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Viatura táctica Ligeira



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UNIMOG 401/411
Viatura táctica Ligeira

UNIMOG 404
Viatura táctica Ligeira

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Dingo 2
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UNIMOG 3000 / 5000
Viatura táctica média

 

UNIMOG 401/411
Viatura táctica Ligeira (Daimler-Benz)
UNIMOG 401/411

Projeto: Daimler-Benz
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
3.57
n/disponivel
1.63m
2.1M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
1750kg
1750kg
1400Kg
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
OM636/VI-U 4cyl 1767cc
34cv
53 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Quatro rodas motrizes
70 Litros
600Km
1
25º
30º
1.5M
0M
0.7M

Sistema de radar auxiliar:

País: Portugal
Designação Local:Unimog 411
Qtd: Máx:0 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
O 411 assim como o seu irmão maior 404, era uma espécie de «burro de carga» e «pau-para-toda-a-obra» nos cenários africanos onde foi utilizado operacionalmente por Portugal. Desde veículo de ligação, transporte de comida, correio e feridos, até transporte de tropas, fez de tudo. O fabricante tinha mesmo uma versão especifica para Portugal, a que chamou UNIMOG 411.115 e que era desprovido de quaisquer luxos e absolutamente rústico, incluindo nalguns casos um guincho mecânico frontal.

Ao serviço do exército português, cada UNIMOG transportava até 10 homens, em patrulhas (felizmente o português médio na altura era menor que o português médio dos dias de hoje) e a sua posição elevada, e de costas com costas, permitia aos militares detectar movimentos nas proximidades. Em caso de emboscada, a tripulação não tinha qualquer tipo de proteção, baseando-se esta, na capacidade de o militar saltar tão rapidamente quanto possivel para a frente (do veículo para o chão).

Esta vantagem táctica, no entanto, já não era tão evidente no norte de Angola, ou na Guiné, onde a floresta tropical tornava a progressão na selva quase cerrada, uma tarefa extremamente dificil, e onde estar numa posição mais elevada não tinha grandes vantagens.

Com o fim da guerra, muitos veículos ficaram em África, e os que voltaram, ou os que se emcontravam em Portugal, sofreram do problema que tinham muitos outros equipamentos das Forças Armadas portuguesas. As fracas prestações do UNIMOG 411, tornavam-no ineficiente, porque o que podia ser feito por um UNIMOG poderia em Portugal ser feito por qualquer veículo que andasse na estrada, e com um custo inferior. A substituição destes veículos começou a ser considerada ainda nos anos 70, tendo entrado ao serviço algumas viaturas Cournil, fabricadas em Portugal pela empresa "União Metalo Mecânica", e que ficaram conhecidos como UMM, e posteriormente viaturas do mesmo tipo, mas mais modernas.


Forum de discussão

Resultado de uma modernização de um conceito dos anos 40. desenvolvido ainta antes da guerra, o modleo 401/411 é um dos mais conhecidos da gama de veículos Unimog.

Pensado para a função de veículo rural que poderia servir ao mesmo tempo de tractor agricola e de veículo de transporte e de carga, o Unimog acabou por derivar num tipo de veículo adaptado para utilização militar.

O pequeno Unimog, foi utilizado operacionamente em teatros de guerra, em África pelo exército português. A sua grande vantagem era a sua capacidade como veículo todo o terreno. Os seus enormes pneus e a sua suspensão aumentavam-lhe a altura, tornando o UNIMOG num veículo algo instável quando em planos inclinados (que continua a ser uma característica mesmo nos actuais veículos UNIMOG).
Mas ao mesmo tempo reduziam a pressão sobre o solo, e elevavam os soldados acima da linha de capim, muito comum especialmente em Angola, onde foram utilizados operacionalmente por Portugal e permitiam uma maior protecção passiva contra minas.

Informação genérica:
O conceito do UNIMOG, começou a tomar forma na Alemanha ainda antes do fim da II guerra mundial. Ele não era no entanto um veículo militar, mas sim uma espécie de tractor rural, a que seriam acoplados equipamentos agricolas.

Por isso, ele estava equipado com um motor muito pouco potente, capaz de desenvolver apenas inicialmente apenas 25 cv.

Eles tinham um motor a Diesel que embora resistente vivia em grande medida da desmultiplicação da caixa de velocidades, fazendo com que o veículo se conduzisse muito tempo em 1ª e 2ª, onde se obtinham as melhores prestações. Isto implicava um consumo elevado, e ao mesmo tempo permitia sempre identificar a presença de um UNIMOG pelo seu ruido característico de motor.

Os modelos seguintes do UNIMOG tentaram resolver o problema, com a inclusão de motores mais potentes e carroçarias maiores, mas o veículo sofria de problemas de consumo.

A linha UNIMOG continuou no entanto a desenvolver-se, tendo continuado a considerar a grande mobilidade como factor essencial.

Os novos modelos, que apareceram nos anos 70 destinaram-se a preparar a substituição dos modelos mais antigos. O novo 424 foi na prática o substituto do pequeno 401/411que tinha deixadp de ser fabricado e o modelo 435 (U1300) veio substituir a familia 404, embora os modelos 404/406 continuassem a ser produzidos.

Os veículos da linha UNIMOG continuam presentemente em produção.

Além dos veículos de transporte, a plataforma do UNIMOG também serviu para utilização em veículos de combate como por exemplo o Condor UR-425.

Mais recentemente foram igualmente adaptados para veículos adequados para patrulha e com alguma capacidade para resistir a minas como o Dingo-I e Dingo-II.