da classe Tridente, serão os mais modernos e sofisticados submarinos convencionais europeus.

O projecto do Tridente / U-214 resulta da fusão das características oceânicas dos U-209 mais antigos, com um casco mais resistente com as caracteristicas hidrodinamicas, sistemas mais modernos de propulsão e electrónica derivados do modelo de submarino alemão U-212.

Por sua vez, o U-212, de que deriva o U-214 no que respeita a sistemas, linhas exteriores e electrónica, foi desenhado para a marinha alemã, que opera essencialmente no mar do norte e no mar báltico, por isso, não tem nem a mesma autonomia, nem a mesma capacidade de mergulho, nem pode disparar mísseis dos seus tubos.

Os Tridente / U-214 serão os primeiros submarinos de origem alemã na marinha portuguesa, por onde já passaram submarinos Italianos, Ingleses e Franceses.

Do ponto de vista estratégico, o U-214 será uma considerável mais-valia na garantia de defesa das aguas portuguesas e na garantia igualmente importante do direito de ligação marítima entre o continente e os arquipélagos da Madeira e dos Açores. A existência destes submarinos, pode parecer insignificante. No entanto as suas características "Stealth" que o transformam numa arma quase virtualmente invisível, tornam-no numa arma a temer, por quem quer que seja, que durante o seu tempo de vida útil, possa negar a Portugal o seu direito de navegação nas águas do oceano Atlântico.


Notar que o U-214 é um submarino hibrido. Assim, a sua potência quando opera apenas com o auxilio do sistema AIP, lhe permite apenas a velocidade de 8 nós (reduzindo para 5 a 6 dias a autonomia) ou de 4 a 5 nós, o que permite ao navio navegar submerso durante muito mais tempo[1].
Ele pode no entanto utilizar a propulsão convencional, dispondo de um motor com uma potência de 5600cv.



[1] Os dados sobre a autonomia de um submarino U214 ou U212 têm sido apresentados de varias formas, gerando alguma confusão. Com o sistema AIP o submarino pode ter uma capacidade para se mover debaixo de água que pode ir até 3 semanas. No caso dos U214 Sul Coreanos, chegam a ser apontados números superiores.

Um estimativa razoável aponta para 15 dias de operação submersa, sem que tenha que se atingir limites extremos. No entanto, é quase certo que esses valores podem ser superados, e serão superados no futuro à medida que novos desenvolvimentos tecnológicos foram sendo introduzidos.
Informação genérica:
Os navios do tipo U-214 são o resultado da fusão das características dos submarinos oceânicos U-209, com caracteristicas e desenvolvimentos que foram concluidos para os submarinos costeiros da classe U-212. Também contribuiram para a sua concepção os desenvolvimentos dos submarinos do tipo Dolphin construidos na Alemanha para a a marinha de Israel.

A influência do U-209 ainda se encontra no layout interno dos submarinos U-214, enquanto que o desenho hidrodinâmico, lembra em parte o Dolphin. Os mais recentes desenvolvimentos tecnológicos em termos de sistemas de propulsão (Propulsão Independente do Ar) foram por sua vez especialmente desenvolvidos para os submarinos U-212, embora o sistema de combate seja o ISUS-90 pois o MSI-90 (utilizado pelos U-212) não permite a operação conjunta de torpedos e mísseis.

A classe U-214 foi adquirida pela Grécia e pela Coreia do Sul. Portugal encomendou dois navios que pelas características apresentadas pela própria marinha de Portugal e pelo custo do programa são igualmente U-214, embora os portugueses tenham classificados os seus submarinos de U-209PN.

Mais recentemente o Brasil chegou a demonstrar interesse na aquisição de um submarino da classe U-214, No entanto, conforme as notícias vindas a público e notas divulgadas pela própria marinha brasileira, os U-214 brasileiros não teriam sistema de propulsão independente do ar.
A afirmação de responsáveis da marinha brasileira não foi entendida por vários especialistas na matéria, que afirmam que a construção de um submarino U-214 sem o sistema AIP - para o qual o submarino foi concebido - resultaria na necessidade de redesenhar todo o projecto do navio, tornando-o absurdamente caro.

Rumores recentes dão conta de que este tipo de submarinos terá apresentado problemas de desenvolvimento. Alegadamente problemas com a vibração do mastro do periscópio e uma inclinação considerada exagerada, estarão na origem da recusa da marinha grega em receber os submarinos.