Navios deste tipo:

Galera «Trireme»
Navios da antiguidade
Galera «Quinquereme»
Navios da antiguidade
Galera bizantina «Dromon»
Navios da antiguidade
Galera turca «Kadirga»
Navios da renascença
Galera do Levante «Real»
Navios da renascença
Galera Veneziana
Navios da renascença
Galeaça Veneziana
Navios da renascença

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Navios da renascença

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Derrota da Armada Invencível



República de Veneza
Navios da renascença classe
Galeaça Veneziana
(tipo Galera mediterrânica)
Galera mediterrânica

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 450 Ton
Deslocamento máx. : 450 Ton.
Tipo de propulsão: Velas e remos
Comprimento: 47 M - Largura: 8M
Calado: 1.5 M.
Tripulação / Guarnição: 570 Autonomia: 2000Km a 2 nós - Nr. Eixos: 0 - Velocidade Máxima: 5 nós


Forum de discussão

A Galeaça veneziana, foi o resultado da combinação de grandes navios de transportes a remos, que entretanto tinham deixado de ser economicamente viáveis com o aparecimento de maiores navios à vela. O navio tem a sua origem no inicio do século XVI e exitiram desde 1530, planos tornados oficiais através de decreto, que determinavam a forma de construção destes navios e a constituição da sua tripulação. Com 25 remos de cada lado, sendo cada remo movido por cinco remadores, o navio tinha ainda 300 homens de guerra (infantaria), 70 marinheiros para as funções gerais de navegação além claro dos remadores, o que totalizava 620 homens no total.

A ideia, era a de construir um grande navio que tivesse a mobilidade dos remos, que lhe permitia mover-se mesmo sem vento. Ao mesmo tempo o navio poderia transportar maior numero de canhões, pois a reduzida capacidade de fogo era a principal desvantagem das grandes galeras quando os canhões passaram a ser a principal arma naval.

Assim, numa plataforma por cima dos remadores, estavam colocados seis canhões de cada lado que permitiam à galeaça disparar lateralmente, enquanto que as galeras normais só podiam utilizar os seus canhões de proa.
Adicionalmente, os venezianos colocaram nas suas galeaças uma torre de proa redonda, onde colocavam nove canhões que podiam disparar em qualquer direcção.

A Galeaça dispunha assim de 21 canhões de maior calibre contra apenas 3 dos navios turcos e a esses 21 canhões somavam-se mais 20 canhões de pequeno calibre, colocados em pequenos suportes, utilizados normalmente como arma anti-pessoal e não para destruir os navios inimigos.

Este tipo de navio foi utilizado na batalha de Lepanto e o seu poder de fogo e mobilidade fez com que fossem colocados na primeira linha da armada da «Santa Liga», tendo funcionado como uma especie de arma secreta de Veneza.

No entanto, embora poderoso, este tipo de navio não podia aproveitar a vantagem da sua mastreação latina, pelo que embora teoricamente pudesse navegar contra o vento, o facto de os remos estarem bastante baixos, fazia com que não pudesse aproveitar os ventos navegando «à bolina», o que implicaria uma grande inclinação do navio e inevitavelmente a entrada de grandes quantidades de água.

Não obstante, as galeaças continuaram a ser consideradas navios poderosos e valiosos nas linhas de batalha. Os reinos mediterrânicos da Coroa de Aragão, como a Catalunha e Nápoles copiaram este tipo de navio e outros países como a França, construiram posteriormente Galeaças mesmo até ao século XVIII, altura em que ainda havia galeaças no Mediterrâneo.


Informação genérica:
A galera é o mais comum e mais conhecido navio utilizado pelas potências mediterrânicas desde a antiguidade.
Praticamente todas as potências que controlaram toda ou parte da costa mediterrânica utilizaram este tipo de embarcação.

Pode-se mesmo afirmar que o primeiro navio deste tipo foi construido no antigo Egipto.

O que caracteriza a Galera, é a existência de remos, juntamente com um aparelho vélico, em muitos casos rudimentar, que se destinava a aproveitar os ventos dominantes no mar Mediterrâneo.
As caracteristiscas desse mar, impedem que se navegue numa direcção aproveitando o vento e que depois se faça uma viagem de volta.

Como os ventos mudam consoante as estações do ano e as viagens eram de curta duração, era necessário adaptar o navio a que pudesse movimentar-se mesmo com ventos contrários ou pura e simplesmente quando não havia ventos algum.

A utilização dos remadores, tinha no entanto os seus inconvenientes. Como era necessário alimentar um grande numero de homens, o navio tinha que transportar consigo consideráveis quantidades de água e comida. Por isso, a Galera não tinha uma grande autonomia, tendo que fazer viagens relativamente curtas, para o que era necessário e vantajoso dispor de entrepostos pelo Mediterrâneo.

Fenicios, Gregos, Cartagineses e Romanos estão entre os principais utilizadores deste tipo de embarcação, acrescentando-lhe sempre algumas características próprias.

Com a queda do império romano este tipo de embarcação passou a ser menos utilizado, e foi necessário esperar pelo fim da baixa idade média e pelo reatar das relações comerciais para que novamente se voltassem a ver embarcações com estas características em maiores quantidades.

Veneza, o Império Otomano e, os reinos Ibéricos e em menor quantidade os árabes, utilizaram este tipo de embarcação.
Segundo os registos, Portugal construiu duas Galeaças na Índia, mas a experiência não vingou nas águas daquela região e a sua utilidade era mínima em águas onde normalmente era possível navegar com o auxílio dos ventos dominantes.


   
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