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Veículo de Combate de Infantaria

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Namer APC
Veículo de Combate de Infantaria (IMI - Israel Military Industries)
Namer APC

Projeto: IMI - Israel Military Industries
Israel
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.45
n/disponivel
3.7m
1.9M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
53t
55t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Teledyne/Continental AVDS-1790-6A V12
900cv
50 Km/h
30 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
900 Litros
500Km
2+8
60º
30º
1.38M
3M
0.45M

Armamento básico
- 1 x 7.62 OWS /M240 (Calibre: 7.62mm - Alcance estimado de 3.725Km a 3.725Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Israel
Designação Local:Namer
Qtd: Máx:170 - Qtd. em serviço:7
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
Israel começou a utilizar o Namer à medida que foram sendo retirados de serviço os carros de combate de infantaria Achzarit, baseados no T-55 sovietico.
Para manter a linha de produção do Merkava disponível, Israel contratou com a General Dinamycs a produção da viatura nos Estados Unidos, mas a encomenda foi sendo cortada até se fixar em 170. As viaturas deverão ser todas entregues até 2017


Forum de discussão

O Namer, é um veículo de combate de infantaria pesado, baseado no chassis do carro de combate Merkava Mk IV.
Os primeiros veículos deste tipo baseados no tanque Merkava receberam na realidade a designação de Namera (Tigresa ou Tigre fêmea), porque a designação Namer, estava atribuida a um veículo blindado de recuperação.

Com a standardização do APC com base no chassis do Merkava Mk.IV a designação Namera começou a ser substituida pela de Namer.

Vários veículos do tipo foram construidos a partir de antigos carros de combate Merkava, mas as evolução no campo da blindagem, levou a que se optasse por construir carros de combate Namer de raiz, em vez de optar por adaptações.

Israel produziu já vários veículos blindados de infantaria baseados em carros de combate pesado e a mais conhecida modificação foi a efectuada ao carro de combate T-55, conhecida como Achzarit, que passou por uma modificação com o objectivo de fazer os tripulantes sair do veículo pela parte traseira sem ter que sair pelo topo, aumentando enormemente o risco.

O conceito do Merkava, que já dispõe de uma saída traseira, presta-se especialmente a este tipo de função, e um Merkava com a torre removida pode transportar um numero maior de elementos de infantaria.

Entre os factores positivos que se apontam no Namera, está a sua excelente blindagem que pode proteger de forma eficiente os tripulantes e os militares que seguem dentro do veículo.

Entre os factores negativos está o facto de sistema propulsor e o veículo no seu todo, teram mais de trinta anos.
O custo previsto para a conversão de cada Merkava mais antigo num Namera operacional está calculado entre €500,000 e € 1,000,000.

Em 2010 foi anunciado um protocolo de cooperação com a General Dynamics para a produção do Namera nos Estados Unidos.
Um total de até 600 viaturas poderia ser encomendada.

Posteriormente foi estabelecido um acordo que implicava a construção em Lima nos Estados Unidos de 386 viaturas blindadas de transporte de pessoal «Namer». O custo que chegou a ser previsto em volta de 700.000 dolares por unidade, acabou por ficar em 900.000.
Este valor respeita apenas ao casco s sistema motriz. As viaturas são acabadas em Israel onde lhe são adicionados vários sistemas electrónicos, o que deverá aumentar o preço da viatura pelo menos em 60%.

Em Janeiro de 2014, Israel cancelou 216 viaturas, limitando o número de carros a adquirir a 170 .

A mais recente versão do APC Namer/Namera, fabricada nos Estados Unidos pela General Dynamics.


Informação genérica:
Os veículos Merkava, nasceram da necessidade premente de Israel obter veículos blindados modernos, e de se tornar independente da possibilidade de boicotes internacionais de armamentos, numa área considerava vital pelos estrategas de Israel.

Quando em 1973 na guerra do Yom Kipur, se tornou evidente que os modelos de tanques em serviço eram relativamente frágeis perante as novas armas portáteis anti-tanque do tipo LGF (Lança Granada-Foguete) como o RPG-7 o projecto do Merkava, passou a ser considerado como da maior prioridade.

O objectivo era produzir um carro de combate que seguisse a tradição dos tanques britânicos, com pesada blindagem, abrindo mão da velocidade, até porque num país tão pequeno como Israel não há espaço para grandes movimentações defensivas.

O Merkava, incluiu também a possibilidade de transportar um pequeno grupo de infantaria de três homens.
Para transportar a infantaria, o motor teve que ser colocado na frente paqra permitir o acesso ao veículo através de uma porta traseira por onde os infantes podem entrar ou saír, sem ter que utilizar os acessos na torre onde ficam muito mais expostos.

Alguns tanques foram modificados para permitir transportar mais macas e pessoal médico, mas isso foi conseguido removendo metade da munição carregada 24

O Merkava sofreu alterações e modificações nos anos seguintes, tendo como objectivo aumentar a sua blindagem e capacidade de combate.
A versão Mk.II foi lançada com algumas modificações ao nivel da blindagem, e com uma metralhadora adicional para defesa antiaérea.

Mais radicais foram as modificações introduzidas na versão Mk.III porque um novo motor e um novo canhão com calibre 120mm e uma torre com controlo electrico substituindo o controlo hidraulico constituiram alterações significativas.

Até 2007, a última modificação significativa do Merkava, é a versão Mk.IV.

Nessa versão, é mantida a mesma peça de 120mm, mas têm lugar consideraveis modificações na blindagem, nomeadamentecom o perfil da torre, destinado a permitir resistir mesmo aos mais modernos dispositivos anti-tanque.

No entanto, e embora a blindagem do veículo seja excelente, ele não é invulneravel, como ficou claro durante o conflito no Líbano, onde algumas unidades foram destruidas por explosivos colocados no solo.
Embora alguns veículos Merkava tenham sido danificados por armas anti-tanque, eles foram recuperados, o que demonstra a sua qualidade de construção.

Mas o facto de alguns terem de facto sido colocados fora de combate, leva a que presentemente (2007) as autoridades militares de Israel, considerem a possibilidade de não prosseguir com maiores desenvolvimentos neste veículo.