Navios deste tipo:

Álvares Cabral
Fragata

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Fragata


Portugal
Fragata classe
Álvares Cabral
(tipo Loch / Bay)
Loch / Bay

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 2200 Ton
Deslocamento máx. : 2580 Ton.
Tipo de propulsão: Caldeiras (oleo)
Comprimento: 93.7 M - Largura: 11.7M
Calado: 4.7 M.
2 x Caldeiras (oleo) ()
1 x Máquinas a vapor Tripla expansão (5500cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 168 Autonomia: 0Km a 0 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 19.5 nós

Canhões / armamento principal
1 x Royal Ordnance Factories Hedgehog Mk.11 (Calibre: 178mm/Alcance: 0.3Km)
4 x Armstrong 102mm L/45 UK Mk.XVI Mod. 1934 (Calibre: 102mm/Alcance: 18.15Km)
6 x Bofors / BAE Systems 40mm /L60 Mod Mk.V Mod 1944 (1x) (Calibre: 40mm/Alcance: 7.2Km)


Forum de discussão

Ao serviço da marinha portuguesa, os navios mantiveram as suas peças de 102mm (101.6mm / 4 polegadas), tendo estado ao serviço com seis peças de 40mm (o numero de peças de 40mm e 20m instalados, foi alterado ainda ao serviço da Grã Bretanha).

Os navios foram comprados por Portugal, por terem dado provas durante a sua vida na Royal Navy de terem excelentes qualidades marinheiras, mesmo considerando que o seu peso foi aumentado para permitir a instalação de mais canhões.

Mas independentemente dessas qualidades, os navios tinham pouca potência e eram lentos (mercê da sua função de escolta a comboios de abastecimento) pelo que a sua baixa velocidade as tornava mais indicadas para serviço nas então colónias portuguesas em África.

Os quatro navios serviram especialmente nesses teatros de operações.

A actuação mais relevante dos navios da classe ocorreu em 1966, depois de a Rodésia do Sul (actual Zimbabwe) ter declarado a independência unilateral da coroa britânica, o que levou a Grã Bretanha a declarar o bloqueio contra aquele país. Achando que parte do comércio rodesiano se efectuava por Moçambique os britânicos decidiram bloquear o porto da Beira.

As fragatas portuguesas foram colocadas na região da Beira. A Álvares Cabral já se encontrava na região e continuou até quase ao final de 1968. A Pacheco Pereira, esteve em Moçambique de Novembro de 1967 a Novembro de 1969, inicialmente baseada na cidade da Beira e depois no norte de Moçambique, tendo sido posteriormente rendida pela Alvares Cabral a partir do fim de 1969. A Vasco da Gama esteve em Moçambique entre o inicio de 1967 e o fim de 1968 e finalmente a D. Francisco de Almeida esteve em Moçambique naquela mesma função de vigilância desde o últimmo trimestre de 1966 at´Dezembro de 1967.

Nesse periodo, estiveram nas águas de Moçambique - permanentemente - três fragatas portuguesas.

Quando chegaram aos 20 anos de vida, Portugal adquiriu as fragatas da classe Comandante João Belo, as quais, armadas com sistemas mais eficazes (especialmente radares), e motores mais potentes substituiram aqueles navios na sua função de soberania nas águas das antigas colónias portuguesas. Os navios foram desactivados e abatidos no inicio dos anos 70, à medida que as novas fragatas foram sendo incorporadas.



ÁLVARES CABRAL ex. Burghead Bay
PACHECO PEREIRA ex. Bigbury Bay
VASCO DA GAMA ex. Mounts Bay
D. FRANCISCO DE ALMEIDA ex. Morecambe Bay

Fragata da classe Loch, especializada na luta anti submarina e que deu origem à classe Bay. Notar a presença de apenas um canhão principal de 102mm

Informação genérica:
Classe de 51 navios construida durante a II Guerra Mundial para a Royal Navy.

Metade dos navios foi convertida ainda no estaleiro para se transformarem em navios de luta antiaérea.

Os navios da classe Bay, foram inicialmente desenhados para funções de luta anti submarina,como classe Loch (51 navios previstos), mas à medida que a II guerra mundial foi evoluindo, e com a redução da ameaça submarina foi decidido reconverter vários navios dessa classe ainda em construção, que resultaram nos 26 navios da classe Bay, dos quais apenas 19 viriam a servir como fragatas

A classe Bay ao contrário da classe Loch, e embora mantenha as mesmas caracteristicas e estrutura básica, foi pensada não para a luta ASW mas para a defesa anti aérea, prevendo-se a invasão da Europa Continental e as operações no Oceano Pacífico

Para o efeito, em vez de um só canhão de 4 polegadas, os navios passaram a dispor de quatro, e os canhões de 40mm passaram de dois para oito aumentando assim as capacidades de defesa antiaérea.

Fragata da classe Bay, quando ainda ao serviço da Royal Navy: Duas torres duplas, com quatro canhões de 102mm
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As alteraçoes resultaram também num aumento do deslocamento.


   
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