Navios deste tipo:

Yamato
Couraçado rápido
Shinano
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Couraçado rápido

Acontecimentos relacionados
Batalha de Midway



Japão
Couraçado rápido classe
Yamato
(tipo Yamato)
Yamato

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 64008 Ton
Deslocamento máx. : 72796 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 263 M - Largura: 36.9M
Calado: 10.4 M.
12 x Caldeiras (oleo) Ro-Go ()
4 x Turbinas acopladas Kanpon (150000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 2500 Autonomia: 13000Km a 16 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 27 nós

Canhões / armamento principal
9 x Kure, Naval Arsenal 460mm Type 94 Mod.1934 (Calibre: 460mm/Alcance: 30Km)
12 x Kure, Naval Arsenal 155mm/60 Mod.1914 (Calibre: 155mm/Alcance: 20Km)


Forum de discussão

A classe Yamato que inicialmente deveria ser constituida por quatro navios, foi a maior classe de couraçados já construida no mundo.
Nenhum outro navio do tipo igualou ou sequer se aproximou do poder de fogo e da blindagem do Yamato.

Eles eram considerados a arma definitiva na luta pelo dominio do oceano Pacifico, sendo superiores a qualquer navio americano e beneficiando da vantagem de os americanos não poderem construir navios do mesmo tamanho, por causa de eles serem demasiado grandes para passarem no Canal do Panamá.
Se construissem navios maiores os Estados Unidos da América teriam que pagar os custos de duas marinhas distintas, que só com muita dificuldade e atrasos poderiam apoiar-se mutuamente.

O projecto de construção dos navios foi mantido sob o mais rigoroso segredo, tendo mesmo sido construidas protecção aos estaleiros para impedir que se visse o que estava em construção.

Os engenheiros só tinham planos parciais e a maioria deles não tinha sequer ideia da dimensão do navio na sua totalidade. Todos os dias os planos parciais eram guardados em lugares distintos.
O secretismo era resultado de o Yamato violar o tratado de Washington, ultrapassando tudo o que ali fora determinado. Durante a guerra o bombardeamento do arsenal de Kure pelos americanos destruiu muitos documentos sobre o navio. Por esta razão, não há um plano do Yamato e nenhum documento que permita reconstruir o interior do navio.

O poder dos canhões do Yamato era de tal forma formidável, que não havia nada que estivesse na coberta do navio que não fosse blindado, para evitar que fosse varido pelo poder da explosão dos canhões.

Em 16 de Dezembro de 1941, menos de uma semana após o ataque a Pearl Harbour e à invasão da Malásia, o Yamato entrou ao serviço, mas o secretismo era tal, que não houve sequer cerimónia.
Os militares japoneses a bordo descreveram posteriormente o navio como enorme, havendo relatos de marinheiros que não conseguiam encontrar as suas camaratas depois de sairem de serviço.

No entanto, no dia em que entrou ao serviço, a própria marinha do Japão tinha contribuido já para mudar o futuro da guerra no mar, ao colocar fora de ação todos os couraçados americanos do Pacífico. O inimigo do Yamato deixara de ser a força americana de couraçados, para passar a ser o avião.
Isso ficou claro logo em Junho de 1942, era o Yamato o navio almirante de onde os japoneses coordenaram as suas forças em Midway, mas o navio não chegou a disparar os seus canhões, porque os porta-aviões americanos estavam demasiado longe. A batalha desenrolou-se entre porta-aviões e o golpe infligido pelos americanos foi demolidor.

Dois meses depois do desastre de Midway, em Agosto, entra ao serviço ou Mushashi, o outro navio da classe.
Mas depois da batalha de Midway, os japoneses decidiram uma modificação de emergência no terceiro couraçado da classe, o Shinano. Novos planos foram apressadamente feitos para converter o casco em porta-aviões.
Mas o Shinano, construido para ser um coraçado, tinha menor capacidade para transportar aviões que os porta-aviões convencionais.

O quarto navio projectado foi cancelado para permitir espaço para a construção de porta-aviões.

O Yamato, juntou-se à primeira divisão de couraçados, juntamente com os couraçados rápidos Nagato e Mutsu.

Ele foi ligeiramente danificado por um submarino em Dezembro de 1943, altura em que voltou aos estaleiros, sendo substituido pelo seu irmão gémeo o Musashi. Posteriormente o Musashi foi danificado em Março de 1944. Ambos os navios estavam novamente ao serviço em Outubro de 1944 para participar na batalha do golfo de Leyte, em que os japoneses tentaram em vão impedir o desembarque americano nas Filipinas.

Os japoneses utilizam o grosso da sua esquadra, comandada pelo Yamato, para atrair sobre si a principal força naval americana, a poderosa III esquadra do almirante Halsey, onde estão os principais porta-aviões.
No dia 24 de Outubro, enquanto a esquadra japonesa ainda se encontrava no mar de Sibuyan, no meio das ilhas das Filipinas, foi atacada por aviões americanos que afundaram o couraçado Musashi.

