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Carro de combate pesado

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Challenger 1
Carro de combate pesado (Royal Ordnance Factories)

Fabricante: Royal Ordnance Factories - Reino Unido
Tripulação: 4
Comprimento: 8.33 - Incluindo canhão: 11.56M - Largura: 3.52M - Altura: 2.5M
Peso vazio: 60000Kg. - Peso preparado para combate: 62000Kg.
Motor/potência/capacidades
Sistema de tracção:Lagartas
Motor: Perkins Condor 12V Potência: 1200 cv
Velocidade máxima: : 56 Km/h - Velocidade em terreno irregular: 35 Km/h
Tanque de combustível: 1592 LitrosAutonomia máxima: 450Km
58º
40º
1.07M
2.8M
0.9M

BlindagemMobilidade5
Sis. combate 2Com/electr.6
Potência de fogo contra:
Blindados 3Construções7
Pessoal3Aeronaves7

Armamento básico
- 1 x 120mm L-11 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 0.2Km a 3Km)
Sistema de radar auxiliar:


O Challenger-I é um desenvolvimento do tanque Shir-2 desenhado para o Irão pela Royal Ordnance Leeds, antes de esta empresa ter sido adquirida pela «Vickers Defence».

A encomenda total de veículos «Shir-2» (como o tanque iraniano se deveria chamar) era superior a 1000 unidades e como estava a programar a substituição dos seus antigos Chieftain, o exército britânico recebeu os novos tanques.

O Challenger, inaugurou a blindagem Chobham nos tanques britânicos, uma blindagem considerada revolucionária nos anos 80 e que combinava compostos cerâmicos com metálicos, tornando assim menos eficientes as munições de energia química.

Informação genérica:
Os carros de combate Chieftain e Challenger, sendo embora diferentes entre si, foram no entanto resultado de uma linha de desenvolvimento em que uns são base para o fabrico dos seguintes.

O Chieftain, que começou a ser estudado no final dos anos 50 foi na prática o substitudo do famoso Centurion, que foi desenhado para a II Guerra Mundial mas não chegou a ser utilizado no conflito. O grande numero de Centurion atrasou de facto o novo tanque, tendo a Grã Bretanha estudado outro tipo de tanques super-pesados como o Conqueror, no inicio dos anos 50.

Foi o falhanço do Conqueror que levou a que os britânicos desenvolvessem o Chieftain, tentando resolver parte dos problemas que tinham sido detectados.

Embora fosse um tanque muito pesado, o Chieftain estava equipado com o canhão de 120mm L11, o que o tornava no inicio dos anos 60 o mais poderoso carro de combate dos países ocidentais,equipando um tanque com um canhão de 120mm mais de dez anos antes de os restantes países da NATO o fazerem.

O Chieftain foi também exportado para vários países do médio oriente, nomeadamente para o Irão, que pretendeu efectuar mais encomendas do veículo, não o tendo feito por razões políticas.

Uma versão mais sofisticada do Chieftain foi vendida à Jordânia.

A encomenda do Irão para uma versão mais poderosa do Chieftain, resultou na prática no Challenger-I, que quando a venda ao Irão ficou comprometida, foi adquirido pelo exército britânico para substituir o Chieftain em serviço.

A última versão do Challenger, é a versão II, que foi lançada pela empresa Vickers[1] como um projecto privado para comercialização no mercado internacional.

O modelo foi entretanto escolhido pelo exército britânico em 1991 como substituto do Challenger-1

Além da Grã Bretanha apenas o Omã adquiriu este carro de combate.




[1] A Vickers comprou a Royal Ordnance em 1986.