Navios deste tipo:

Revenge
Couraçado «Super-Dreadnought»
Queen Elizabeth
Couraçado «Super-Dreadnought»
Nelson
Couraçado «Super-Dreadnought»
Arkhangelsk
Couraçado «Super-Dreadnought»

Listar navios do tipo
Couraçado «Super-Dreadnought»

Acontecimentos relacionados
Ataque a Mers-El kebir



Reino Unido
Couraçado «Super-Dreadnought» classe
Revenge
(tipo Revenge / Queen Elizabeth)
Revenge / Queen Elizabeth

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 28000 Ton
Deslocamento máx. : 31200 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 189.2 M - Largura: 30.9M
Calado: 9.9 M.
4 x Turbina a vapor Parsons ()
18 x Caldeiras (oleo) GEC Yarrow (40000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1009 Autonomia: 0Km a 0 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 21 nós

Canhões / armamento principal
8 x Armstrong 381mm /42 Mk.I Mod.1912 UK (Calibre: 381mm/Alcance: 26.52Km)


Forum de discussão

Os couraçados da classe Revenge, ou «Classe R» foram juntamente com os cinco couraçados da classe Queen Elizabeth, os mais poderosos navios britânicos no periodo da Primeira Guerra Mundial. Foi projectada a construção de oito navios, mas três deles acabariam por ser cancelados.

Embora inicialmente projectados para utilizar caldeiras a óleo, os navios tiveram o seu projecto convertido para caldeiras a carvão, por causa da possibilidade da falta de combustível em tempo de guerra. Os navios foram convertidos posteriormente à I Guerra Mundial para a utilização de óleo.

A classe «R» foi lançada à água entre 1913 e 1914. Curiosamente eles são mais recentes que os navios da classe Queen Elizabeth, que também tinha o mesmo tipo de armamento, mas ao contrario daqueles os navios da classe «Revenge» tinham muito menos potência (40.000cv contra 80.000cv dos Queen Elizabeth) e portanto menos velocidade. A sua construção também foi mais económica.

Em contrapartida os «Revenge» tinham melhor protecção que os Queen Elizabeth com uma blindagem contra projecteis caídos na vertical aumentada em 51mm.

Mas quando foi necessário efectuar modernizações eles foram preteridos relativamente aos Queen Elizabeth, porque foram considerados demasiado pequenos para sofrerem alterações.

Por não terem sofrido modificações no periodo entre as duas guerras, eles foram relegados para segundo plano durante a II Guerra Mundial.

Apenas um navio se perdeu para acção inimiga. O Royal Oak foi afundado em 1939 quando um submarino alemão penetrou na base britânica de Scapa Flow.
Quando a Itália entrou na guerra, os couraçados Ramillies e Royal Sovereign foram transferidos para o Mediterrâneo.

Já o Resolution juntou-se à força H, que participou no ataque à esquadra francesa na base de Mer-El kebir, na cidade argelina de Oran.
Posteriormente foi enviado contra Dakar, onde também se encontravam navios franceses. O Nessa accção, o Resolution foi mesmo torpedeado por um submarino francês no final de 1941, tendo ficado em reparação até Abril de 1942.

A partir de Abril de 1942 os britânicos criam uma força para o oriente e enviam os couraçados Ramillies e Resolution, com o primeiro sendo torpedeado por um mini submarino japonês.

Com a derrota japonesa em Midway e com o aumento do poder da esquadra norte-americana no Pacífico os navios voltaram à Grã Bretanha onde foram transformados em navio-depósito. O Revenge, o Resolution e o Ramillies fora utilizados em 1944 para dar apoio de fogo aos desembarques na Normandia e no sul de França.

Em 1944 o couraçado Resolution foi transferido durante alguns anos para a esquadra Soviética, como parte de um negócio de repartição da esquadra italiana pelos aliados. Voltou a ser entregue aos britânicos quando os soviéticos receberam um couraçado italiano.


