Navios deste tipo:

Galera «Trireme»
Navios da antiguidade
Galera «Quinquereme»
Navios da antiguidade
Galera bizantina «Dromon»
Navios da antiguidade
Galera turca «Kadirga»
Navios da renascença
Galera do Levante «Real»
Navios da renascença
Galera Veneziana
Navios da renascença
Galeaça Veneziana
Navios da renascença

Listar navios do tipo
Navios da antiguidade


Império Romano
Navios da antiguidade classe
Galera «Quinquereme»
(tipo Galera mediterrânica)
Galera mediterrânica

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 100 Ton
Deslocamento máx. : 150 Ton.
Tipo de propulsão: Velas e remos
Comprimento: 0 M - Largura: 0M
Calado: 0 M.
Tripulação / Guarnição: 470 Autonomia: 0Km a 0 nós - Nr. Eixos: 0 - Velocidade Máxima: 0 nós


Forum de discussão

Quando se estudaram os navios mediterrânicos da antiguidade, surgiu alguma dúvida quanto à configuração deste navio. Enquanto o trireme tinha de facto trêes fileiras de remos, o Quinquereme (ao contrario do que se poderia pensar) não tinha cinco.

De facto, «Quinqereme» é uma expressão que designa um navio com maior deslocamento que o «Trireme», mas em que cada secção tem cinco remadores.
O Quinquereme tanto pode pode ter três fileiras de remos (dois remos com dois remadores e um remo com um remador) como pode ter apenas duas fileiras de remos (um remo com três remadores e um remo com dois remadores).
Na verdade há mesmo do notícias de pentareme e configurações com 12 e 16 remadores para apenas duas fileiras de remos, mas noutros tipos de navios.

O Quinquereme, foi o expoente da construção naval do periodo romano, tendo tanto Roma como Cartago utilizado navios deste tipo nas guerras púnicas.
Transportando entre 450 e 500 homens, cerca de 300 remadores, e com um deslocamento de 150 toneladas o Quinquereme era bastante maior que o Trireme e tinha espaço para transportar mais homens.

Os romanos, que eram melhores soldados que marinheiros, optaram sempre por guerrear no mar, tomando os navios inimigos e lutando em cima dos navios, basicamente como se estivessem num combate terrestre.

O fim da era de domínio do «Quinquereme» ou da grande galera romana, ocorre quando a oposição a Roma desaparece do Mediterrâneo, depois da batalha de Actium no ano de 31 Antes de Cristo.
Sem inimigos que justificassem a existência deste tipo de navio e com necessidade de navios apenas para patrulha contra piratas, o Quinquereme deixa de fazer sentido e o Império volta a concentrar a sua construção militar nos mais leves e mais baratos Triremes.

Mais tarde, o Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino), voltará a fazer reviver o conceito com um navio que ficará onhecido como Dromon.


Informação genérica:
A galera é o mais comum e mais conhecido navio utilizado pelas potências mediterrânicas desde a antiguidade.
Praticamente todas as potências que controlaram toda ou parte da costa mediterrânica utilizaram este tipo de embarcação.

Pode-se mesmo afirmar que o primeiro navio deste tipo foi construido no antigo Egipto.

O que caracteriza a Galera, é a existência de remos, juntamente com um aparelho vélico, em muitos casos rudimentar, que se destinava a aproveitar os ventos dominantes no mar Mediterrâneo.
As caracteristiscas desse mar, impedem que se navegue numa direcção aproveitando o vento e que depois se faça uma viagem de volta.

Como os ventos mudam consoante as estações do ano e as viagens eram de curta duração, era necessário adaptar o navio a que pudesse movimentar-se mesmo com ventos contrários ou pura e simplesmente quando não havia ventos algum.

A utilização dos remadores, tinha no entanto os seus inconvenientes. Como era necessário alimentar um grande numero de homens, o navio tinha que transportar consigo consideráveis quantidades de água e comida. Por isso, a Galera não tinha uma grande autonomia, tendo que fazer viagens relativamente curtas, para o que era necessário e vantajoso dispor de entrepostos pelo Mediterrâneo.

Fenicios, Gregos, Cartagineses e Romanos estão entre os principais utilizadores deste tipo de embarcação, acrescentando-lhe sempre algumas características próprias.

Com a queda do império romano este tipo de embarcação passou a ser menos utilizado, e foi necessário esperar pelo fim da baixa idade média e pelo reatar das relações comerciais para que novamente se voltassem a ver embarcações com estas características em maiores quantidades.

Veneza, o Império Otomano e, os reinos Ibéricos e em menor quantidade os árabes, utilizaram este tipo de embarcação.
Segundo os registos, Portugal construiu duas Galeaças na Índia, mas a experiência não vingou nas águas daquela região e a sua utilidade era mínima em águas onde normalmente era possível navegar com o auxílio dos ventos dominantes.


   
---