Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Veículo de Combate de Infantaria



Veículos idênticos ou relacionados:


ZSU-57-2
Sistema defesa antiaérea Curto/Médio alc.

Koksan (M1978 / M1989)
Artilharia Auto propulsada

Type-80 SPAAG
Sistema defesa antiaérea Curto/Médio alc.

Achzarit Mk.2
Veículo de Combate de Infantaria

BMP-55
Veículo de Combate de Infantaria

T-55 / BTR-T
Veículo de Combate de Infantaria

 

Notícias relacionadas
Guerra em Gaza, dia II

Achzarit Mk.2
Veículo de Combate de Infantaria (IMI - Israel Military Industries)
Achzarit Mk.2

Projeto: IMI - Israel Military Industries
Israel
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.8
n/disponivel
3.64m
2M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
40t
44t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Detroit Diesel 8V92 TA
850cv
50 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
800 Litros
400Km
3+7
60º
50º
1.5M
2.7M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 7.62 OWS /M240 (Calibre: 7.62mm - Alcance estimado de 3.725Km a 3.725Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O Achzarit é um conceito desenvolvido em Israel, onde a partir de um carro de combate de origem soviética do tipo T-54/T-55 , foi construída uma viatura que permite o transporte de militares, dando ao veículo a função de veículo de combate para a infantaria, destinado não só a acompanhar os carros de combate, como também a actuar em zonas urbanas.

O desenvolvimento do carro de combate pesado Merkava levava inicialmente a supor que Israel desenvolveria de imediato uma veículo de combate de infantaria pesado, a partir daquele chassis, mas a situação económica no final da década de 1970 e inicio de 1980 era preocupante, com a inflação a atingir um valor anual de 450% em 1984. Os estudos começaram em 1980 e os primeiros protótipos ficaram prontos em 1987.

As dificuldades económicas levaram a um compromisso que consistiu na utilização de parte das centenas de carros de combate T-55 que Israel tinha capturado ao Egito e à Síria, nas guerras dos seis dias e do Yom Kipour em 1973.

O veículo foi completamente alterado, passando a modificação mais evidente pela remoção da torre, e pela alteração do conjunto motriz. O motor russo original de 520cv foi substituído por um motor americano de 650cv e posteriormente na versão Mk.2 por um motor de 850cv, que está preparado para funcionar a baixas rotações, não permitindo atingir altas velocidades e garantindo um maior periodo de vida útil.

Os novos motores além de mais potentes, são também mais compactos, o que tornou possível a poupança de espaço, que resultou numa cabina mais espaçosa e permitiu adicionar uma passagem traseira por onde se pode aceder ao interior do veículo, que também conta com escotilhas na parte superior.

Este modificação do Achzarit transforma o carro de combate numa verdadeira viatura blindada de infantaria e não numa mera conversão, em que a guarnição tem que sair da viatura através de saídas no topo, tornando-a um alvo mais fácil em situações de conflito urbano onde ele deve ser utilizado.

O peso total do carro foi também aumentado, pois o seu peso vazio passou de 34 para cerca de 40 toneladas, com o aumento de blindagem colocada pelo fabricante.

Apoio do governo romeno
Sabe-se hoje, que Israel precisou de grandes quantidades de peças de reposição para os carros de combate T-55 que colocou ao serviço e também para a reconstrução dos Achzarit. A principal fonte de abastecimento de Israel foi o governo romeno de Nicolai Ceaucescu.
Desde a invasão soviética da Checoslováquia, a Romenia tinha assumido uma posição contrária ao Kremlin e tinha declarado que em caso de guerra na Europa, a Romenia ficaria neutral e caso entrasse em guerra, teria que decidir de que lado ficaria. Por esta razão, a Romenia foi escolhida para ser o fornecedor das peças que foram utilizadas para a construção do Achzarit e também dos T-55 «Tiran» de Israel.

Informação genérica:
O carro de combate médio T-55, produzido na União Soviética, foi fabricado em vários países. O grande número da chassis e o grande número de viaturas existentes, levou a que tendo como base o T-55, fossem desenvolvidos outros sistemas de armas.

O T-55 serviu assim de base a muitos tipos de viaturas, desde sistemas de defesa anti-aérea a sistemas de lançamento de mísseis.

São igualmente conhecidos sistemas de artilharia auto.propulsada com base no T-55.

Mais recentemente, depois da adaptação por Israel de vários T-55, convertidos em viaturas de combate de infantaria, o conceito tem sido apresentado por várias empresas.

Um sistema russo e outro ucraniano são os mais conhecidos, ainda que não exista notícia de que tenham sido adquiridos por nenhuma força militar no mundo.