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Canada
Couraçado «Super-Dreadnought»
Alm. Latorre
Couraçado «Super-Dreadnought»
Eagle
Porta aviões

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Couraçado «Super-Dreadnought»


Chile
Couraçado «Super-Dreadnought» classe
Alm. Latorre
(tipo Latorre)
Latorre

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 28956 Ton
Deslocamento máx. : 33020 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 201.5 M - Largura: 31.4M
Calado: 8.8 M.
21 x Caldeiras (carvão) GEC Yarrow ()
2 x Turbinas acopladas Parsons (37000)
Tripulação / Guarnição: 1500 Autonomia: 8000Km a 12 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 22.5 nós

Canhões / armamento principal
10 x Armstrong 356mm /45 Mk I Mod. 1910 (UK) (Calibre: 356mm/Alcance: 22.3Km)


Forum de discussão

Este navio foi encomendado pelo Chile durante a corrida ao armamento na segunda década do século XX na América do Sul, como resposta à construção da classe Minas Geraes pelo Brasil e Rivadavia pela Argentina

O Almirante Latorre, foi temporariamente adquirido pela Grã Bretanha quando começou a I guerra mundial e serviu aquele país durante o conflito.

O Latorre é uma versão um pouco maior dos couraçados da classe Iron Duke, passando o calibre de 343 para 356mm.

Em 1920, depois de ser completamente revisto foi entregue ao Chile por um preço correspondente a 40% do seu valor inicial.

Na corrida sul-americana às armas navais o Chile ficou com apenas um navio, no entanto o Latorre foi o mais poderoso dos couraçados sul-americanos, pois além de ser o melhor armado, o alcance e potência dos seus canhões e a sua velocidade - embora marginalmente superiores - davam-lhe a vantagem táctica.

Por ter sido revisto antes de ser entregue em 1920 estava também em melhor estado, que os seus congéneres do Brasil e da Argentina, embora tivesse participado na guerra. Em 1942 o governo norte-americano chegou a sondar o Chile para comprar o navio, depois do ataque japonês a Pearl Harbour.

Além da modernização e actualização de 1920, o Latorre também viu as suas caldeiras a carvão serem substituídas por caldeiras a óleo numa modernização ocorrida entre 1928 e 1931. A partir de 1931 e até 1935 o Latorre esteve na reserva por razões financeiras.

No entanto, embora com alguma vantagem táctica no teatro sul-americano o facto de ser apenas uma unidade, o peso dos anos e a sua velocidade reduzida, tornaram o navio numa arma obsoleta a seguir à segunda guerra mundial. No inicio dos anos 50, o Latorre sofria do problema de falta de peças, eram notados defeitos nas estruturas e os seus canhões tinham chegado ao fim da sua vida útil. O que os navios argentinos e brasileiros resolviam com a canibalização de uma de suas unidades, o Latorre não podia fazer por ser apenas um.

Em 1951 ocorre a bordo uma grave explosão, e a marinha chilena ainda considera a possibilidade de efectuar uma modernização do navio nos moldes daquela feita vinte anos antes em alguns navios da Royal Navy. Mas a era dos couraçados de grandes canhões tinha chegado ao fim.

A entrega ao Chile em 1951 de dois cruzadores americanos remanescentes da segunda guerra mundial, modernos e rápidos embora com armamento muito inferior, apressou o fim. O Almirante Latorre deixou de ser Navio Almirante em 1954, foi passado à reserva e vendido em 1958 para ser desmanchado num estaleiro japonês.

Parte das peças do Latorre acabaram por ser utilizadas na operação de restauro do couraçado pre-Dreadnought Mikasa, da marinha imperial do Japão, que estava a decorrer na altura.

Ainda que abatido, o Almirante Latorre, mantém até hoje o título de maior navio de guerra da América Latina.


Informação genérica:
Classe de navios construida na Grã Bretanha, mas inicialmente destinada ao Chile.

A necessidade britânica de navios que se seguiu ao inicio da primeira guerra mundial levou a que os dois navios destinados à marinha chilena fossem requisitados para a marinha britânica.

Os dois navios, Almirante Latoprre e Almirante Cochrane serviram durante a I guerra como «HMS Canada» e «HMS Eagle».

Dos dois navios construidos para o Chile, apenas o «Canada» foi para o estaleiro depois da guerra para ser entregue em estado novo ao Chile como Almirante Laatorre, mas o segundo navio não chegou a ser entregue e foi convertido em Porta-aviões para a marinha britânica.


   
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