Navios deste tipo:

Revenge
Couraçado «Super-Dreadnought»
Queen Elizabeth
Couraçado «Super-Dreadnought»
Nelson
Couraçado «Super-Dreadnought»
Arkhangelsk
Couraçado «Super-Dreadnought»

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Couraçado «Super-Dreadnought»


Reino Unido
Couraçado «Super-Dreadnought» classe
Queen Elizabeth
(tipo Revenge / Queen Elizabeth)
Revenge / Queen Elizabeth

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 35946 Ton
Deslocamento máx. : 37074 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 196.3 M - Largura: 27.6M
Calado: 10.2 M.
8 x Caldeiras (oleo) Yarrow ()
4 x Turbina a vapor Parsons (75000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1124 Autonomia: 0Km a 0 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 24 nós

Canhões / armamento principal
8 x Armstrong 381mm /42 Mk.I Mod.1912 UK (Calibre: 381mm/Alcance: 26.52Km)


Forum de discussão

Os Queen Elizabeth foram os mais poderosos couraçados britânicos durante a I Guerra Mundial. Embora idêenticos aos seus meio-irmãos da classe «R» eles foram submetidos a modernizações muito maiores, tendo três deles sido mesmo objecto de um processo de reconstrução radical.

Dois navios da classe, o Barham e o Malaya, foram submetidos a modificações pontuais nos anos 30, sem que no entanto fossem alterados os motores, a blindagem ou os canhões.

Grandes modificações:
Três navios desta classe, o Warspite (entre 1934 e 1937), o Valiant e o próprio Queen Elizabeth (entre 1937 e 1941) foram submetidos a modificações que alteraram consideravelmente o seu perfil.

Os três navios receberam motores novas turbinas e 6 novas caldeiras Admiralty em vez de 24 caldeiras Yarrow originais.

O espaço de sobra e a redução de peso permitiu aumentar a protecção horizontal e colocar uma nova estrutura de ponte blindada, idêntica à instalada nos novos couraçados da classe King George V.

Os dois últimos navios, viram também o seu armamento secundário de 152mm instalado em casamatas laterais, ser substituido por dez novas torres duplas de 114mm.

Os navios tinham também novos directores de tiro.

A vantagem do novo armamento e directores de tiro foi evidente pela primeira vez quando o couraçado Warspite disparou em Julho de 1940 contra navios da esquadra italiana no Mediterrâneo, tendo atingido o couraçado Giulio Cesare com disparos dos seus canhões de 381mm a grande distância.

Destino dos navios que foram modernizados:
Warspite: Avariado por uma bomba em Setembro de 1943, ainda foi utilizado (com apenas três eixos operacionais) para apoiar os desembarques na Normandia, após o que foi desactivado.
Valiant: Vitima de acidente na doca em 1944, já não foi reparado
Queen Elizabeth: Foi o único que chegou ao fim da guerra tendo sido desactivado apenas em 1946.

Destino dos navios que não foram modernizados
Barham: Afundado em 1941 ao largo da costa do Egipto por um submarino alemão.
Malaya: Desactivado em 1943


Acima o couraçado Queen Elizabeth, depois da guerra e após a sua primeira modernização (as duas chaminés foram juntas), mas a grande modernização anterior à II Guerra ainda não tinha ocorrido.




Acima o couraçado Queen Elizabeth em 1944. Notar as alterações à superestrutura, bem como as modificações nos bordos laterais com a remoção das baterias secundárias em casamatas e a sua substituição por torres.
Informação genérica:

Super-Dreadnought britânicos


Ainda antes da I guerra mundial, e perante o aumento do poder das marinhas rivais, a Grã Bretanha começou a desenhar novas classes de navios armados com artilharia ainda mais poderosa.
Desde o HMS Dreadnought armado com peças de 305mm (12 polegadas) a Royal Navy tinha passado para navios com peças de 343mm (13,5 polegadas) mas mesmo assim foi decidido «subir a parada» para um armamento superior com couraçados armados com peças de 381mm (15 polegadas). Foram mesmo concebidos projectos para navios com canhões ainda maiores, como as peças de 406mm (16 polegadas) que seriam instaladas nos couraçados da classe Nelson, que só seriam lançados já depois de a I Guerra ter terminado.

