Navios deste tipo:

Colossus
Porta aviões ligeiro
Arromanches
Porta aviões ligeiro
Minas Gerais
Porta aviões ligeiro
Vikrant
Porta aviões ligeiro
Veinticinco de Mayo
Porta aviões ligeiro

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Porta aviões ligeiro


Brasil
Porta aviões ligeiro classe
Minas Gerais
(tipo Colossus)

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 15890 Ton
Deslocamento máx. : 19890 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 211.8 M - Largura: 36.3M
Calado: 7.6 M.
4 x Caldeiras (oleo) Vosper Thornycroft ()
2 x Turbina a vapor Parsons (40000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1000 Autonomia: 19000Km a 14 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 24 nós

Canhões / armamento principal
10 x Bofors / BAE Systems 40mm /L70 Mod.1958 (1 x) (Calibre: 40mm/Alcance: 12Km)

Aeronaves embarcadas
- 6 x Northrop-Grumman/Westinghouse S-2 «Tracker»
- 4 x Sikorsky / United Technologies SH-3B Seaking


Forum de discussão

Lançado à água em 1945 como «HMS Vengeance», o porta-aviões Minas Gerais, foi adquirido à Grã Bretanha em 1957. Ele era um dos porta-aviões da classe Colossus.
Construido como porta-aviões ligeiro ele não dispunha de catapulta aquando da sua construção.

Depois de adquirido pelo Brasil, o Minas Gerais foi enviado para a Holanda onde foi submetido a uma grande reconversão. Aí, foi-lhe adicionado um convés de voo em angulo de 8.5 graus e uma catapulta a vapor para permitir o lançamento de aeronaves mais pesadas (até 13.640kg).

Embora fosse um navio convencional, ele foi utilizado pela marinha brasileira muito mais na função de arma anti-submarina, como base para aeronaves adaptadas para a luta anti-submarina.
O navio estava normalmente equipado com 6 a 8 aeronaves S-2E Tracker, 4 helicópteros SH-3D Seaking, dois Bell 206B, 2 SA.530 Esquilo.

O Minas Gerais serviu durante praticamente toda a sua vida operacional como navio anti-submarino, e não como porta-aviões convencional para utilização com aviões de ataque, ao contrário do que fez a vizinha Argentina com navios do mesmo tipo.

Entre 1976 e 1981 o navio foi mais uma vez objecto de uma modernização, desta vez para subsituir sistemas de comunicações que passou a permitir uma ligação entre o porta-aviões e as fragatas da classe Niterói, incorporadas à marinha brasileira nos anos 70.

Só no final dos anos 90, foram feitos testes com aeronaves Skyhawk, que chegaram a operar a partir do navio.
Mas a aquisição pelo Brasil do porta-aviões Foch (A-12 São Paulo), muito maior e melhor equipado, apressou a retirada do Minas Gerais.

Um grupo de entusiastas britânicos ainda tentou salvar o navio para o transformar num museu (tratava-se do último navio da classe Colossus ainda em funcionamento) mas não teve sucesso.
O Minas Gerais foi posteriormente vendido para sucata e desmanchado na Índia.


Informação genérica:
A classe de porta-aviões «Colossus» tem origem no plano de construções navais de tempo de guerra dos britânicos durante a II Guerra Mundial.
Foi a mais numerosa familia de porta-aviões da Grã Bretanha e foram construidas trezes unidades.

Trata-se de uma classe constituida por duas séries. A primeira, que é conhecida como Colossus é ligeiramente diferente com algumas alterações relativamente ao layout interno, mas basicamente trata-se do mesmo navio.
A segunda série é conhecida como Majestic.

São navios construidos com enfase no número e não nas características técnicas. Por isso a sua velocidade ficou limitada a menos de 25 nós, não existe praticamente proteção ou blindagem e o armamento defensivo foi reduzido ao mínimo.

Os navios da classe foram os seguintes:

Colossus

HMS Colossus [6]
HMS Glory
HMS Ocean
HMS Venerable [1]
HMS Vengeance [2]
HMS Theseus
HMS Triumph
HMCS Warrior [4]
HMS Perseus [5]
HMS Pioneer [5]

Majestic

HMS Hercules [3]
HMS Leviathan
HMCS Magnificent (HMCS)
HMS Majestic
HMS Powerfull
HMS Terrible


[1] - Transferido para a Holanda e posteriormente para a Argentina (Veinticinco de Mayo)
[2] - Emprestado à Austrália e transferido para o Brasil como Minas Gerais
[3] - Transferido para a Índia como Vikrant.
[4] - Transferido para a Argentina como Independencia.
[5] - Completados como navios de manutenção de aeronaves.
[6] - Transferido para a França como Arromanches