Informação genérica:

Super-Dreadnought britânicos


Ainda antes da I guerra mundial, e perante o aumento do poder das marinhas rivais, a Grã Bretanha começou a desenhar novas classes de navios armados com artilharia ainda mais poderosa.
Desde o HMS Dreadnought armado com peças de 305mm (12 polegadas) a Royal Navy tinha passado para navios com peças de 343mm (13,5 polegadas) mas mesmo assim foi decidido «subir a parada» para um armamento superior com couraçados armados com peças de 381mm (15 polegadas). Foram mesmo concebidos projectos para navios com canhões ainda maiores, como as peças de 406mm (16 polegadas) que seriam instaladas nos couraçados da classe Nelson, que só seriam lançados já depois de a I Guerra ter terminado.

Por causa da sua blindagem e pelo calibre dos seus canhões este tipo de navios é normalmente considerado como «Super Dreaqdnought» e a Grã Bretanha concebeu e colocou ao serviço duas classes distintas de navios deste tipo, que embora possuissem armamentos idênticos eram diferentes no seu sistema de propulsão.

Assim, dividimos os «Super Dreadnoughts» britânicos do tempo da I Guerra em duas classes:

Classe «Revenge» (Também conhecida como classe «R» porque todos os navios têm um nome começado por aquela letra) e classe Queen Elizabeth.

Estas duas classes de navios foram construidas com o objectivo de garantir a superioridade dos navios britânicos quando outras marinhas já tinham também anunciado o lançamento de navios com peças de 356mm (14"). Além disso, a segunda série de navios, que seria designada Queen Elizabeth, também tinha por objectivo a criação de uma classe de couraçados rápidos, juntando a velocidade ao grande poder dos canhões de 381mm (15")

Menos ambiciosos, os navios da classe R foram concebidos anteriormente, mas acabaram por entrar ao serviço mais tarde, por causa de modificações introduzidas durante a construção. Eles representavam acima de tudo a intenção de dispor de navios com grande poder de fogo, mas que acompanhassem as esquadras à sua velocidade normal.

Já os navios de classe Queen Elizabeth, tinham em mente a criação de uma força de couraçados pesadamente blindados, mas com grande potência e velocidade superior.

Enquanto que os navios de classe «R» tinham máquinas com potência de 40.000cv os «Queen Elizabeth» estavam equipados com maquinas a vapor com uma potência de 80.000cv.

Embora com o dobro da potência, os Queen Elizabeth, por razões que têm a ver com a fisica, acabaram por atingir uma velocidade apenas marginalmente superior, conseguindo atingir 23 nós contra 21 nós, nos navios da classe «R».

Após o final da guerra todos os navios estavam ao serviço e eles eram os mais modernos navios couraçados da Royal Navy. Por isso estas duas classes de navios, foram modernizadas após a I Guerra Mundial.
A vantagem da potência acabou por ditar a preferência. Por serem mais rápidos os Queen Elizabeth receberam mais modernizações e três deles (Queen Elizabeth, Valiant e Warspite) foram quase reconstruidos com a modificação da superestrutura, da ponte de comando e com a inclusão de um hangar para aeronaves e radar.


Acima, imagem do couraçado Queen Elizabeth durante a I Guerra Mundial. Os Queen Elizabeth são idênticos aos Revenge, no entanto há que notar o facto de os Queen Elizabeth terem duas chaminés (por causa de terem mais caldeiras necessárias para garantir o aumento de potência.)

Acima o Revenge após ter sido entregue à Royal Navy. Estes navios eram quase idênticos aos Queen Elizabeth, mas tinham menos potência, menor numero de caldeiras e por isso são fáceis de identificar por possuirem apenas uma chaminé.

Classe Nelson

Já depois do fim da II guerra mundial, durante a década de 1920 a Grã Bretanha ainda lançou mais dois couraçados poderosamente armados. Tratou-se dos dois Nelson, que estavam equipados com três torres triplas armadas com três peças de 16 polegadas (406mm), as maiores instaladas a bordo de navios de guerra britânicos utilizados operacionalmente.

Nota: Alguma confusão pode advir do facto de os Queen Elizabeth que foram modernizados, terem passado por modificações consideraveis no seu aspecto exterior. Durante uma das várias modernizações as duas chaminés foram juntas em apenas uma chaminé maior (ver foto da classe Queen Elizabeth no topo). Embora com apenas uma chaminé, os Queen Elizabeth modernizados apresentam porem uma configuração muito difernete da ponte de comando, em torre.


   
---