Por causa da sua blindagem e pelo calibre dos seus canhões este tipo de navios é normalmente considerado como «Super Dreaqdnought» e a Grã Bretanha concebeu e colocou ao serviço duas classes distintas de navios deste tipo, que embora possuissem armamentos idênticos eram diferentes no seu sistema de propulsão.

Assim, dividimos os «Super Dreadnoughts» britânicos do tempo da I Guerra em duas classes:

Classe «Revenge» (Também conhecida como classe «R» porque todos os navios têm um nome começado por aquela letra) e classe Queen Elizabeth.

Estas duas classes de navios foram construidas com o objectivo de garantir a superioridade dos navios britânicos quando outras marinhas já tinham também anunciado o lançamento de navios com peças de 356mm (14"). Além disso, a segunda série de navios, que seria designada Queen Elizabeth, também tinha por objectivo a criação de uma classe de couraçados rápidos, juntando a velocidade ao grande poder dos canhões de 381mm (15")

Menos ambiciosos, os navios da classe R foram concebidos anteriormente, mas acabaram por entrar ao serviço mais tarde, por causa de modificações introduzidas durante a construção. Eles representavam acima de tudo a intenção de dispor de navios com grande poder de fogo, mas que acompanhassem as esquadras à sua velocidade normal.

Já os navios de classe Queen Elizabeth, tinham em mente a criação de uma força de couraçados pesadamente blindados, mas com grande potência e velocidade superior.

Enquanto que os navios de classe «R» tinham máquinas com potência de 40.000cv os «Queen Elizabeth» estavam equipados com maquinas a vapor com uma potência de 80.000cv.

Embora com o dobro da potência, os Queen Elizabeth, por razões que têm a ver com a fisica, acabaram por atingir uma velocidade apenas marginalmente superior, conseguindo atingir 23 nós contra 21 nós, nos navios da classe «R».

Após o final da guerra todos os navios estavam ao serviço e eles eram os mais modernos navios couraçados da Royal Navy. Por isso estas duas classes de navios, foram modernizadas após a I Guerra Mundial.
A vantagem da potência acabou por ditar a preferência. Por serem mais rápidos os Queen Elizabeth receberam mais modernizações e três deles (Queen Elizabeth, Valiant e Warspite) foram quase reconstruidos com a modificação da superestrutura, da ponte de comando e com a inclusão de um hangar para aeronaves e radar.


Acima, imagem do couraçado Queen Elizabeth durante a I Guerra Mundial. Os Queen Elizabeth são idênticos aos Revenge, no entanto há que notar o facto de os Queen Elizabeth terem duas chaminés (por causa de terem mais caldeiras necessárias para garantir o aumento de potência.)

Acima o Revenge após ter sido entregue à Royal Navy. Estes navios eram quase idênticos aos Queen Elizabeth, mas tinham menos potência, menor numero de caldeiras e por isso são fáceis de identificar por possuirem apenas uma chaminé.

Classe Nelson

Já depois do fim da II guerra mundial, durante a década de 1920 a Grã Bretanha ainda lançou mais dois couraçados poderosamente armados. Tratou-se dos dois Nelson, que estavam equipados com três torres triplas armadas com três peças de 16 polegadas (406mm), as maiores instaladas a bordo de navios de guerra britânicos utilizados operacionalmente.

Nota: Alguma confusão pode advir do facto de os Queen Elizabeth que foram modernizados, terem passado por modificações consideraveis no seu aspecto exterior. Durante uma das várias modernizações as duas chaminés foram juntas em apenas uma chaminé maior (ver foto da classe Queen Elizabeth no topo). Embora com apenas uma chaminé, os Queen Elizabeth modernizados apresentam porem uma configuração muito difernete da ponte de comando, em torre.


   
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