No dia seguinte, 25 de Outubro, quando as forças americanas desembarcavam em Leyte, o Yamato e os outros navios que o acompanhavam, entraram em combate com uma pequena força americana de porta-aviões de escolta e contratorpedeiros. Perante a confusão, os japoneses retiram tendo perdido mais um cruzador.
O navio é perseguido e é atacado no dia seguinte, três vezes, mas o resultado foram apenas danos menores, tendo os japoneses afirmado que atingiram aviões americanos.

Em 21 de Novembro de 1944 o Yamato é novamente atacado enquanto se dirige para o estaleiro para reparações, mas do ataque levado a cabo por submarinos, resulta o afundamento do couraçado rápido «Kongo».
Em 23 de Novembro o Yamato entra na doca em Kure, recebendo novos canhões anti-aéreos. O navio sai do estaleiro a 15 de Janeiro de 1945 mas volta à base naval de Kure em Março.
O Japão debate-se com sérios problemas de abastecimento de combustível. Alguns dos seus mais poderosos navios estão em Kure, por não terem combustível para as operações.
Em 19 de Março, uma força de sete porta-aviões americanos lança um total de 240 aviões num ataque contra a base de Kure. O Yamato é apenas levemente atingido.

A 2 de Abril às 10:00, o Yamato recebe munição e sai de Kure em direção a sul. Os japoneses têm que retirar combustível de vários navios para abastecer o couraçado.
A 6 de Abril o navio parte para Okinawa, com o objetivo de atacar as forças americanas que desembarcam nas ilhas.

Na madrugada do dia 7 de Abril o Yamato abandona a relativa proteção das águas costeiras japonesas escoltado por oito navios, aventurando-se para sul, na direção de Okinawa. À velocidade de 20 nós a viagem deverá demorar cerca de 16 horas.

Às 10:00 da manhã a força é detetada pelos americanos, inflete a sua rota para dar a impressão de que retira, mas às 11:30 volta a dirigir-se para sul.
Por volta desta altura, a Task-Force 58, composta por 11 porta-aviões e sua escolta, faz descolar um total de 386 aviões, com o objetivo de atacar o couraçado japonês.
Seis couraçados e vários cruzadores pesados recebem também ordem para interceptar a força japonesa se o ataque aéreo não tiver resultados.



O Fim

Como os navios japoneses não tinham proteção de caças, os aviões americanos descreveram um largo circulo em volta dos navios, fora do alcance da artilharia anti-aérea. Metódicamente e conforme a conveniência, cada formação iniciou a sua ronda de ataque, com a primeira a ocorrer às 12:30.

Os aviões torpedeiros americanos tinham ordens para atacar o Yamato apenas a bombordo (lado esquerdo) para que o navio mais facilmente se voltasse se fosse atingido.
O Yamato responde com todos os seus 150 canhões anti-aéreos de 25mm e inicia manobras evasivas.

Às 14:05 o Yamato é ainda visto a navegar pelos sobreviventes de navios japoneses afundados, mas a situação a bordo é já desesperada.
O navio foi atingido pela segunda vaga do ataque americano entre as 13:20 e as 14:15 por oito torpedos e quinze bombas.
Na tentativa de salvar o navio, evitando que se volte o comandante dá ordem para que se inundem alguns dos compartimentos, o que resultou na morte de várias centenas de tripulantes. Mas com várias caldeiras fora de ação e com a proa afundada, a velocidade do Yamato reduz-se para 10 nós.

Às 14:02, com o navio ingovernável e já semi-afundado, o almirante Ito, ordena que o navio seja abandonado.
Às 14:05 o Yamato está parado na água e começa a voltar-se. Voltado, o navio continua a a flutuar, mas às 14:23 ocorre uma gigantesca explosão, de uma magnitude tal que há aparentemente registos dela a 200km de distância em Kagoshima. Uma nuvem eleva-se a mais de 6000m de altura.

Especula-se que o fogo continuou a arder dentro do navio e que atingiu os paiois, mas até hoje não se sabe o que realmente aconteceu, embora se saiba que o couraçado se partiu em dois.
O fato de o Yamato ser um projeto secreto, fez com que fossem destruidos os planos e os poucos que escaparam aos bombardeamentos contra a base de Kure não foram suficientes para permitir reconstruir os planos do navio.
Salvaram-se 280 homens de uma guarnição de 2700.


Informação genérica:
Embora os planos iniciais da marinha imperial do Japão implicassem a contrução de quatro super-couraçados do tipo do Yamato, apenas dois foram efectivamente construidos.

A derrota japonesa na batalha de Midway, com a perda numa soó batalha de quatro porta-aviões, levou os japoneses a considerar várias hipóteses pare resolver o problema da falta daquele tipo de navio, que se tinha transformado no mais importante em toda a guerra do Pacífico.

Uma das decisºoes tomadas pelos japoneses, foi a de transformar o terceiro navio do tipo Yamato num porta-aviões.

Por esta razão, os navios do tipo Yamato dividem-se por um lado nos dois couraçados Tamato e Musahi e por outro lado no porta-aviões Shinano, cujo casco já estava em construção e foi alvo de estudos para converte-lo em porta-aviões.


   
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