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Colossus
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Veinticinco de Mayo
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Porta aviões ligeiro


Argentina
Porta aviões ligeiro classe
Veinticinco de Mayo
(tipo Colossus)
Colossus

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 15892 Ton
Deslocamento máx. : 19896 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 211.1 M - Largura: 36.9M
Calado: 7.6 M.
4 x Caldeiras (oleo) Vosper Thornycroft ()
2 x Turbina a vapor Parsons (42000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1250 Autonomia: 19000Km a 14 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 24 nós

Canhões / armamento principal
12 x Bofors / BAE Systems 40mm /L70 Mod.1958 (1 x) (Calibre: 40mm/Alcance: 12Km)

Aeronaves embarcadas
- 12 x Dassault-Aviation Super Etendard


Forum de discussão

O Veinticinco de Mayo foi o segundo porta-aviões argentino da classe Colossus e substituiu o porta-aviões Independencia, adquirido em 1958 e descontinuado em 1971. Inicialmente, pouco depois do fim da II guerra mundial, a Argentina comprou o ex HMS Warrior, que tinha sido construido durante a guerra e que posteriormente tinha sido transferido para a marinha do Canadá onde esteve ao serviço entre 1946 e 1948. O navio voltou à Grã Bretanha onde voltou a ser incorporado na Royal Navy entre 1948 e 1949. Ainda ao serviço dos britânicos o HMS Warrior foi submetido a uma modernização entre 1952 e 1953, quando foi reformulada a ponte de comando. O navio foi novamente submetido a alterações entre 1955 e 1956 com a inclusão de uma coberta parcialmente em ângulo. Em 1958 o navio foi finalmente vendido à Argentina.

Recebeu o nome de «Independencia». O navio foi o único do tipo «Colossus» a ter recebido grandes modificações antes de ter sido vendido. Estava armado com caças Grumman F-9F «Panther», que posteriormente passaram para o porta-aviões 25 de Mayo.


O Veiticinco de Mayo ao contrário do Independencia foi adquirido em terceira mão. Ele já tinha sido modificado após um incêndio a bordo enquanto esteve em serviço na Holanda como «Karel Doorman». A partir de 1972, o Veinticinco de Mayo esteve entre os mais poderosos, se não foi o mais poderoso navio de guerra da América do Sul, quando em substituição dos «Panther» passou a contar com 12 aviões de ataque a jato, A-4 Skyhawk. Alguns anos mais tarde, a Argentina adquiriu um pequeno numero de aeronaves «Super Etendard», que tinham capacidade para efectuar ataques utilizando mísseis «Exocet», mas estas aeronaves só operaram no navio depois do conflito nas Malvinas.

Conflito de 1982.

Os Super Etendard não estavam operacionais para utilização a partir do Veitecinco de Mayo, quando a frota britânica se aproximou das ilhas Malvinas no Atlântico Sul (O que forçou a marinha a utilizar aquelas aeronaves a partir de bases em terra.

Durante o conflito, e embora ele não tenha atuado directamente contra navios ingleses, estava equipado com oito A-4 Skyhawk e quatro aeronaves de luta antisubmarina Tracker.
O navio preparou-se para atacar a frota britânica na madrugada de 1 para 2 de Maio de 1982, apoiado por uma escolta que incluia o poderoso contra-torpedeiro Santíssima Trinidad» (com seis anos de idade, equipado com radar de longo alcance para defesa aérea e mísseis anti-aéreos Sea-Dart) e por um segundo grupo de apoio, de que fazia parte um segundo contra-torpedeiro do mesmo tipo, três corvetas e um contra-torpedeiro mais antigo.

