Navios deste tipo:

Ceará
LPD - Plataforma aterragem/Doca

Listar navios do tipo
LPD - Plataforma aterragem/Doca


Brasil
LPD - Plataforma aterragem/Doca classe
Ceará
(tipo Thomaston)
Thomaston

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 6880 Ton
Deslocamento máx. : 12150 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 155.5 M - Largura: 25.6M
Calado: 5.8 M.
2 x Turbina a vapor General Electric ()
2 x Caldeiras (oleo) Babcock & Wilcox (24000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 320 Autonomia: 18000Km a 14 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 20 nós

Canhões / armamento principal
3 x US Naval Gun Factory 76mm / 50 (US) Mk33 (Calibre: 76mm/Alcance: 12.8Km)

Radares
- Raytheon Systems AN/SPS-10F (Superficie - Al.med: 0Km)
- Raytheon Systems CRP-3100 (Navegação - Al.med: 0Km)


Forum de discussão

Os navios da classe Ceará, da marinha do Brasil, são parte de uma classe de oito navios entregues à marinha dos Estados Unidos entre 1954 e 1957, depois da guerra da Coreia. Estes navios foram construidos, após uma análise por parte dos Estados Unidos sobre as necessidades das operações anfibias, a longa distância.

A Marinha do Brasil, recebeu estes dois navios no inicio dos anos 90, para substituir antigos navios de desembarque. O G-26 Duque de Caxias e o G-28 Garcia D'Avila (entrado ao serviço da US Navy em Abril de 1945, 15 dias antes da rendição da Alemanha), e depois de ter sido abaondonado o projecto para construir navios localmente.

O Garcia D'Avila foi colocado fora de serviço imediatamente a seguir à incorporação do Ceará, seguindo-se o Duque de Caxias.


Os navios são classificados como NDD (Navio de desembarque).
A sua incorporação, constituiu uma alteração considerável para a marinha do Brasil. Até ali, a marinha contava com os dois navios desactivados (LST) que eram navios de desembarque que se aproximavam da praia, para despejar o seu conteudo. Já os navios da classe Ceará, não se aproximam da praia, desembarcando o seu conteudo, sejam militares ou equipamentos através de lanchas do tipo LCU/LCM e LCP (consoante a configuração).

A última acção internacional do Ceará, foi o transporte de uma força de fuzileiros para o Haiti, missão na qual foi acompanhado pelo navio de desembarque Mattoso Maia, e por outros navios da MB.

Navios da clase Austin: Opção?

No entanto, a Marinha do Brasil, não poderá protelar por muito mais tempo a substituição destes navios, se quer manter a sua capacidade de transporte e apoio a forças desembarcadas (Fuzileiros Navais).

A idade pesa, e estes navios, completaram cinquenta anos, em 2006. Foram efectuados contactos com o Reino Unido, aquando da desactivação dos navios da classe Fearless, mas esses navios, conforme o proprio governo britânico afirmou, não se encontravam em condições, precisavam de modernizações caras, e não era garantido que não haveria problemas decorrentes da idade. Existiram também os LSD da classe Anchorage, mas dois deles foram transferidos para a marinha de Taiwan e os restantes três, "USS Portland", "USS Mount Vernon" e "USS Fort Fischer" foram destruido em exercicios de tiro.

Há a opção, dos navios da classe Austin, constuidos entre 1965 e 1971 - portanto uma década mais modernos - e que além do mais são LPD's, ou seja, além de uma plataforma para helicópteros, têm também um hangar.

A outra opção, seria a compra de navios do tipo LPD novos, como por exemplo os Rotterdam holandeses, que seriam mais caros, mas dariam à marinha brasileira um horizonte de utilização muito mais longo.

Nota: O Ceará chamava-se Hermitage e o Rio de Janeiro chamava-se Álamo


Informação genérica:
Os navios da classe Thomaston, fazem parte de uma familia de navios doca de origem americana, e foram dos primeiros a explorar a possibilidade de facilitar o desembarque de forças, através de pequenas lanchas transportadas numa doca interior do navio.

A parte traseira dos navios-doca é alagada, permitindo então que as lanchas de desembarque se dirijam às praias para desembarcar as forças.

Esta opção foi considerada melhor que a dos navios de desembarque pesados, que tinham que se dirigir directamente para as praias, o que os tornava especialmente vulneráveis.


   
---