Britânicos identificam a presença de navios inimigos
Às 09:00 da manhã do dia 1 de Maio, o submarino Splendid, que deveria encontrar o porta-aviões, continuava sem o conseguir encontrar, situação que se manteve durante o dia.
Ao fim do dia 1 de Maio, pelas 23:00 um S-2 Tracker que tinha descolado do 25 de Mayo, detetou o que parecia ser o porta-aviões britânico Invincible. Os britânicos detetam o navio e lançam um Harrier em perseguição, mas o avião britânico é captado pelos radares do contra-torpedeiro argentino «Hercules», que está equipado com mísseis anti-aéreos Sea-Dart. O Harrier abandona a perseguição, mas liga os seus radares a distância segura, detetando assim a presença de navios. Os britânicos, pela presença de aeronaves na área podem deduzir onde se encontra a principal força da marinha argentina.

Peso a mais e falta de vento

A bordo do 25 de Mayo, estavam preparados 8 caça-bombardeiros Skyhawk com carga máxima de combustível e armamento, com o objetivo de atacar a força britânica. Os aviões teriam nesta configuração um peso máximo de 10200kg e transportariam quatro bombas de 250kg.
Com esta configuração, é necessária uma velocidade de 55 nós de vento. Destes 55 nós, 20 nós resultam da velocidade máxima do navio, pelo que é necessário que este navegue contra um vento com velocidade de 35 nós (vento comum no Atlântico Sul), para permitir a descolagem dos A-4 Skyhawk carregados.
No entanto, às 06:00 da manhã do dia 2 de Maio, quando os aviões deveriam ser lançados, ocorreu segundo os argentinos um periodo de relativa calmaria, com vento inferior a 20 nós. Os A-4 Skyhawk que estavam prontos para descolar, com o seu complemento máximo de bombas e combustível, não puderam prosseguir a operação.

A solução argentina passou por remover parte do combustível dos aviões, para os tornar mais leves e permitir a descolagem.
Porém, ao remover parte do combustível, o porta-aviões foi forçado a aproximar-se mais da força britânica, para garantir que poderia recolher as aeronaves depois do ataque.

O 25 de Mayo era considerado uma ameaça potencial, especialmente se os aviões Super Etendard estivesse operacionais e transportassem mísseis anti-navio Exocet. Ele era no entanto considerado um alvo potêncial para os submarinos britânicos. No entanto, o submarino que perseguia o porta-aviões argentino, perdeu contacto com ele na noite de 1 de Maio.


Depois do conflito, a incorporação do Super Etendard ainda durou algum tempo e só depois de 1988 é que finalmente o porta-aviões voltou a ter real capacidade militar. Problemas financeiros levaram no entanto à sua retirada de serviço em 1997 e à sua venda para sucata no ano 2000.


Informação genérica:
A classe de porta-aviões «Colossus» tem origem no plano de construções navais de tempo de guerra dos britânicos durante a II Guerra Mundial.
Foi a mais numerosa familia de porta-aviões da Grã Bretanha e foram construidas trezes unidades.

Trata-se de uma classe constituida por duas séries. A primeira, que é conhecida como Colossus é ligeiramente diferente com algumas alterações relativamente ao layout interno, mas basicamente trata-se do mesmo navio.
A segunda série é conhecida como Majestic.

São navios construidos com enfase no número e não nas características técnicas. Por isso a sua velocidade ficou limitada a menos de 25 nós, não existe praticamente proteção ou blindagem e o armamento defensivo foi reduzido ao mínimo.

Os navios da classe foram os seguintes:

Colossus

HMS Colossus [6]
HMS Glory
HMS Ocean
HMS Venerable [1]
HMS Vengeance [2]
HMS Theseus
HMS Triumph
HMCS Warrior [4]
HMS Perseus [5]
HMS Pioneer [5]

Majestic

HMS Hercules [3]
HMS Leviathan
HMCS Magnificent (HMCS)
HMS Majestic
HMS Powerfull
HMS Terrible


[1] - Transferido para a Holanda e posteriormente para a Argentina (Veinticinco de Mayo)
[2] - Emprestado à Austrália e transferido para o Brasil como Minas Gerais
[3] - Transferido para a Índia como Vikrant.
[4] - Transferido para a Argentina como Independencia.
[5] - Completados como navios de manutenção de aeronaves.
[6] - Transferido para a França como Arromanches


   
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